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Mod do CJ | A mania do PC que revolta alguns gamers de console e faz o povo do PC gargalhar

Existe uma tradição curiosa no PC que virou quase um ritual informal: saiu jogo novo, alguém vai colocar o CJ nele. O personagem de Grand Theft Auto: San Andreas, criado pela Rockstar Games, ultrapassou o próprio bairro de Los Santos e passou a visitar mundos que não têm nada a ver com gangues ou Califórnia fictícia. O mod do Carl Johnson funciona como piada interna, vitrine técnica e também como um retrato claro da alma dos mods no PC.

Quando um título grande chega ao computador, principalmente aqueles com gráficos realistas ou mundos abertos detalhados, já tem gente esperando o primeiro modelo 3D do CJ substituindo o protagonista. Isso aconteceu em Resident Evil 4, em Elden Ring, em The Elder Scrolls V: Skyrim e em Red Dead Redemption 2. Não importa se o clima é terror, fantasia sombria ou faroeste. O CJ aparece, muitas vezes acompanhado de Big Smoke como parceiro controlado por IA, reforçando ainda mais o tom de zoeira.

Parte da graça está no contraste e na tosqueira assumida. A tradição abraça o improviso, o modelo meio deslocado, a animação que não encaixa direito. É a essência da cultura de mods, onde a liberdade vale mais do que a coerência. Em The Witcher 3: Wild Hunt, o visual urbano do CJ no meio de cavaleiros e monstros já cria uma cena que parece montagem tosquíssima. Em Grand Theft Auto V, a troca vira quase um reencontro entre gerações da própria série.

Com o tempo, isso deixou de ser só brincadeira e virou corrida. Em lançamentos de peso como Marvel's Spider-Man Remastered ou Street Fighter 6, a comunidade já comentava antes mesmo do lançamento sobre quem iria portar o modelo primeiro. O primeiro mod funcional costuma viralizar, receber milhares de downloads e abrir espaço para versões cada vez mais absurdas.

E o absurdo realmente não tem limite. Existem adaptações que vão além da simples troca de personagem, como o CJ transformado em robô dentro de Armored Core VI: Fires of Rubicon, ou o bizarríssimo CJ gato explorando a cidade de Stray. São ideias que misturam humor, exagero e uma certa vontade de testar até onde dá para ir, quase como se cada novo jogo fosse um parque de diversões para experimentação.

Nem todo mundo leva isso na esportiva. Existe uma parte da comunidade que reage de forma negativa, principalmente jogadores de console que enxergam essas modificações como desrespeito à obra original. Muitos afirmam que isso destrói a alma do jogo, que tira o peso da narrativa e transforma algo sério em piada. Há quem fique genuinamente nervoso ao assistir vídeos com cenas completamente esculhambadas, como se aquilo fosse uma afronta pessoal ao trabalho dos desenvolvedores.

Do outro lado, jogadores de PC costumam responder dizendo que é frescura reclamar de algo opcional. Argumentam que ninguém é obrigado a instalar mod nenhum e que a graça da plataforma está justamente na liberdade de alterar, experimentar e brincar com o código. E em resposta a isso, muitos fãs de videogame dizem que não é questão de poder ou não, mas de respeito à obra original, que é vista como arte e não deve ser alterada.
 
Essa diferença de visão gera discussões acaloradas, comentários inflamados e aquela velha rivalidade entre plataformas reaparece com força. É uma briga bastante constante, alguns dizem que é apenas um vestígio da época das guerras dos consoles, e que esses jogadores não ligam de verdade, mas que o que incomoda mesmo é ver exclusivos indo pro computador. Há quem aponte que não se vê reclamações dos jogos que receberam suporte oficial a mods, como muitos da Bethesda.
 
Em relação a isso, a resposta é de que não se trata de uma alteração à obra, já que foi a própria empresa que deu suporte, tornando a coisa oficial, mesmo que os mods sejam feitos pela comunidade. Ironicamente, existem mods tradicionais também para consoles. Sendo que San Andreas é exatamente um dos mais modificados, indo desde dublagem a português no PlayStation 2, até modificações que deixam o negócio todo brasileiro.

No fim, o mod do CJ representa bem essa dualidade. Ele é ao mesmo tempo homenagem, piada interna, teste técnico e símbolo da zoeira sem limites que marcou a cultura de mods ao longo dos anos. Sempre que um grande jogo chega ao PC, a pergunta volta como parte do ritual: quanto tempo até Grove Street invadir esse mundo também? Confira no vídeo abaixo a mais pura essência da coisa!

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