Ofertas do dia no link de afiliado Amazon!

The Last Starship | Simulador de tripulação espacial com liberdade absurda de missões

The Last Starship é um jogo de simulação e estratégia espacial desenvolvido pela Introversion Software, estúdio britânico conhecido por títulos como Scanner Sombre e Darwinia. A empresa tem uma reputação sólida no cenário indie por criar experiências que misturam liberdade criativa com sistemas complexos, e aqui segue a mesma linha ao colocar o jogador no comando de uma nave interestelar que precisa ser construída e gerenciada peça por peça. 
 
Lançado inicialmente em acesso antecipado em 2023 para Windows e macOS, o jogo evoluiu bastante com o passar do tempo. Acabou naturalmente atraindo os fãs de Prison Architect, da mesma desenvolvedora, já que dá pra ver de cara que a proposta tem suas semelhanças, misturando um gráfico simpático com algo complexo. Ela apostou em um estilo sandbox que permite múltiplas abordagens, seja como explorador, comerciante, minerador ou até mesmo caçador de piratas. 

A proposta central é começar com um casco vazio e transformá-lo em uma nave funcional, adicionando sistemas de propulsão, suporte de vida, armas e até um motor de salto FTL. Essa liberdade de montagem lembra a flexibilidade encontrada em jogos como FTL: Faster Than Light, que provavelmente serviu de inspiração, mas aqui o foco está mais na engenharia e na gestão dos recursos do que em combates rápidos. 
 
O jogador precisa pensar em logística, automação e eficiência, o que aproxima a experiência de títulos como Factorio ou Space Engineers, só que em uma escala mais acessível e com visão superior em 2D. Você tem um espaço limitado, e também peças que precisam ser encaixadas de certas maneiras. Por exemplo, enquanto um reator pode ser colocado diretamente na nave, um dispositivo lançador de drones, precisa ser colocado fora.

Você não apenas coloca as peças e pronto. É aquele tipo de game onde as coisas precisam ser realmente pensadas no design para serem funcionais. Então, além de colocar peças, é preciso pensar nas fontes de combustível e energia deles. Você entra em um modo para fazer a ligação, e pode enxergar o que está por trás daquilo, aproveitando caminhos já existentes para ligar outros.

Um dos pontos fortes é a variedade de papéis que podem ser assumidos. A mesma nave pode servir como cargueiro, base de mineração ou plataforma de guerra, dependendo das escolhas feitas. Ou pode ser todos. É um daqueles jogos extremamente abertos e cheios de possibilidade. Incluindo contratos espaciais. Se em um momento você está em uma missão de resgate de algo no meio do espaço, em outro pode estar em um combate violento, e logo depois, pode aproveitar a parada em um ponto para aceitar uma missão para transportar passageiros.
 
Essa flexibilidade garante que cada partida seja diferente, já que não há um caminho único a seguir. Além disso, o jogo incentiva a criatividade ao permitir que os projetos de naves sejam compartilhados com a comunidade, criando um ambiente de troca constante de ideias e soluções. O editor de níveis e ligação direta à oficina Steam deixa claro que o jogo foi feito pra se manter vivo pelos próprios jogadores.

A Introversion Software também se destaca por trazer conceitos experimentais para seus jogos, e The Last Starship nasceu de um protótipo chamado Deep Space Industrial, apresentado em uma masterclass de design. Essa origem explica a ênfase na construção modular e na sensação de estar montando uma verdadeira estação espacial em movimento. 
 
Graficamente, acho que a coisa pode dividir opiniões. Assumo que eu achava Prison Architect mais bonitinho. Eu gostava do design daqueles personagens, que era algo tão peculiar. No cenário, aqui a coisa é semelhante, mas os personagens em si, não posso dizer que achei tão agradáveis. Mas é realmente uma questão de opinião, então talvez você ache LINDO!
 
Apesar de tudo, assumo que imaginei que o tutorial seria mais chato, já que criadores de jogos do gênero têm uma tendência absurda a fazer tutoriais INSUPORTÁVEIS! Não sei se isso faz eles se sentirem mais inteligentes, ou o que é, mas é impressionante como jogos com mecânicas complexas conseguem ficar ainda mais chatos porque os caras pensam que é uma boa ideia escrever algo maior que a bíblia sagrada pra explicar as coisas mais óbvias. Mas esse não é o caso aqui.

Enfim, The Last Starship é um jogo bem gostosinho e atá fácil de aprender, só é um pouco demorado, mas é aquele tipo que depois que você passa pelo tutorial, fica viciado! Não é exatamente um jogo que todo mundo vai amar, especialmente aqueles que não gostam de muitas mecânicas acumuladas. É feito para jogadores que apreciam simulações complexas, com liberdade criativa e foco em gerenciamento, especialmente fãs de jogos como FTL e Factorio. Ele foi lançado para Windows e macOS, e continua sendo uma opção interessante para quem busca construir sua própria frota espacial e explorar o universo de forma única.  

O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como os desse post, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.