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domingo, 23 de julho de 2017

Blood Drive - Série muito sangrenta no estilo filme trash

Tá aí uma série que me pegou de primeira! Isso porque é nada menos do que um simulador de Grindhouses, ou seja, filmes de má qualidade dos anos 60 e 70, usando cada episódio como um tipo diferente de Exploitation Film. Ou seja, só a bagaceira, com muito sangue, atuação tosca e situações completamente bizarras!


A história base é um tipo de clone de Corrida Mortal, com um imenso toque de Mad Max. Se passando em um futuro onde a sociedade entrou em colapso, tremores de terra fizeram surgir uma cratera no meio dos Estados Unidos, e no mundo underground surgiu uma corrida onde os corredores tem explosivos no cérebro e os carros são movidos a sangue humano.

Quando eu vejo que uma série é do canal SyFy, me causa uma repulsa imediata, isso porque o canal as vezes faz coisas que me deixam maravilhado, como Serenity ou Battlestar Galactica, no entanto a maioria parece com Z Nation, ou seja, aquele climinha de filme trash, atores toscos, efeitos especiais toscos e o pior de tudo, história indo para um rumo tosco.

O problema do SyFy é que surgem boas ideias de lá, mas parece até a maioria dos animes, criam universos fantásticos e usam da forma mais genérica possível. Parece até que os roteiristas são só um bando de fãs empolgados que colocam as situações mais clichês possíveis e um clima de novelinha. Os episódios parecem "O desafio do dia". Portanto se tem SyFy, já penso em algo de baixa qualidade.

No entanto esse seriado em especial, acabou sendo perfeito. Isso porque usa o útil ao agradável, o canal acaba fazendo o que ele faz de melhor (Coisa tosca), mas sem precisar se preocupar em ser criticado, e aí o resultado é só a bagaceira, mas de uma forma positiva, que consegue agradar bastante.

Sem sombra de dúvidas fizeram bem a coisa, a princípio eu pensei que ia ser no estilo de Masters of Horror, com cada episódio sendo uma história diferente, mas não é isso. Existe a história base, só que em cada episódio os personagens chegam a um novo lugar e tá acontecendo uma bizarrice diferente. Os títulos são sempre em logos com design de filme trash e com nomes extravagantes do tipo "The Fucking Dead".

Os corredores são os mais bizarros, tipo o "Pau de Palhaço", o "Elvis Gordo", o "Osso de Costela", entre outros, tendo até mesmo pares, como um casal simpático no estilo pai e mãe, que andam em um carro normal, mas são serial killers, ou os namorados informais "O cavalheiro" e "O estudioso". Entre outros corredores esquisitos.

Pela estrada é preciso fazer paradas de vez em quando pra matar algum infeliz e tacar dentro do motor pra abastecer. Ou seja, é bem normal os protagonistas pararem passarem e verem algum dos concorrentes tacando um grupo de líderes de torcida no motor, sempre com aquele sorrisinho de "ÉHEHEHEHE". No fim de cada episódio os carros tem que chegar a um ponto, sendo que o que fica em último lugar tem suas cabeças explodidas.

E claro, em cada episódio os personagens se veem em uma trama nova, uma mais bizarra que a outra. Um padrão que rola sempre é, VAI ROLAR UM BARRACO. Não importa o que encontrem, sempre vai chega a um ponto que vai ter uma chacina onde não economizam no sangue, explosões e pedaços de corpos voando.

São situações como mutantes, amazonas motociclistas, canibais donos de uma lanchonete de beira de estrada, androides, zumbis do sexo (Tente adivinhar o que eles querem comer), cultistas, psicopatas (não que os anteriores não sejam, mas esses são em um episódio que se passa em um hospício), e muito mais. Ou seja, é SÓ A BAGACEIRA.

Isso sem contar que o povo parece ser feito de vidro, porque o que não falta é pedaço de corpo voando, de repente os personagens pulam de uma explosão no estilo mais clichê possível, e ao invés de voar o corpo queimado de alguém, não, a câmera muda pra um canto e só aparece uma mão sendo jogada lá.

A fotografia usada tem aquele toque meio bege usado em outros filmes que são homenagens a grindhouses, tipo À Prova de Morte e Machete, no entanto parece que eles não conseguiram manter muito a coisa e você só vê um grande destaque mesmo na vinheta de abertura. Claro que tem outros detalhes como o carro que os protagonistas usam, mas no geral não convence na maioria do tempo. Porém isso não estraga a tosqueira da coisa.


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