TriAevum é um projeto que pega The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D, do Nintendo 3DS, e transforma o jogo em uma versão recompilada nativamente para PC. A ideia segue a mesma linha de projetos como os recompilados de jogos do Nintendo 64 e Xbox 360, mas aqui o alvo é uma aventura originalmente feita para o portátil da Nintendo. Em vez de depender de um emulador tradicional rodando o jogo inteiro, o TriAevum utiliza um runtime próprio para executar a recompilação no computador.
O projeto utiliza NRI e Vulkan na parte gráfica e foi pensado para Windows x64 e Linux. No Windows, a distribuição é portátil, enquanto no Linux existe um pacote Flatpak que também atende ao uso no Steam Deck. A configuração é feita pelo TriAevum Forge, que recebe uma ROM descriptografada compatível e prepara os arquivos necessários para executar o jogo. Não é preciso instalar SDK ou compilador para simplesmente jogar.
E aqui começa a parte que interessa para quem olha para Ocarina of Time 3D e pensa que a Nintendo poderia ter caprichado um pouquinho mais na versão para PC. O TriAevum trabalha com resolução widescreen, campo de visão ajustável, controles configuráveis, teclado e mouse, além de efeitos gráficos como cel shading, contornos, ambient occlusion, sombras, reflexos e anti-aliasing. Também existe interpolação visual para 60 e 90 FPS, embora a lógica do jogo continue funcionando nos 30 Hz originais. Portanto, não é aquele milagroso 60 FPS que transforma até a física do Link em um atleta olímpico.
Outro detalhe bacana é o tratamento da interface originalmente dividida entre as duas telas do Nintendo 3DS. O projeto incorpora o conceito do TopScreen, criado por rlgcarrot, para reorganizar essa apresentação em uma única tela. Isso permite que elementos como HUD, mapas, itens e outras informações sejam adaptados para uma experiência mais adequada ao PC, sem deixar o jogador procurando uma segunda tela imaginária em cima do monitor.
A parte gráfica também tem umas ideias bem particulares. O TriAevum possui grama procedural, efeitos de iluminação e um sistema de shaders preparado de acordo com a GPU usada. A configuração inicial pode preparar os shaders incluídos no projeto, enquanto outros são compilados e armazenados conforme aparecem durante o jogo. A quantidade de grama chegou a ser uma preocupação tão grande que o próprio projeto trata isso com bom humor, porque aparentemente até Hyrule precisava descobrir o conceito de jardinagem responsável.
O controle também recebe atenção. É possível utilizar controle, teclado e mouse, com configurações próprias e mira pelo mouse. O menu de configuração pode ser acessado pelo F1, enquanto o F2 permite desligar temporariamente os principais aprimoramentos gráficos para comparar a apresentação com uma versão mais próxima do visual original. Há ainda suporte a perfis de configuração, áudio e save states.
A compatibilidade depende de uma cópia própria e descriptografada de Ocarina of Time 3D. O Forge verifica o conteúdo da ROM em vez de simplesmente acreditar no nome do arquivo, e o projeto possui suporte a versões europeias e americanas compatíveis em formatos .3ds ou .cci. Isso também significa que não se trata de um pacote que já vem com a ROM do jogo escondida em algum canto, porque aí a Nintendo provavelmente apareceria na porta com uma espada maior que a Master Sword.
O projeto também deixa claro que existe uma diferença entre recompilar um jogo e simplesmente emulá-lo. A proposta do TriAevum é transformar a lógica do título em uma execução nativa para PC, aproveitando uma estrutura moderna de renderização. Isso abre espaço para recursos que fazem muito mais sentido nesse ambiente, como suporte a diferentes proporções de tela, controles de PC, efeitos gráficos configuráveis e taxas de atualização mais altas na apresentação.
A base do projeto não surgiu isolada. TriAevum aproveita trabalhos e ideias de projetos como Azahar, Ship of Harkinian, libultraship e NVIDIA NRI, além da implementação do TopScreen. O desenvolvimento também é descrito pelo próprio autor como totalmente assistido por inteligência artificial sob direção humana, algo que o projeto assume com uma honestidade pouco comum e até com uma dose considerável de autodepreciação.
TriAevum chama atenção por colocar Ocarina of Time 3D dentro daquela crescente categoria de projetos que tentam tirar jogos antigos das amarras do hardware original. É uma forma diferente de revisitar a versão de Nintendo 3DS, agora com recursos de PC e uma estrutura que permite mexer bastante na apresentação do jogo. Para quem gosta de recompilações nativas, ports feitos por fãs e projetos de preservação que transformam jogos antigos em algo muito mais flexível no computador, esse é um daqueles projetos que merece ficar no radar.
