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Emulador de Dreamcast recebe atualização! Flycast melhora gráficos e modo online!

A nova versão do Flycast v2.6 trouxe uma série de melhorias importantes. Entre elas está a renderização per-pixel com OpenGL ES em dispositivos móveis, além da correção de problemas graves em GPUs Mali. Também foi adicionado um servidor de partidas para jogos que utilizam o cabo de batalha, como F355 e Virtual-On Oratorio Tangram, e suporte online para títulos como Outtrigger e Power Smash. O áudio recebeu ajustes com um gerador de envelope de frequência mais preciso, e agora há opções de escalonamento inteiro com escolha de filtragem para o quadro de saída.

Outras novidades incluem suporte ao DreamPotato, melhorias no DreamPicoPort, caminhos configuráveis para BIOS e VMU, novos temas de interface, melhor suporte a volantes Thrustmaster e emulação do controle Panther DC. Houve também aprimoramentos na arte de caixas de arcade, no teclado virtual do Nintendo Switch e na configuração geral da interface.

Por fim, algumas mudanças de suporte foram feitas: o Flycast não oferece mais compatibilidade com iOS e a função de upscaling de texturas foi removida. Diversos jogos receberam correções específicas, como Sonic Adventure, Sega Rally 2, Jet Set Radio, Zombie Revenge, Virtual-On Oratorio Tangram, Sega Tetris e King of Route 66, garantindo maior estabilidade e fidelidade na emulação.
 
 
Flycast | Emulador de Dreamcast que te abrirá as portas para o último console da SEGA
 
Eu já tinha falado aqui sobre o quanto o Dreamcast foi um console surreal, e definitivamente temos que agradecer muito a ele. Se hoje em dia temos consoles com tecnologias interessantes, aquele videogame da SEGA foi quase um mártir, arriscando tudo em um mundo que não estava pronto para receber algo tão cabuloso. Internet embutida, visual à frente do seu tempo, jogos criativos e um hardware cheio de ideias que só seriam exploradas de verdade anos depois. E o Flycast é um emulador surpreendente justamente porque consegue aperfeiçoar ainda mais essa herança, trazendo o Dreamcast para um nível que muita gente jamais imaginou ser possível fora do console original.

Por muitos anos, o Dreamcast foi um daqueles consoles com imensos problemas para serem emulados corretamente. Os anos passavam, emuladores de consoles bem mais atuais surgiam e evoluíam, enquanto ele ficava meio paradinho no tempo, carregando sua listinha de jogos exclusivos e experiências únicas. Títulos como o atmosférico Sword of the Berserk, que mistura ação, narrativa pesada e um clima quase melancólico, sempre foram exemplos de jogos que deixavam fãs loucos para jogar da melhor forma possível no PC ou em outros dispositivos. A arquitetura do Dreamcast, apesar de poderosa, sempre foi complicada de reproduzir com fidelidade, o que tornava a emulação um desafio constante.

É nesse cenário que o Flycast acabou naturalmente se destacando. Ele nasce a partir do Reicast, aproveitando o que havia de melhor naquele emulador e evoluindo bastante graças ao código aberto. O resultado foi um daqueles emuladores que conseguem ser técnicos sem serem chatos, elegantes sem serem engessados e, principalmente, acessíveis. Ele roda em várias plataformas como Android, Linux, macOS e PC, o que já diz muito sobre sua flexibilidade e sobre o cuidado em manter o projeto vivo em diferentes ambientes.

O Flycast ficou conhecido como um daqueles emuladores de configuração rápida e interface simples, algo que muita gente valoriza. Não é preciso perder horas mexendo em menus confusos para começar a jogar. Ainda assim, ele não deixa de oferecer recursos avançados para quem gosta de explorar cada detalhe. Entre suas características estão o suporte a APIs modernas como Vulkan, melhorias visuais que vão além do básico, opções de widescreen bem implementadas e ajustes que ajudam a adaptar jogos antigos a telas e padrões atuais sem destruir a identidade original deles.

Mas o que realmente chama atenção é como o Flycast se tornou um terreno fértil para mods e melhorias visuais. A facilidade de trabalhar com modificações é algo que faz muita diferença, especialmente em um console como o Dreamcast, que já tinha jogos estilizados e cheios de personalidade. Com a ajuda de tecnologias como o ESRGAN, tornou-se possível refinar texturas antigas e levar a qualidade visual desses jogos para outro nível. Não é exagero dizer que muitos títulos ganham uma cara totalmente nova, com detalhes mais nítidos, cenários mais limpos e personagens mais definidos.

Claro que não dá para chamar isso de remake, mas também fica difícil tratar apenas como um simples remaster. Em vários casos, o resultado final supera muitos relançamentos oficiais que vemos por aí, justamente porque respeita o jogo original e apenas potencializa aquilo que já estava ali. É quase como ver o Dreamcast funcionando da forma como ele sempre quis, mas nunca teve espaço tecnológico suficiente para isso na época.

Outro ponto que ajuda muito o Flycast a se manter relevante é o fato de ser um emulador de código aberto. Isso cria um ambiente onde melhorias, correções e otimizações surgem de forma constante, muitas vezes vindas da própria comunidade. Quem usa sabe como é comum passar um tempo sem abrir o emulador e, quando volta, perceber que tudo está mais polido, mais estável ou com novos recursos discretos que fazem diferença no uso diário. Em tempos corridos, isso acaba sendo uma surpresa positiva, aquela sensação de que o projeto não ficou parado no tempo.

No fim das contas, o Flycast acaba funcionando maravilhosamente como forma de preservação ativa de um console que sempre esteve à frente do seu tempo. Ao unir fidelidade, melhorias modernas, suporte a mods e facilidade de uso, ele se torna uma das maneiras mais completas e interessantes de revisitar a biblioteca da SEGA. Para quem gosta de emulação, de história dos videogames ou simplesmente quer jogar Dreamcast da melhor forma possível hoje, é difícil ignorar o impacto que esse emulador tem.  Quem se interessar pode baixar aqui.
 

 
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