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domingo, 19 de fevereiro de 2017

For Honor - Se surpreenda com combates sofisticados

Tenho que assumir que a princípio For Honor não me surpreendeu. Quando ele foi anunciado na E3 de 2016 eu vi o povo vibrar por fazer algo "novo" que é colocar Vikings, Cavaleiros Medievais e Samurais em um mesmo campo de batalha online. Mas como eu já tinha jogado o hilário Pirates, Vikings and Knights 2 e o sofisticado Chivalry: Medieval Warfare, não foi algo que achei grande coisa. Outra coisa foi o fato de que a princípio pensei que era um jogo exclusivamente focado em combates online. No fim das contas me pareceu só uma ideia legal, no entanto no fim das contas acabei me surpreendendo demais com esse jogo.

A história se passa em um universo de Dark Fantasy, ao redor do mundo há terras onde vivem Samurais, Cavaleiros e Vikings, no entanto um dia um tremor destrói tudo e o caos reina, fazendo com que os povos entrem em guerra por sobrevivência, o conflito se estende por mil anos até que não aguentem mais e finalmente a paz surja. No entanto Apollyon, uma misteriosa guerreira cheia de ódio, se recusa a aceitar, e decide guiar um exército para colocar povos uns contra os outros, criando estratégias militares capazes de criar eventos caóticos.

A primeira coisa que me surpreendeu em For Honor foi quando li que ele tinha campanha, eu pensava que era apenas mais um jogo de mata-mata online, onde você podia escolher as classes e tal. Mas no fim das contas realmente colocaram o modo história. Na hora pensei que era algo bem básico, coisas como "Mate todo mundo que está no campo", mas realmente vai além.

Na campanha você tem missões variadas em mapas realmente grandes. Não passa aquela sensação de serem mapas de multiplayer abertos demais, há missões que você passa no Stealth, máquinas para serem ativadas, lugares para serem destruídos, eventos únicos como perseguição em cavalo. Realmente a Ubisoft fez uma coisa bem trabalhada e não um mero improviso. 

Além disso há cutscenes e tudo mais, realmente é uma obra singleplayer completa. Em diversos aspectos me lembrou a essência de jogos variados, por exemplo a forma de contar a história me fez lembrar de Warcraft 3, em que há um mapa mostrando o mundo do jogo e a jornada, você joga primeiro a campanha dos cavaleiros, depois dos Vikings e por fim dos Samurais. Então o que antes eram personagens que você controlava de repente viram inimigos em outras campanhas. Os eventos de uma campanha desencadeiam os acontecimentos da seguinte.

O jogo também acabou me lembrando obras clássicas em universos medievais, aqueles jogos em terceira pessoa se passando em castelos e masmorras, com tochas penduradas nas paredes e tal. Em diversos momentos tive essa sensação e me agradou bastante. Apesar de certas missões serem agitadas com guerreiros pra todos os lados, algumas você se sente no stealth.

Outra coisa que me surpreendeu foi o fato do jogo ser dublado em português, eu sei que os jogos da Ubisoft passaram a ser dublados, mas como eu tinha a visão de um jogo com foco só no multiplayer mesmo, imaginei que esse seria uma exceção, como foi o caso de The Crew por exemplo. No entanto a coisa é completamente localizada.

Aliás, achei bacana a forma que a coisa é conduzida nas vozes, quando você está jogando uma campanha com um determinado povo, o outro passa a falar a língua deles. Por exemplo se você controla os Vikings, eles falam português e os Samurais falam japonês, mas se você mudar para os Samurais, eles é que passam a falar português e não entendem o que os Vikings dizem.

Não bastando isso, outra surpresa que tive foi o modo cooperativo na campanha! A coisa é semelhante a Warframe, você pode atravessar a campanha inteira com um amigo, vendo modo história e fazendo as invasões juntos, mas as missões ficam abertas e você pode acessá-las, tentar cumprir objetivos como coletar tudo que está lá e evoluir seu personagem.

Existe nível e habilidades que podem ser equipadas e evoluídas, sendo assim quando você repete missões, ganha experiência e vai destravando coisas novas. Isso acaba naturalmente aumentando pra caramba a rejogabilidade da coisa, podendo se tornar uma daquelas obras que você chama amigos para passar o tempo.

Agora sem sombra de dúvidas o que rouba a cena é o elegante sistema de batalha, eu fiquei surpreso demais! Normalmente jogos com espadas me parecem algo meio complicado de realmente controlar. Usar uma pistola é realista, você aponta e atira, mas uma arma que pode se movimentada em tantas direções e dependem de força para efeitos diferentes acaba fazendo com que a maioria dos jogos use o mesmo sistema de você apenas apertar o botão e o personagem fazer o mesmo movimento sempre, mas aqui a coisa é diferente.

Joguei usando um controle de Xbox 360 e me surpreendi muito em como a coisa ficou linda, você segura LT para marcar o inimigo e o direcional direito fica preparado para você escolher a posição de ataque, direita, esquerda e cima. Dependendo do lado que o inimigo estiver posicionando a arma, você posiciona também se quiser defender ali, caso o contrário estará desprotegido, por outro lado sua arma vai estar mirando nele em um lugar que esteja desprotegido também.

E assim segue o combate, um inimigo ataca, você aponta a arma para aquele lado e quando o ícone de ataque brilhar (acontece bem rápido), você tem que apertar na hora certa para fazer uma defesa perfeita. Há ainda outros movimentos como bater com o corpo no inimigo para quebrar um bloqueio, saltar para o lado e assim desviar, ou segurá-lo e arremessá-lo de um ponto alto ou em um lugar que possa causar dano, como um incêndio.

Somando esses elementos e outros, o jogo tem um sistema sofisticado demais para combate com lâminas. Não é o tipo de jogo que você só sai apertando o botão de ataque, ao invés disso é preciso observar os movimentos do inimigo e entender a forma que ele luta, variando entre ataques leves e fortes e fazendo as coisas na hora certa.

O multiplayer tem três modos, um em que equipes se enfrentam até matar a outra, o de duelos entre jogadores sozinhos e o de conquista territorial, em que é preciso capturar áreas e é lotado de soldados NPC's ajudando. Então você tem que correr para áreas do mapa e matar todos os inimigos, entre eles estarão jogadores oponentes, que dão uma bela pontuação quando você mata, especialmente se você aplica uma finalização neles.

Há ainda eventos no multiplayer, a coisa funciona como um MMO mesmo, tendo missões da semana para serem cumpridas, domínio de território que vai se alterando dependendo das equipes que jogarem, premiação para quem cumpre determinadas coisas e assim vai. Pode ser uma coisa bastante viciante.

Infelizmente é triste ver que a Ubisoft colocou uns servidores mais que horríveis, o que é uma surpresa, afinal de contas um jogo com foco online deveria ter um cuidado especialmente nisso. Mas me sinto com sorte que eu me dedico mais a singleplayer que multiplayer, pois as partidas que fui jogar foram incríveis, mas tive uma espera de no mínimo 5 minutos.

Enfim, For Honor é um jogo com um combate fantástico demais e que definitivamente trouxe uma experiência diferente que pode oferecer muitas horas de diversão. Me lembrou um pouco The Lord of the Rings: Conquest, porém com um charme muito maior no combate 1x1. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

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