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Uma dobra no tempo | Livro mencionado em Stranger Things, que serviu como inspiração

Madeleine L’Engle nasceu em Nova York em 1918 e construiu uma carreira marcada pela mistura de fantasia, ciência e espiritualidade. Sua obra mais conhecida, A Wrinkle in Time, traduzida no Brasil como Uma dobra no tempo, foi publicada em 1962 e se tornou o primeiro volume da série dos “Time Quintet”. O livro recebeu o Newbery Medal em 1963, um dos prêmios mais prestigiados da literatura infantojuvenil nos Estados Unidos, e consolidou L’Engle como uma autora de referência no gênero. Além dessa obra, ela escreveu dezenas de livros, incluindo A Swiftly Tilting Planet e Many Waters, que expandem o universo iniciado em Uma dobra no tempo. 

O enredo acompanha Meg Murry, seu irmão Charles Wallace e o amigo Calvin O’Keefe em uma jornada interdimensional para resgatar o pai desaparecido. A narrativa combina elementos de ficção científica, como viagens pelo espaço-tempo, com reflexões sobre coragem e amor. Essa fusão de aventura juvenil com conceitos científicos fez com que o livro fosse comparado a outras obras que também exploram universos paralelos e dilemas existenciais, como As Crônicas de Nárnia de C. S. Lewis e His Dark Materials de Philip Pullman. 

O livro foi publicado originalmente pela Farrar, Straus and Giroux, editora reconhecida por apostar em obras literárias de impacto. No Brasil, ganhou edições pela HarperCollins, que trouxe o título para novas gerações de leitores. O estilo de L’Engle é acessível, mas não simplista: ela apresenta conceitos como a “tesseract”, a dobra no tempo que dá título ao livro, de forma que jovens leitores possam acompanhar, sem perder a profundidade que atrai também adultos. 

A ligação com Stranger Things surgiu quando o livro apareceu nas mãos da personagem Holly Wheeler na 5ª e última temporada da série. A referência não é casual: a trama de L’Engle, com seus mundos paralelos e ameaças invisíveis, dialoga diretamente com o conceito do Mundo Invertido. Essa escolha reforça como Uma dobra no tempo continua relevante décadas após sua publicação, servindo de inspiração para narrativas contemporâneas que exploram mistério e ficção científica. 

O livro também chama atenção pela forma como mistura referências culturais e espirituais, algo que diferencia Madeleine L’Engle de outros autores de fantasia e ficção científica. A autora não se limita a criar mundos alternativos, mas insere reflexões sobre fé, ética e convivência humana, o que amplia o alcance da narrativa para além da aventura juvenil. Essa característica ajuda a explicar por que Uma dobra no tempo continua sendo estudado em escolas e universidades, aparecendo em debates sobre literatura que atravessam gerações.

Enfim, Uma dobra no tempo é indicado para leitores que apreciam fantasia e ficção científica com uma camada filosófica, sejam jovens em busca de uma primeira grande aventura literária ou adultos interessados em revisitar um clássico que influenciou gerações. A obra está disponível em português, o que facilita o acesso para quem deseja mergulhar nesse universo atemporal. 


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