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terça-feira, 18 de julho de 2017

DRM - Os polêmicos sistemas anti-pirataria

Pra quem não sabe, DRM (Digital Rights Management) é um sistema de proteção anti-pirataria usado nos mais variados tipos de mídia (Vídeo, música, jogos, etc...). Até aí nada demais, afinal de contas quem pega jogo pirata que se vire, certo? As empresas não tem dever algum de agradar ou facilitar quem pirateia seus produtos. MAS, a grande irritação das pessoas em cima dos DRM é quando começam a dificultar a vida de quem compra original.

Como todo mundo sabe, pirataria é algo que anda de mãos dadas com a humanidade. Não importa quantas vezes falam "Vai acabar com a pirataria", a humanidade sempre dá um jeito. Seja feia ou bonita, ela sempre existirá. E por mais que proteções surjam, é uma prepotência imensa dizer "Meu sistema de proteção é perfeito!".

A pirataria começou antes mesmo da tecnologia. A vontade de ter algo e não poder ter é natural do ser humano. E assim imitar uma coisa sempre foi uma alternativa, isso vem da infância, crianças imitando adultos, garotos brincando com espadinhas de madeira ou mesmo gravetos, imitando luta entre cavaleiros.

Quando entramos na era industrial e marcas passaram a surgir pra todo lado, os ricos começaram a usar coisas que os pobres queriam, o resultado obviamente era gente tentando fazer algo parecido com o que tinha. E a pirataria industrial começou a surgir também. Com empresas especializadas em criar coisas aos montes.

Enquanto alguns são clones horrorosos, como a clássica camiseta Naike, o Hiphone ou até o Chintendo Vii, outras empresas passaram a não ligar mais pra processo e criar conteúdos idênticos, vindos direto do submundo. Usando o mesmo nome de outras empresas sem se importar nem um pouco.

Obviamente o mundo virtual não poderia estar de fora e software pirata é o que não falta por aí, incluindo jogos. Cópias ilegais antes eram via disquete, logo CD's e com as conexões com a internet aumentando, não demorou para ficarem acessíveis com qualquer pessoa baixando direto da internet, sem precisar nem ao menos de um camelô mais.

Grupos hackers se especializaram em criar cracks (programinhas que imitam o executável de um jogo, mas sem a proteção original). E cada vez mais os sistemas de proteção foram ficando cada vez mais agressivos.

Um dos sistemas mais polêmicos já criados foi o Denuvo. Esse DRM surgiu pelas mãos da empresa austríaca Denuvo Software Solutions GmbH, em 2014, e se destacou por dar trabalho aos hackers. Inicialmente foi dado como inquebrável (Sempre esse papo ein?), mas mesmo após ser quebrado, se mostrou poderosa, fazendo os jogos levarem muito mais tempo para serem pirateados.

A empresa não revelou como a Denuvo protege, certamente para não dar ideia para os hackers, porém há várias teorias em cima. Entre elas a ideia mais falada é de encriptação e desencriptação constante de todos os dados do jogo, fazendo ficar mudando sem parar e assim tornando impossível. Assim como se fala de uma máquina virtual fazendo isso e outras coisas como esse processo sendo feito em servidores da Denuvo e enviado o tempo todo para o usuário.

A partir daí também surgiram algumas polêmicas, como detonar unidades SSD, por ficar lendo e copiando arquivos sem parar. A Denuvo no entanto diz que não há leitura constante e seu sistema não detona SSD's.

Mas a maior polêmica em cima é o fato de que algumas pessoas apenas querem jogar e é só isso. Porém algo comum em DRM é pedir a conexão constante com a internet. Pra quem não sabe até mesmo a steam tem o modo offline, mas jogos como Diablo 3 exigem que o jogador fique conectado mesmo que esteja jogando uma campanha solo.

Com pessoas enfrentando problemas com Denuvo (seja por conexão ou por hardware limitado), começou a ira de muita gente e a partir daí quando empresas anunciavam que iriam usar Denuvo em um lançamento, o povo já começava a descer o cacete em cima, pra vocês terem uma ideia, virou polêmica quando no site da Denuvo tinha o seguinte relato da Square Enix:

"Obrigado pelo incrível serviço que sua equipe oferece - é ótimo se associar com vocês! É graças a vocês que as pessoas têm que comprar os jogos"

O povo ficou muito puto ao ver isso. A verdade é que DRM é mais comum do que parece, por exemplo a tão amada steam é um sistema DRM, você não simplesmente baixa um executável do jogo e instala em seu computador, é preciso ter a steam aberta o tempo todo se quiser que o jogo funcione.

Sendo assim, o que realmente deixa o povo irado, é quando a coisa começa a atrapalhar. Como falei, no steam o negócio é que você só tem que validar, depois disso existe o "Modo offline", e se o jogo não usa nenhum sistema DRM que requer ficar online o tempo todo, você pode simplesmente iniciar sem ter internet. 

Um exemplo que deixou o povo irritado foi Assassin's Creed 2, que as pessoas só queriam jogar, mas a versão pirata oferecia uma experiência mais agradável, pois o DRM que a Ubisoft usou, inicialmente exigia conexão constante, só que os servidores não estavam dando conta. Resultado, o jogo de quem comprou ficava parando o tempo todo, e quem jogava pirata tinha uma experiência fluída.

Algumas empresas já se declararam contra DRM's, como é o caso da declaração da CD Projekt Red, dizendo que os jogos mais pirateados usam DRM. Inclusive ela é que é a dona da loja GOG, que é uma concorrente da Steam que vende jogos sem proteção DRM, você baixa o executável direto do site e instala. Sendo assim, qualquer um pode distribuir de graça o executável da GOG. Mesmo assim vendem!

Enfim, na minha opinião acho que o maior problema é que as empresas parecem curtir pirataria, elas não veem o óbvio, que é a harmonia com a comunidade. The Witcher 3 é um dos maiores exemplos de que se você faz um bom trabalho, você vai vender. Outro exemplo é aquele desenvolvedor que foi dar keys no piratebay, se você se mostra bacana com a comunidade, ela responde. Mas e vocês, o que acham? A propósito, nos anos 90 empresas lançavam campanhas anti pirataria no PC e olha só como era a bagaça kkkkkkkk:


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