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X-Men: Mutant Academy 2 | Versão de PC deixa o exclusivo de PS1 em 4K, widescreen e mais!

X-Men: Mutant Academy 2 / 2001 /  Midway Studios - Los Angeles Inc
 
Quem jogou X-Men: Mutant Academy 2 no PlayStation 1 provavelmente não imaginava que o jogo de luta dos mutantes ganharia uma versão para PC décadas depois. Pois o projeto criado por GTTeancum transforma o clássico da Activision em um port nativo para Windows usando recompilação estática, fazendo com que o jogo rode diretamente no PC em vez de depender de um emulador. E sim, temos Wolverine, Cyclops, Storm, Rogue e companhia saindo do velho console da Sony para dar umas porradas em uma máquina moderna.

X-Men: Mutant Academy 2 foi lançado originalmente para PlayStation em 2001 e funciona como uma sequência do primeiro Mutant Academy, trazendo um elenco de personagens dos X-Men para combates em arenas 3D. O port trabalha com a versão americana do jogo, identificada pelo código SLUS-01382, e recompila o executável original e seus dezoito overlays de personagens para C#, conectando tudo ao runtime do RecompOne. Na prática, não é uma ROM rodando dentro de um emulador tradicional. O código do jogo é convertido para funcionar diretamente no ambiente do PC, enquanto o RecompOne fornece as partes necessárias para substituir o hardware do PlayStation.

O resultado é um executável chamado XMenMA2.exe, com o jogo funcionando a 60 FPS e renderização interna em 4x. O port consegue chegar ao modo Arcade, carregar os dezoito personagens, abrir as telas de seleção e opções, reproduzir FMVs e trabalhar com memory cards. Também existe suporte para a saída em 16:9, adicionada na versão 1.1, sem simplesmente esticar a imagem velha para os lados e transformar todo mundo em um X-Men que passou férias no buffet livre.

O widescreen foi feito de uma maneira mais esperta. Como o jogo original foi construído pensando em uma tela 4:3 e elimina elementos que ficam fora da área que ele considera visível, simplesmente aumentar a resolução não faria aparecer mais cenário. O port modifica a projeção da câmera para ampliar o campo de visão e depois apresenta o resultado em 16:9. Assim, as arenas mostram áreas adicionais dos cenários que ficavam fora da imagem original. As telas sem elementos 3D, como menus e vídeos, continuam em 4:3 para não ficarem deformadas.

Outra parte bem interessante é o pacote de texturas em 4x. Em vez de pegar screenshots do jogo e tentar transformar tudo em imagem de alta resolução, o projeto trabalha diretamente com os arquivos gráficos presentes no disco. O arquivo DATA/WAD.WAD guarda 1.891 imagens TIM, que podem ser extraídas e processadas para formar o pacote de texturas. O sistema também foi adaptado para entender corretamente como o jogo coloca essas imagens na memória de vídeo, já que várias texturas podem compartilhar as mesmas regiões de VRAM.

Essa parte acabou virando uma pequena investigação arqueológica dentro do código do jogo. O projeto precisou identificar exatamente quais imagens eram enviadas para a VRAM, reconstruir o sistema de identificação das texturas e lidar com as paletas de cores usadas pelo PlayStation. Até transparências tiveram que ser tratadas corretamente para evitar aquelas maravilhosas manchas coloridas que aparecem quando algum processo decide interpretar uma textura de maneira errada. O pacote pode substituir as texturas disponíveis e, quando uma delas não possui versão aprimorada, o jogo simplesmente utiliza a original.

Para usar a versão pronta para Windows, é necessário possuir a própria cópia do jogo. O projeto não distribui a imagem do disco, nem os arquivos derivados dela. A versão publicada já traz o executável e o pacote de texturas, mas o usuário precisa fornecer uma imagem própria do disco americano, em CUE/BIN com as 13 faixas ou em CHD. Portanto, não é aquele esquema mágico de baixar um EXE e descobrir que, misteriosamente, os arquivos do PlayStation também vieram de brinde. O jogo ainda tem uma versão em alta resolução da tela de abertura pra não parecer só algo do emulador e permite capturar screenshots diretamente pelo F12.

O resultado é uma maneira bem mais confortável de revisitar X-Men: Mutant Academy 2 no PC, mantendo o jogo original como base, mas aproveitando resolução interna maior, 60 FPS, texturas aprimoradas e suporte opcional para 16:9. Para quem tem carinho pelos jogos de luta dos X-Men no PlayStation, é uma daquelas situações em que um clássico de 2001 ganha uma segunda vida sem precisar fingir que virou um remake moderno.

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OBS: ESSE VÍDEO NÃO É DA VERSÃO DE PC RODANDO  PORQUE NÃO ACHEI NENHUM GAMEPLAY, MAS É UMA VERSÃO HD, QUE DÁ UMA NOÇÃO!