Dear Esther - Um jogo bem estranho...

A primeira vez que ouvi falar de Dear Esther provavelmente foi quando o leitor Dalino citou ele na matéria que fiz sobre o jogo Nature Treks, em que ele disse que achava que era parecido, ao procurar umas informações sobre acabei me interessando e entrou pra minha lista de jogos que eu gostaria de jogar.



O que me atraiu nesse jogo foi principalmente o clima de mistério, ele se passa em uma ilha e você começa sem saber absolutamente nada sobre, apenas sai andando e aos poucos as informações começam a surgir, logo me fez pensar em algo um bocado sombrio e portanto muito atraente ao meu ver, senti vontade de descobrir qual era o tal mistério do lugar.

O tempo passou e finalmente resolvi jogar, mas tenho que admitir que não é exatamente o que eu imaginava, pensei que havia algum tipo de interação mesmo que mínima ou acontecimentos durante o jogo, no entanto ele é completamente parado. Esse é um jogo que você precisa apenas andar até chegar ao fim, não existe objetivo, não existem acontecimentos, existe apenas a história que é bastante confusa, portanto acho que eu gostaria mais se eu o tivesse jogado como se não fosse um jogo, mas sim um conto, que realmente é o que ele é. O jogo é puramente história, a única jogabilidade dele é o fato de que você pode andar pela ilha.

Como experiência visual ele é maravilhoso, não é uma ilha tropical, é uma ilha sombria, nublada, cheia de pedras. Os ambientes são incríveis com o constante vento batendo na vegetação, as ondas batendo nas pedras e fazendo aquele efeito incrível, um céu fantástico. A sensação de solidão causada pelo jogo é bastante intensa, em certos momentos cheguei a pensar que haveria algum susto até, de tão tranquilo que tudo é, mas não há, o jogo passa exatamente aquela sensação de paz que muitas vezes queremos sentir, a vontade de nos sentarmos sozinhos em algum lugar e apenas ficar observando. Acredito que isso era intencional porque ficou fantástico.

Os sons do jogo são maravilhosos, aquele constante som de ventania forte, o barulho do mar, e como trilha sonora há um coral e também violoncelos. Sendo que em alguns momentos quando você chega acertos lugares, começa a se tocar uma música em especial, fazendo com que o clima fique perfeito para o momento.

No jogo em si você deve apenas sair andando, procurando a trilha, a ilha contém uma misteriosa antena que pode ser vista durante quase todo o jogo. É cheio de detalhes espalhados pelos cenários e se você andar um pouco, vai acabar descobrindo pequenas coisas que complementam a história, como as constantes latas de tinta florescente espalhadas pelo lugar, as mensagens escritas nas pedras, as velas, os restos de certos objetos. Além de que há algumas ruínas na ilha, não muitas, mas às vezes você acha algumas casas simples de tempos antigos, além de coisas mais atuais porém abandonadas, como grades ou a própria antena. Alguns detalhes podem dar certos arrepios em algumas pessoas, como cavernas, ou até mesmo a escura água do mar, a primeira coisa que fiz quando comecei a jogar foi entrar no mar e ver se achava o cthulhu lá dentro e como alguns de vocês sabem, o mar me causa um baita medo... E logo começaram vários sussurros, algumas manchas na tela e então aquela voz "Retorne...". Gelei pra caramba hahahaha. Além disso enquanto você anda várias cartas vão sendo lidas para uma pessoa chamada Esther, então como falei o jogo é pura história, você tem que ir observando os detalhes, ouvindo o que o protagonista fala(Existe legenda em português) e ligando certas coisas pra entender a história.

Enfim, é um jogo que eu deveria estar melhor preparado, ele foi um pouco decepcionante, tenho que assumir, eu esperava um pouco mais de interação, mas não acontece nada além de se andar, é um jogo belo sem dúvidas e ótimo para relaxar, mas acredito que muita gente que o viu a venda e decidiu comprar no lançamento por exemplo deve ter ficado um pouco frustrada, principalmente pelo fato de que é possível se terminar em uma hora ou menos, é realmente rápido, são apenas quatro capítulos e bem curtos, por outro lado para a proposta do jogo eu achei muito adequado o tamanho, afinal não queria ficar 9 horas apenas andando. Então quem tiver afim de ouvir um conto, ta aí uma ótima forma diferente de se ouvir um, mas pra quem quer um pouco de ação, se afasta desse.

Comentários

Eder disse…
Esse jogo tem varias coisas macabras escondidas... dá uma olhada:http://www.youtube.com/watch?v=OFkSSZPSvqw
Daniel Batista disse…
Comprei o jogo ontem pelo hunble bundle, por isso parei de ler na metade do texto.'-'
Dalino disse…
Opa, bom ver que minha dica serviu (mais ou menos). Até hoje ainda não joguei o jogo huahushuas
Então, tem outro jogo acho que também é no mesmo esquema. Tem o Miasmata. Dá uma olhada no página do jogo no Steam e vê se é semelhante (esse eu estou recomendando mas ainda não joguei também haushau)
Matheus Oliveira disse…
Um outro jogo nesse mesmo estilo, mas com um pouco mais de interação, é Moon Sliver... Não tão visualmente bonito como Dear Esther, mas com uma narrativa muito mais sombria e intrigante.