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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Assassin's Creed - Um filme completamente perdido

Eu sou muito fã de Assassin's Creed, e fui assistir o filme de mente aberta, não esperava grande coisa e muito menos estava empolgado, sendo assim aquela sensação da expectativa matar a diversão tava bem fora de questão comigo. Ainda assim tenho que assumir que conseguiram fazer um filme que parece não ter público alvo algum, é como se tivessem atirado pra todo lado e não acertado nada nessa bagaceira.




A história apresenta Callum Lynch, um homem que é condenado à morte e supostamente executado, no entanto desperta em um tipo de laboratório onde uma médica lhe explica que está fazendo um experimento em que pessoas podem acessar as memórias de seus antepassados. E assim o usa para acessar as memórias Aguilar de Nerha, um membro da sociedade secreta dos assassinos, em 1492. O objetivo é descobrir o paradeiro de um artefato poderosíssimo que foi perdido no tempo.

Desde que joguei o primeiro jogo da franquia na marra, me apaixonei por ela e passei a jogar um atrás do outro. Sendo assim é claro que uma hora eu iria dar uma olhada nesse filme, não pesquisei nada sobre a coisa, então nem sabia qual era a história, mas sabia que não era com nenhum dos personagens apresentados até então, o que sinceramente não me incomoda em nada já que na franquia em geral isso é comum, especialmente depois de Black Flag.

Apesar de tudo uma das maiores críticas foi o fato do jogo não focar no Ezio, personagem que teve a estreia em Assassin's Creed 2 e em Desmond, o personagem que acessa as memórias de outros assassinos até Assassin's Creed Revelations. Sinceramente eu acho que seria bem forçado, quero dizer, se fosse pra escolher um assassino do jogo, tinha que começar pelo do primeiro né? O Altair, e não o Ezio. Mas quanto a parte do Desmond, sim acho que seria maneiro, só que não me frustrou.

Acho que o que as pessoas realmente deveriam reclamar é da história, isso sim. Infelizmente esse filme parece não ter foco algum. Ele não tenta agradar os fãs colocando coisas já apresentas, ele não tenta agradar novos fãs, colocando uma história cativante, e ele nem ao menos tenta agradar fãs de ação, colocando algo que parece rápido demais na parte da pancadaria.

Quando cheguei ao final desse filme, o que pensei foi "Mas que porra é esse meu?", isso porque parece que os roteiristas pensaram que estavam fazendo uma série de TV e fizeram o episódio 1. Simplesmente não tem desfecho, parece aqueles filmes trash dos anos 70 que no fim o protagonista tá andando com um sorriso, daí a câmera congela e começam a subir os créditos. Só que é pior porque fica em aberto MESMO, é uma coisa do tipo "Bom, agora vamos fazer isso pessoal...". FIM.

O ideal sem dúvidas seria que colocassem o passado como o foco, e o presente uma história intrigante, mas que fosse o mínimo. Essa seria o ritmo mais adequado, afinal a beleza da coisa mesmo está no passado, é como a marca se vende, já o presente ao menos até Assassin's Creed 3 era o que mais me encantava com a história do Desmond.

Mas mesmo que sacrificassem o presente por completo, poxa, que fizessem uma história boa, até mesmo existem jogos da franquia que não tem a época atual, Assassin's Creed Altair Chronicles por exemplo é só o passado. Daria pra fazer uma história boa em cima disso, os primeiros jogos com toda a história envolvendo a criação, mistérios da humanidade e tal, aquilo era lindo.

A falta de carisma dos personagens também é imensa, não dá pra criar uma ligação com o assassino, as cenas são rápidas demais, já com Callum parece que nem se esforçam pra isso, o cara parece um Maria-vai-com-as-outras, "Agora eu quero isso, ai agora eu quero aquilo". O personagem que mais achei cativante foi o diretor da instalação, e é o que menos aparece, desconfio inclusive que só achei ele interessante porque foi interpretado por um ótimo ator, o Jeremy Irons, que atuou como Papa em Os Borgias.

A única cena que achei empolgante e que foi em um piscar de olhos foi o encontro de templários no jogo. Aquilo foi fascinante, bateu aquela sensação de "Nossa, algo vai acontecer", mas ainda assim só apareceu e sumiu, como todo o filme. Aliás, é impressionante a sensação de curta metragem que essa bagaça tem viu? Um filme de quase 2 horas e parece que nada realmente se desenvolve, até a série Assassin's Creed Lineage passa a sensação de acontecerem mais coisas.

As cenas de ação tem uma fotografia que achei horrorosa, tudo escuro demais e interrompido sem parar com mudanças pro personagem lutado no animus, só que é tão escuro que não dá pra ver nada, e do nada volta pra treta no passado. Eu achei incômodo demais esses cortes, parece que a cena se perde, te deixa perdido e depois volta. A sensação foi de alguém mudando de canal e voltando, chato pra cacete.

O filme também tem algumas pontas soltas bizarrinhas pra cacete, mas dá pra dar uma colher de chá por imaginar que os roteiristas prepararam algo para explicar no futuro, no entanto ainda assim é bizarro demais pra não se notar. Tipo um monte de assassinos, cheio de habilidades ficam andando livremente pelas instalações da Abstergo como "prisioneiros", é tipo um "Por favor, se rebelem!".

Enfim, eu não digo que eu queria ter gostado desse filme, porque como falei, eu fui ver sem pretensões, no entanto fiquei surpreso de como fizeram o negócio não apenas sem carisma, mas sem se importar que pessoas pagaram pra ir ao cinema assistir isso, foi algo bem "Voltem pra assistir a sequencia pessoal". Alguém aí assistiu isso no cinema? O que o povo falou no final? Acho difícil alguém não ter soltado um "Que? Acabou?" kkkkk. Mas enfim, se você quiser assistir, pode conferir aqui.



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