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Mod de dublagem de Resident Evil 2 Remake foi feito com vozes humanas e surpreende!

Passou da época em que os mods de dublagem tinham aquele toque de tosqueira total, por serem feitos por fãs apaixonados, mas sem as vozes adequadas. Hoje em dia vemos grupos de dublagem de fãs com outro nível, contando até com casting (teste de vozes para descobrir a melhor). E o mod de Resident Evil 2 Remake mostra um ótimo trabalho feito por fãs apaixonados.

A galera da Wanna Now Productions se uniu e dublou o game da Capcom do começo ao fim, incluindo modos extras e DLCs. Apresentando um baita de um resultado elegante, com várias vozes usando pessoas reais, e não inteligência artificial, o que deu aquela versatilidade para encontrar melhores entonações e apresentar bem um produto final.
 
 
Uma outra coisa muito legal, é que funciona tanto na versão Steam, quanto na da Microsoft Store (Xbox Game Pass). Isso permite que gamers de plataformas diferentes possam dar uma olhada no trabalho dessa galera. Confira como ficou o game dublado em PT-BR e mais abaixo o link para download pra você baixar e instalar:
 
🧟‍♂️DOWNLOAD DE MOD COM VOZES DUBLADAS🧟‍♂️

🇧🇷VEJA OUTRAS DUBLAGENS PT-BR🇧🇷 
 
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Sobre Resident Evil 2

Quando Resident Evil 2 chegou ao PlayStation, em 21 de janeiro de 1998, a Capcom não lançou apenas mais um jogo de terror. A aventura de Leon S. Kennedy e Claire Redfield em Raccoon City se tornou um dos maiores clássicos do survival horror, ajudando a transformar a franquia em um dos nomes mais conhecidos dos videogames. Décadas depois, o retorno desse jogo mostraria que a história de zumbis, laboratórios secretos e experimentos da Umbrella Corporation ainda tinha muito fôlego para conquistar uma nova geração.

O Resident Evil 2 original marcou época com sua câmera fixa, cenários pré-renderizados e aquele clima de tensão em que qualquer corredor escuro parecia esconder uma desgraça. A possibilidade de jogar com Leon ou Claire, acompanhando diferentes lados da mesma tragédia, também ajudou a tornar a aventura memorável. Mr. X, os Lickers e a delegacia de Raccoon City viraram referências entre fãs de terror, enquanto a trama envolvendo William Birkin e o vírus G expandia o universo da série.

Em 2002, a Capcom lançou o remake do primeiro Resident Evil para GameCube, recriando o clássico de 1996 com gráficos muito mais detalhados, novas áreas e mudanças na jogabilidade. O projeto ficou conhecido por manter a estrutura de survival horror com câmeras fixas, mostrando como um jogo antigo poderia ganhar uma nova vida sem abandonar suas raízes. Durante anos, esse modelo ajudou a estabelecer a ideia de que um remake poderia ser uma reconstrução cuidadosa, preservando boa parte da experiência original.

Só que Resident Evil 2 era um caso especial. O jogo tinha uma legião de fãs que não se contentava em apenas revisitar a versão de PlayStation. A vontade de ver Leon, Claire e os zumbis de Raccoon City com gráficos modernos acabou chegando até desenvolvedores independentes, que começaram a trabalhar em projetos próprios para trazer o clássico de volta. E foi aí que a história ganhou um capítulo curioso, envolvendo um fangame que chamou a atenção da própria Capcom.

Em 2013, a equipe italiana InvaderGames começou a desenvolver Resident Evil 2: Reborn, um remake feito por fãs que usava a Unity em suas primeiras versões e depois passou para a Unreal Engine 4. A proposta era reconstruir o jogo com gráficos em alta definição, iluminação moderna, cenários em 3D e uma câmera em terceira pessoa. O projeto ganhou força com vídeos de gameplay que mostravam como Raccoon City poderia ficar com uma cara mais próxima dos jogos modernos da franquia. A repercussão foi grande o suficiente para colocar a InvaderGames no radar da Capcom.

