O caso solucionado 22 anos depois por usuários do Google Mapas

É incrível como o poder da tecnologia nos permitiu fazer coisas que antigamente mesmo uma equipe gigante de agentes treinados da lei não seriam capazes. E eu nem estou falando dos dispositivos de smarthome não, mas serviços gratuitos que abriram as portas. E um ótimo exemplo é um caso que aconteceu em 1997 e a polícia nunca resolveu, até que os próprios amigos da vítima deram um jeito.


Hoje em dia é impressionante como um smartphone faz de tudo, desde saciar a fome com o Uber Eats  até conseguir um encontro com o Tinder. E os serviços da Google se tornaram essenciais para o dia a dia de muita gente. Alguns são apenas um quebra galho, outros são simplesmente o coração de algumas empresas.


E enquanto o Google Mapas já foi usado para brincadeiras como transformar ele no estilo RPG de Nintendinho, em 2019 ele foi usado para algo muito mais tenso, mas essa história começou vinte e dois anos antes, quando William Earl Moldt, de 40 anos de idade ligou para a namorada e disse que chegaria em breve. Ele estava saindo de uma boate, no entanto nunca chegou.

Obviamente a polícia foi acionada e passou a investigar o caso. E aí começaram a surgir todo tipo de especulação. Se o cara tinha inimigos, possível briga na boate, sequestro relâmpago, acidente de carro, etc... O percurso dele foi refeito, perguntas foram feitas, o tempo passou e nada... Nenhuma dica, nenhum vestígio nem do cara nem do carro. Sumiram! Simplesmente sumiram e o passar dos anos apenas deixou aquele grande ponto de interrogação.

Naturalmente para os familiares, amigos e namorada a coisa deve ter sido bem diferente, afinal de contas uma coisa é saber que alguém morreu, sofrer com isso e o tempo cicatrizar. Agora quando a pessoa desaparece, isso leva a perguntas e paranoia. Especialmente porque o mundo é grande e pessoas são cruéis. É só ver o mundo dos snuff movies para saber que nesse exato momento tem pessoas sendo torturadas, escravizadas, violentadas e vão continuar até morrerem. 

Então esse tipo de dor da perda certamente é muito mais intenso, pois não há a paz de se saber o destino que a pessoa amada teve, afinal é uma dor que sempre vai voltar. Aquela preocupação e o medo de continuar seguindo a vida, afinal de contas a pessoa ainda pode estar por aí, mas se todos pararem de procurar, aí sim acabou.


E se você já morou em um lugar e se mudou, deve saber que é bem comum entre as pessoas de vez em quando dar uma olhada no mapa desse lugar antigo. Os motivos são variados, relembrar de algo, conferir a posição exata de um comércio, fazer alguma comparação, etc. São inúmeras as possibilidades que fazem alguém dar uma olhada.

Dessa forma um antigo amigo de William, que também morava no bairro de Grand Isles, em Wellington, Flórida tava dando uma olhada no lugar. E assim ele acabou dando uma olhada em um dos lagos locais próximo à casa de William e notou algo extremamente intrigante dentro dele. Era algo aparentemente submerso.

E assim ele entrou em contato com a ex-namorada dele, ainda residente do lugar e pediu para ela entrar no Google Mapas e dar uma olhadinha nesse exato ponto. É claro que ela imediatamente foi dar uma conferida e ao ver, quis ir a fundo nessa possibilidade. Portanto entrou em contato com outro amigo, que morava na casa na casa que ficava na frente dessa parte do lago e pediu pra ele ir lá ver.

O cara foi, mas quando olhou, não tinha nada ali, só o lago escuro, sem nada aparecendo, nenhum carro nessa parte. Mas não desistiu e pediu ajuda do seu vizinho, que tinha um drone para sobrevoar, ao fazer isso, a grande surpresa! Vendo de uma altura maior, era possível observar claramente um carro no fundo do lago.

Depois disso ligaram para a polícia, que logo se mobilizou para conferir e levar uma equipe capaz de retirar o carro do lugar. E assim retiraram e logo descobriram que era mesmo o carro de William e seu corpo ficou ali durante vinte e dois anos ali sem ninguém saber. Aliás, isso faz pensar no tanto de coisas que não devem estar submersas.

Fico imaginando o quanto não seria assustador se alguém tivesse decidido dar um mergulho nesse lago e de repente visse aquele carro ali do nada com um cadáver dentro. Acho que é um exemplo perfeito daquilo que descrevi sobre meu medo e atração pelo mar, pois ambientes com água são sempre um tanto misteriosos e ocultam coisas facilmente.

A verdade é que em uma versão mais antiga do Google Mapas, não é possível ver o carro, sendo assim é o tipo de coisa que apareceu com a redução do nível da água no lugar. Talvez pudesse ter sido descoberto antes por alguém, mas infelizmente com a água escura do jeito que é, acabou ocultando tudo que tinha dentro.

Nossa, extremamente macabro o caso ein? A suspeita é que o cara estava dirigindo alcoolizado, e quando perdeu o control,e simplesmente não teve agilidade o suficiente para sair de dentro e no fim das contas acabou morrendo afogado ali mesmo. Uma verdadeira tragédia, mas ao menos trouxe paz para os entes queridos. Penso no quanto de coisas a tecnologia ainda não vai ajudar a resolver.

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