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quarta-feira, 17 de maio de 2017

The Surge - Um soulslike em um universo Cyberpunk

Hora de falar sobre um jogo do gênero soulslike que é ambientado em um Universo Cberpunk. Uma obra que gerou um certo hype do público, mas assumo que não me encantou de imediato, porém depois que fui jogar, realmente consegui me divertir bastante e tenho certeza que fãs de soulslike podem adorar.

Apesar do universo ser cyberpunk, a coisa não se passa em um futuro absurdamente distante, é mais como um daqueles cyberpunk quase modernos, que o mundo parece com o nosso, mas está um pouco mais avançado. Sendo assim esqueça aquele universo escuro, com tudo detonado e visuais de roqueiros malvados.

A história gira entorno de uma megacorporação chamada CREO, ela pretende salvar o planeta com uma tecnologia nova, enviando foguetes para o espaço, eles ficarão em órbita e vão estabilizar o planeta, acabando com as secas, enchentes, problemas nas plantações e todo o desequilíbrio ambiental que está destruindo o mundo.

Você assume o controle de uma das pessoas que se oferece para trabalhar no lugar, tendo um exoesqueleto instalado em seu corpo. Mas logo as coisas começam a dar errado, pra começar você não é sedado durante a operação, que é muito semelhante à instalação das armaduras dos marines em Starcraft 2, e assim sente toda a dor da pele sendo furada, o que faz com que desmaie e ao acordar, o lugar está todo destruído e cheio de lunáticos.

Quando olhei para The Surge pela primeira vez, eu não fui com a cara do jogo e achei o marketing meio zoado em dizer que ele é o Dark Souls Cyberpunk, afinal de contas pra ser Dark Souls acho que tem que ser Dark né? E o fato de ser cyberpunk só ajuda, é certo que tem muitas obras cyberpunk que não são em universos destruídos, como Serial Experiments Lain, mas nesse caso em especial pra ser vendido desse jeito eu esperava outro visual.

O que me desagradou nesse quesito é que senti como se fosse um monte de adultos vestidos de brinquedo. É tudo muito colorido e acho que isso é bem anticlímax, parece aquelas aulas de artes plásticas que os professores pedem pros alunos pintarem a parede com todas as cores, ficando aquele mistureba louco.

Por um lado dá pra pensar "Tá, nesse universo ia ser esquisito deixar tudo escuro, afinal CREO é tipo a Google, seria nada a ver colocar um visual do mal.", no entanto o que impedia de deixar o jogo com um design branco? Isso daria um ar de algo moderno e não seria um estilo forçado com esse tanto de cores.

Graças a isso quando fui jogar The Surge, eu realmente não imaginei que fosse achar o jogo tão legal assim, porém estava enganado. Ele é realmente uma obra bacana e consegue gerar bons momentos de diversão. É notável algumas limitações, mas no geral é um jogo que fez bonito, apresentando uma jogabilidade bem fluída.

O ambiente não é aberto para ir andando diretamente a qualquer lugar, você pode ir e voltar, mas tudo se passa em setores. Sendo assim você precisa pegar o metrô para outros setores e tem uma tela de loading nisso. Em cada setor você vai destravando lugares, ligando a energia de novo, abrindo portas para ter atalhos e reativando utilidades.

Cada setor tem um centro onde você volta várias vezes e pode fazer atualizações, usar sucata pra fazer partes novas ou atualizar as que tem, ler mensagens e entender mais a história, conversar com sobreviventes que você resgatou e pegar missões, subir de nível e modificar os seus implantes, e outras coisinhas mais.

Enquanto vaga você vasculha os ambientes atrás de peças necessária para a criação de itens, sucata, projetos de armas e armaduras. A sucata serve tanto pra atualizar o núcleo de energia de seu exoesqueleto (subir de nível) quanto para criar e atualizar peças. Pra criar uma peça é preciso achar o projeto dela e é preciso de uma determinada quantidade de sucata e das peças certas.

O sistema de combate é bem bacana, você pode escolher onde mirar, cabeça, mão direita, mão esquerda, perna esquerda, perna direita e tronco. Com esse sistema de mira você pode se beneficiar se a parte estiver desprotegida, por exemplo uma perna sem exoesqueleto. Isso vai fazer o dano ser muito maior.

Outra coisa bacana do sistema de mira é que você pode pegar partes dos corpos dos inimigos, por exemplo você está precisando de um braço e ele tem um braço legal, bom... É só arrancar o braço dele fora e talvez ainda dê pra aproveitar. As vezes vem a peça pronta, as vezes vem o projeto dela pra você criar.

Ao morrer, toda a sua sucata cai no chão, mas você tem tempo, se você não voltar em dois minutos e meio, ela será perdida para sempre. Felizmente toda vez que você mata um inimigo, a quantidade de segundos aumenta, ou seja, se você morrer em um chefe e não se sentir pronto pra enfrentar ele, pode ficar matando inimigos e ganhando tempo.

Graficamente o jogo é ok, não é uma coisa maravilhosa nunca vista antes, mas também não é horroroso, então é algo que está bom pra mim. Em certos momentos há uma sensação de grandiosidade, com áreas em que você olha e tem um imenso ambiente, é bonito até, mas acho que o visual colorido demais atrapalha um pouco na hora de observar qualquer beleza.

Enfim, esse jogo não tem uma atmosfera cyberpunk, é engraçado mas achei a atmosfera muito mais parecida com a de Cargo Commander, parece até o mesmo universo, com música country e tudo mais. Ainda assim é um jogo divertido pra caramba. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois muitas vezes eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

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