Death Stranding Director's Cut | Trazendo mais imersão ao universo

Assumo que não sou uma pessoa que se empolga tanto com atualizações de jogos, já que é raro eu querer rejogar algo, por mais que ame muito. Em tempos modernos temos tanta coisa pra jogar, ler, assistir, etc... Então é complicado gastar o tempo pra ter uma experiência de novo. Poucos jogos como Eldritch me fizeram ir correndo ver novidades. E Death Stranding com certeza conseguiu chegar nesse patamar e, por mais gigante que o jogo seja, o anúncio de Director's Cut me deixou agoniado inicialmente por ser exclusivo de PS5, mas com o lançamento pra PC, eu tinha que dar uma conferida.

A história do jogo apresenta um evento apocalíptico que aconteceu na terra, chamado Death Stranding, em que a vida e a morte se uniram e todo mundo que morreu, passou a explodir, formando uma cratera e dando origem a criaturas chamadas EPs, invisíveis aos olhos de humanos comuns, extremamente agressivas e isso fez a humanidade se isolar em cidades preparadas para lidar com os monstros. Ao mesmo tempo que surgiram entregadores equipados com bebês nascidos de mães mortas e com vínculo com o outro lado, permitindo que detectem os seres.

VISÃO GERAL DO JOGO BASE

Se você ainda não jogou, recomendo primeiro dar uma olhada na minha review de Death Stranding, em que eu detalho todas as mecânicas e elementos do jogo. Mas de qualquer forma vou dar uma visão geral aqui para quem quiser ir direto ao ponto no que tem de diferente na Director's Cut, que já adianto que o Hideo Kojima disse que não acha esse nome apropriado, já que na edição original não teve corte algum, mas aqui a penas adicionaram novidades.
 
No jogo você assume o papel de Sam Porter Bridges, uma das pessoas nascidas com "Dooms", que é a capacidade de contato com o outro lado, variando de nível, sendo que alguns são capazes de enxergar EPs, enquanto outros podem apenas sentir, como é o seu caso. E assim depende de um BB pra poder ter uma noção de onde estão.
Seu trabalho é expandir a rede quiral, um tipo de internet super avançado que permite usar impressoras 3D para que troquem dados. E assim existe uma cruzada pelos Estados Unidos, em que é preciso vagar pelo Oeste e quanto mais você avança, mais fácil fica voltar, pois vai construindo estradas, tirolesas, conseguindo novas tecnologias e mais.

Além das EPs, você também enfrenta os Mulas, que são bandidos da estrada que têm territórios próprios e te assaltam. O peso é algo que atinge diretamente seu personagem e o equilíbrio dele, o que dificulta na hora de carregar coisas, correr e lutar. Isso te obriga a pensar bem na hora de resolver aceitar algumas coisas.

NOVIDADES DA DIRECTOR'S CUT

Agora sobre a versão Director's Cut, é algo que realmente está mais para um retoque do que uma expansão como pode se confundir. Sendo assim é como se a equipe visse o trabalho pronto e notasse que dava pra adicionar mais um monte de coisas que variam desde novos itens, até armas, movimentos e mecânicas.
 
Com certeza para os que jogaram a versão base no console, vai ser mais notável as mudanças, já que a primeira versão para computador já continha coisas como a resolução 4K e poder rodar em 60fps. Além do conteúdo extra baseado em Half Life e Cyberpunk 2077. Sendo assim, os jogadores do Playstation 5 puderam colocar as mãos nisso.
O mundo em geral contou com pequenas mudanças, mas infelizmente, continuou vazio demais. Sendo assim é difícil de fato notar as mudanças em locais com mais pedras. Isso fez ficar mais detalhado naturalmente, mas na prática, acredito que só realmente acaba sendo visível para aqueles que são absurdamente viciados e decoraram o mundo inteiro, pois para jogadores normais, é meio difícil perceber que aquele cantinho aleatório do mundo antes era só grama e agora conta com um monte de pedras.

Para quem usa o controle DualsSense, a coisa ficou extremamente imersiva, e o melhor é que isso também foi adicionado ao PC. Então os gatilhos mais pesados dependendo da quantidade de carga e a sensação de atravessar certos terrenos também podem ser experimentados por aqueles que jogarem em um computador. Isso ficou perfeito de se adicionar, pois o jogo já naturalmente simulava essas coisas.
 

O elemento multiplayer do jogo, que já tinha dado treta com os fãs de Dark Souls, agora foi um pouco mais aprimorado. Foi adicionada uma área de treinamento onde é possível testar todas as armas do jogo para se aprimorar. Também foi adicionado um modo em que você luta com inimigos e compete com outros jogadores pra ter a maior pontuação, é algo no estilo Devil May Cry 5, com um multiplayer sem os outros estarem ali, mas apenas as pontuações deles. Já um modo corrida também foi colocado, com pistas em que você compete com fantasmas de outros jogadores que já passaram por ali.

Os robôs que você manda para fazerem entregas agora podem ser vistos pelo mundo, e as estradas vão a lugares que antes não alcançavam, sendo assim é possível atravessar caminhos de maneiras diferentes, como chegar até algumas montanhas usando o asfalto e não dependendo meramente de tirolesas ou precisando escalar.
De realmente exclusivo como algo mais semelhante como expansão, tem uma pequena missão com conteúdo completamente novo para matar a vontade. Mas a maioria das coisas são realmente mais para detalhes, como a possibilidade de lutar com chefes de novo ao observar os brinquedos do quarto de Sam, a substituição do energético monster por um chamado Bridges Energy, a possibilidade de descansar em qualquer lugar, aprimoramento do combate e mais.

Enfim, Death Stranding Director's Cut é sem dúvidas uma edição que deve ser escolhida se você nunca jogou, pois é o mesmo jogo, mas com mais coisas. Algo curioso é que a versão normal parou de ser vendida e na steam é realmente como se fosse outro jogo a Director's Cut. Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Nuuvem antes de comprar na loja direta, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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