Em agosto de 2015, a Capcom anunciou oficialmente que Resident Evil 2 receberia um remake. A InvaderGames encerrou o desenvolvimento de RE2: Reborn a pedido da empresa japonesa, que já tinha planos próprios para o clássico. O detalhe interessante é que a história não terminou com uma simples ordem para apagar tudo e ir embora. A equipe foi convidada a visitar a sede da Capcom, em Osaka, para conversar sobre ideias relacionadas ao projeto. O grupo também demonstrou satisfação com o reconhecimento, embora não exista confirmação de que suas ideias tenham sido incorporadas diretamente ao remake oficial. 
GameSpot
+2

Esse episódio ajudou a mostrar o tamanho do interesse por um Resident Evil 2 refeito do zero. O fangame não foi o único fator por trás da decisão da Capcom, mas sua repercussão fazia parte de um cenário em que os fãs deixavam claro que queriam voltar a Raccoon City. A empresa tinha em mãos uma franquia conhecida mundialmente e um clássico que poderia alcançar tanto quem jogou no PS1 quanto quem conhecia Leon e Claire apenas pelos jogos mais recentes. O remake oficial tinha espaço para ser muito mais do que uma simples melhoria gráfica.

O resultado chegou em 25 de janeiro de 2019, com Resident Evil 2 Remake, também conhecido como Resident Evil 2 (2019). Em vez de manter a câmera fixa do original, a Capcom adotou uma visão sobre o ombro, popularizada por Resident Evil 4, lançado em 2005. A mudança transformou a maneira de explorar a delegacia, mirar nos zumbis e fugir de criaturas como Mr. X. Com a RE Engine, a desenvolvedora reconstruiu Raccoon City com ambientes detalhados, iluminação realista e uma atmosfera de terror que combinava nostalgia com uma apresentação moderna. 
CAPCOM
+1

A escolha da câmera também ajudou a aproximar Resident Evil 2 Remake de uma geração acostumada com jogos de ação em terceira pessoa. O sistema de mira, o controle mais direto dos personagens e a exploração dos corredores escuros davam outra dimensão ao survival horror. Ao mesmo tempo, a escassez de munição, os enigmas, o gerenciamento de itens e a necessidade de decidir quando enfrentar ou evitar um inimigo mantinham a essência da série. Era uma releitura que conversava com o passado sem ficar presa às limitações de 1998.

O sucesso de Resident Evil 2 Remake também ultrapassou os limites do próprio jogo. Leon Kennedy voltou a ser um dos rostos mais reconhecidos da franquia, Claire Redfield ganhou espaço entre uma nova geração de jogadores e Mr. X virou combustível para memes, vídeos de reação e montagens na internet. A perseguição constante do grandalhão de sobretudo, com seus passos ecoando pela delegacia, se tornou uma das imagens mais lembradas do terror nos videogames. Até quem nunca terminou a campanha provavelmente já viu algum vídeo de alguém desesperado tentando escapar dele.

O jogo também se tornou um terreno fértil para mods no PC, que vão de mudanças visuais e roupas alternativas até alterações mais absurdas envolvendo personagens e inimigos. Essa liberdade ajudou a prolongar a presença de Resident Evil 2 Remake na cultura pop, mantendo o título em vídeos, transmissões e discussões sobre os melhores jogos de terror. A popularidade do remake ainda reforçou o interesse por outros projetos de fãs, recriações de clássicos e novas versões de jogos antigos.

A trajetória também chama atenção quando comparada à do primeiro Resident Evil. O remake de 2002 já havia mostrado como a Capcom podia reconstruir um clássico, mas preservou a câmera fixa e a jogabilidade tradicional. Sua versão em HD, lançada em 2015, manteve essa proposta, enquanto Resident Evil 2 Remake seguiu o caminho da câmera sobre o ombro, como Resident Evil 4. A diferença mostra que a série passou a tratar seus remakes como oportunidades para repensar a experiência, em vez de apenas atualizar os gráficos.

No fim, Resident Evil 2 Remake se tornou um marco tanto pelo resultado quanto pelo caminho que levou até ele. O caso de RE2: Reborn mostrou que a paixão dos fãs podia chamar a atenção da Capcom, enquanto o lançamento de 2019 provou que um clássico do survival horror podia conquistar o público com uma abordagem moderna. Raccoon City voltou a ser um dos lugares mais conhecidos dos videogames, e a história de Leon e Claire ganhou uma nova vida, deixando sua marca na franquia e na cultura pop.