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sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

The OA - Uma série psicológica para se amar ou odiar

Essa é uma série que não demorou muito para eu notar que não seria do agrado de todo mundo. Eu gostei bastante, mas sei bem que é fácil detestar, sendo assim já aviso que quando você ouvir alguém falando bem ou mal, certifique-se de que essa pessoa tem um gosto muito parecido com o seu, pois pode ser que você acha exatamente o contrário.

A história fala sobre uma mulher cega que desapareceu por anos e de repente ressurgiu enxergando. Ela se recusa a dizer onde esteve e como voltou a ver. Porém aos poucos vai sendo revelados os acontecimentos de todos os anos e uma tarefa importante que precisa ser feita no presente.

Quando fiquei sabendo dessa série foi de forma repentina, acho que a maioria das pessoas que assistiu no lançamento também ficou sabendo do nada. Isso porque quando saiu o trailer, faltavam poucos dias pra série ser lançada. E o trailer também não falava muita coisa, não dava pra entender do que se tratava. Mas como era uma série da Netflix e sou bastante fã de obras como Stranger Things e Hemlock Grove, já quis dar uma conferida.

Existe um forte toque psicológico e um mistério constante, é o tipo de obra que te deixa com aquela vontade de saber logo o que diabos aconteceu. Existe também aquele elemento constante de flashbacks, então é uma obra que se passa em dois momentos, passado e presente, além de ter toques científicos que vão fazer algumas pessoas adorarem.

Algo que acho que divide públicos na série é a presença intensa de linguagem corporal, sei bem que muita gente vai achar maravilhoso isso, há alguns movimentos que os personagens fazem que são completamente excêntricos e que apresentados em sequencia podem causar a sensação de "Nossa, isso é de arrepiar, dá pra sentir uma mensagem sendo passada" ou pode ser "Credo, eu to me sentindo constrangido com minha família me vendo assistir essa gente fazendo esses movimentos esquisitos".

O lance dos movimentos são realmente coisas esquisitas e que podem mexer com as pessoas de forma diferentes. Lembra um ritual tribal, sabem danças ao redor de uma fogueira para invocação de um feitiço? É isso que lembra, e por falar em invocação, não vou dar spoilers, mas tem certos elementos que me lembram os Mitos de Cthulhu, como o som impronunciável que a personagem ouve e tenta pronunciar usando linguagem humana, mas sabe que é apenas algo próximo.

Enfim, essa é uma série que gostei bastante, inicialmente achei super empolgante, daí lá pelos 30% da primeira temporada achei um pouco cansativa com os episódios imensos, mas depois voltou a ser uma baita de uma sensação agradável. E aliás, a sequencia final me deixou bastante encantado. Não dá pra eu recomendar porque como falei, é algo que depende da pessoa, então só digo que eu gostei, se você se interessa por enredos "bagunçados" talvez se interesse.


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