O projeto utiliza NRI e Vulkan na parte gráfica e foi pensado para Windows x64 e Linux. No Windows, a distribuição é portátil, enquanto no Linux existe um pacote Flatpak que também atende ao uso no Steam Deck. A configuração é feita pelo TriAevum Forge, que recebe uma ROM descriptografada compatível e prepara os arquivos necessários para executar o jogo. Não é preciso instalar SDK ou compilador para simplesmente jogar.
E aqui começa a parte que interessa para quem olha para Ocarina of Time 3D e pensa que a Nintendo poderia ter caprichado um pouquinho mais na versão para PC. O TriAevum trabalha com resolução widescreen, campo de visão ajustável, controles configuráveis, teclado e mouse, além de efeitos gráficos como cel shading, contornos, ambient occlusion, sombras, reflexos e anti-aliasing. Também existe interpolação visual para 60 e 90 FPS, embora a lógica do jogo continue funcionando nos 30 Hz originais. Portanto, não é aquele milagroso 60 FPS que transforma até a física do Link em um atleta olímpico.
Outro detalhe bacana é o tratamento da interface originalmente dividida entre as duas telas do Nintendo 3DS. O projeto incorpora o conceito do TopScreen, criado por rlgcarrot, para reorganizar essa apresentação em uma única tela. Isso permite que elementos como HUD, mapas, itens e outras informações sejam adaptados para uma experiência mais adequada ao PC, sem deixar o jogador procurando uma segunda tela imaginária em cima do monitor.
A parte gráfica também tem umas ideias bem particulares. O TriAevum possui grama procedural, efeitos de iluminação e um sistema de shaders preparado de acordo com a GPU usada. A configuração inicial pode preparar os shaders incluídos no projeto, enquanto outros são compilados e armazenados conforme aparecem durante o jogo. A quantidade de grama chegou a ser uma preocupação tão grande que o próprio projeto trata isso com bom humor, porque aparentemente até Hyrule precisava descobrir o conceito de jardinagem responsável.
O controle também recebe atenção. É possível utilizar controle, teclado e mouse, com configurações próprias e mira pelo mouse. O menu de configuração pode ser acessado pelo F1, enquanto o F2 permite desligar temporariamente os principais aprimoramentos gráficos para comparar a apresentação com uma versão mais próxima do visual original. Há ainda suporte a perfis de configuração, áudio e save states.
A compatibilidade depende de uma cópia própria e descriptografada de Ocarina of Time 3D. O Forge verifica o conteúdo da ROM em vez de simplesmente acreditar no nome do arquivo, e o projeto possui suporte a versões europeias e americanas compatíveis em formatos .3ds ou .cci. Isso também significa que não se trata de um pacote que já vem com a ROM do jogo escondida em algum canto, porque aí a Nintendo provavelmente apareceria na porta com uma espada maior que a Master Sword.
O projeto também deixa claro que existe uma diferença entre recompilar um jogo e simplesmente emulá-lo. A proposta do TriAevum é transformar a lógica do título em uma execução nativa para PC, aproveitando uma estrutura moderna de renderização. Isso abre espaço para recursos que fazem muito mais sentido nesse ambiente, como suporte a diferentes proporções de tela, controles de PC, efeitos gráficos configuráveis e taxas de atualização mais altas na apresentação.
A base do projeto não surgiu isolada. TriAevum aproveita trabalhos e ideias de projetos como Azahar, Ship of Harkinian, libultraship e NVIDIA NRI, além da implementação do TopScreen. O desenvolvimento também é descrito pelo próprio autor como totalmente assistido por inteligência artificial sob direção humana, algo que o projeto assume com uma honestidade pouco comum e até com uma dose considerável de autodepreciação.
TriAevum chama atenção por colocar Ocarina of Time 3D dentro daquela crescente categoria de projetos que tentam tirar jogos antigos das amarras do hardware original. É uma forma diferente de revisitar a versão de Nintendo 3DS, agora com recursos de PC e uma estrutura que permite mexer bastante na apresentação do jogo. Para quem gosta de recompilações nativas, ports feitos por fãs e projetos de preservação que transformam jogos antigos em algo muito mais flexível no computador, esse é um daqueles projetos que merece ficar no radar.
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