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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 61

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 61

Os três se movem apressados, a escuridão da noite é quebrada por alguns feixes de luz do luar que atravessam as folhas das gosmentas árvores do pântano. Alguns bruxos seguram tochas, fazendo com que o ambiente fique repleto de luz prateada e dourada, mas não fortes o suficiente para vencer a escuridão. E assim o cenário visível é de um ambiente sombrio onde brevemente é possível ver asas, rostos apavorados e tochas se movendo de forma frenética. Nada é claro, apenas o horror que está acontecendo nas trevas. O homem com a voz de cobra então diz:

-Me sigam, eu sei para onde devemos ir.

Sem dizer nada, os dois o seguem, alados surgem constantemente e Elium acha que não vão conseguir, ele olha brevemente para a arma em sua mão e tem um fio na barriga ao lembrar que esse é o tipo de objeto que os atrai. Pensa em jogá-la fora, mas em meio a tantas asas surgindo, gritos e rostos horríveis, decide que é melhor ter alguma proteção.

Ensis se move com uma precisão impressionante, é como se calculasse de forma sincronizada onde apareceria o próximo ser celestial. O garoto viu que tem pelo menos três tipos de alados presentes, Querubins, os alados com aparência de bebês e que explodem qualquer coisa que encostam a mão, Virtudes, seres celestiais maiores que os outros e com um imenso nariz com uma boca embaixo, ao invés de uma cabeça, e há ao menos uma Dominação, o único tipo de alado com asas negras e que normalmente é atraído por velas e velórios.

A guerreira continua a deslizar suas espadas pelo ar, porém na maioria das vezes apenas machuca as criaturas, fazendo com que se afastem momentaneamente e assim os três possam passar. É um pouco difícil de ver o que realmente está acontecendo. Elium se sente anestesiado e apenas continua andando, até que é surpreendido quando vê claramente um pequeno querubim correndo em sua direção com um imenso sorriso e os bracinhos abertos, como se fosse abraçar suas pernas, o que com certeza fará com que elas explodam.

Elium se assusta e instintivamente aponta a arma para a cabeça do querubim, atirando e lançando a criatura para trás. Após esse primeiro tiro um nervosismo toma conta de seu corpo e ele passa a apontar constantemente e atirar em todos os alados que consegue ver. Apesar de sentir que erra praticamente todas, ele nota um acerto de vez em quando. A voz  com homem de cobra diz:

-Continuem!

Cada vez as criaturas parecem estar mais próximas, porém o grupo segue firme. O solo pantanoso dificulta as coisas, mas se esforçam, as vezes tendo que parar por um instante para que Ensis se livre de alguma criatura maior. Após alguns momentos as criaturas começam a diminuir em quantidade e focam nos bruxos.

O grupo não para e segue sendo guiado pelo homem com voz de cobra, agora os alados estão aparecendo com uma frequência bem menor. Todos estão exaustos, mas sabem que não podem parar. Depois de alguns minutos de caminhada, Elium sente um arrepio ao finalmente pensar sobre o caminho que estão seguindo. Ele não consegue ver nada direito e o homem é muito suspeito, talvez os esteja guiando para algum tipo de armadilha.

Mas sente-se aliviado ao finalmente ver algumas luzes próximas, logo reconhece algumas casas iluminadas pelo luar. O garoto não consegue evitar sorrir, seu corpo está imundo, completamente enlameado. Isso também lhe dá mais forças para continuar andando e apressa o passo. Ele olha para a cabeça da bruxa pendurada à cintura de Ensis e lembra da recompensa, logo diz:

-Finalmente vamos sair desse inferno, com a recompensa vamos ter cavalos e suprimentos.
-Sim, partiremos ao amanhecer, talvez tenhamos que dormir na rua, não sei se alguém vai querer abrir a porta ou nos dar abrigo.
-Talvez queiram, essa bruxa causou isso tudo, talvez fiquem gratos.
-Se tivermos sorte.
-Mas não importa, pelo menos vamos estar fora do pântano.

De repente um alto som pode ser ouvido, são passos pesados na escuridão. Elium olha assustado e os feixes de luz revelam imensas asas e um nariz gigantescos e asas  que esbarram em árvores enquanto um ser alado se aproxima correndo. O garoto dá alguns passos para trás e Ensis logo assume a frente, com as armas em mão.

A guerreira levanta as duas espadas e logo se abaixa para dar um golpe poderoso, no entanto se surpreende quando a Virtude se move bruscamente para a esquerda, isso faz com que o ataque atinja sua asa direita e quase decepando-a. Mas a mulher fica surpresa ao ouvir um grito altíssimo atrás dela e se vira pronta para continuar atacando.

Para a surpresa de Ensis, o estranho grito não foi da criatura, mas de Elium, o ser alado mordeu seu braço que segurava a arma, os dentes cravam com força no ombro do garoto e logo se pode ouvir um estalo do osso sendo estraçalhado, depois outro e finalmente um som nojento. O garoto cai pra trás sem o braço. O grito é ensurdecedor e a guerreira inicia uma série de ataques perfurantes no imenso nariz.

Não demora muito até que a virtude desaba sem vida. Ensis se assusta e fala para o homem:

-Vá até a cidade e busque ajuda, vou tentar estancar o ferimento.
-Eu não posso, eles jamais vão falar comigo com essa aparência. E muito menos entrar no pântano comigo. - Responde com calma em sua voz sibilante.
-O que??? Vai logo! Busque ajuda!
-É melhor você ir e eu cuido do garoto.

1 - Obrigar o estranho a ir buscar ajuda.
2 - Deixar o estranho cuidar de Elium e ir buscar ajuda.
3 - Carregar Elium do jeito que está até a vila.

Vocês tem até sexta pra votar. Ò__Ò!

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