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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Pandemic: O Reino de Cthulhu | Vamos matar uns cultistas

Como vocês sabem muito bem, eu sou completamente apaixonado pelo universo dos Mitos de Cthulhu, então quando aparece um novo produto lovecraftiano, é algo simplesmente irresistível pra mim. Sendo assim, foi maravilhoso ver a velocidade em que Pandemic: O Reino de Cthulhu foi lançado no Brasil. Eu lembro que vi ele para ser lançado em Agosto de 2016 lá fora e pensei "Ah... Vai demorar demais isso chegar aqui, se chegar...". E quando fui ver, a Devir anunciou para o mês seguinte o lançamento! E agora é hora de analisar essa maravilha!

Para quem não sabe, Pandemic é um jogo de tabuleiro lançado em 2008, nele você se junta a seus amigos para tentar deter uma pandemia que começa a se alastrar ao redor do mundo. O jogo é super premiado e gerou uma imensa quantidade de fãs. Não demorou para que fossem lançadas expansões e versões temáticas.

O Reino de Cthulhu é uma versão temática de Pandemic, ou seja não precisa ter nenhum jogo antes desse para jogar, ele funciona sozinho como jogo base, vem com manual, peças e tudo bem explicadinho. Eu não cheguei a jogar o Pandemic original, batia aquela vontade, mas a falta de oportunidade não deixava. No entanto assim que vi Reign of Cthulhu, fui voando buscar informações e foi uma alegria em tão pouco tempo colocar as mãos em uma cópia.

Antes de tudo vamos falar do acabamento da coisa. Uma das preocupações que muita gente tem é que em versões brasileiras de jogos de tabuleiro, os componentes mudam para a produção ficar mais barata. No entanto isso não aconteceu aqui e todos os componentes estão presentes, incluindo as diversas miniaturas, que não foram substituídas por pecinhas ou algo assim.

O tabuleiro é daqueles dividido em várias partes e que você desdobra, sendo que a parte da dobra é bastante fina, então para os mais descuidados é bom ser um pouco delicado, pois com o passar do tempo é natural haver um desgaste. Isso é algo comum em jogos de tabuleiro moderno, que precisam de mais espaço, quem é acostumado com jogos clássicos que as dobras do tabuleiro são da mesma grossura do resto dele, tem que ficar atento.

Além do tabuleiro, estão presentes dois baralhos, o "Baralho de Jogo" e o "Baralho de Invocação", e um outro conjunto de cartas que não forma um baralho, mas é importante, são as "Cartas de Grande Ancião". Além disso vem com 18 marcadores de sanidade, 4 marcadores de lacrar portais, um dado de sanidade, quatro cartas de referência, 26 miniaturas de cultistas, 3 miniaturas de Shoggoth, 7 miniaturas de investigador e 7 cartas de investigador.

Vão dizer que saber que tem tantas miniaturas no jogo não dá aquela empolgação a mais na coisa? Pois é, no total são 36 miniaturas disponíveis, é coisa pra caramba né? E quando fui dar uma olhada nas versões normais de Pandemic, vi que lá eles usam pinos e quadradinhos, ou seja, teve um capricho maior aqui.

Mas vamos falar sobre o jogo em si, ele é daquele tipo que é bastante ligado à história. Aqui as coisas se passam lá pelos anos 20/30 e apresentam as cidades comuns do universo de H.P. Lovecraft, são no total quatro, Kingsport (Vista em O Terrível Ancião), Innsmouth (Visto em A Sombra de Innsmouth), Arkham (Vista em O Festival) e Dunwich (Vista em O Horror de Dunwich).

A vida está calma nessas cidades, mas algo começa a acontecer. As pessoas passam a agir de uma maneira estranha, no início parece ser uma nova Pandemia que está mexendo com a saúde das pessoas, mas não demora para alguns perceberem que é algo que vai além, as pessoas estão enlouquecendo. Como uma doença pode tornar pessoas insanas?

Você é um dos poucos que teve o azar de descobrir o que realmente está por trás disso tudo. Antigos horrores que se encontram por trás da cortina da realidade estão a ponto de rasgar esse fino véu e surgir. Sua presença é poderosa demais para a mente humana e só o fato de estarem prestes a despertar já afeta a mente das pessoas. 

Algumas pessoas enlouquecem de formas variadas, podem simplesmente ficarem insanos, mas podem ficar fascinados e verem essas criaturas como deuses, passando a adorá-las e facilitando para que sejam libertas em troca de poder ou piedade de suas almas. E assim cultos são formados para as mais variadas criaturas e esses adoradores tentam se reunir para fazer rituais de invocação.

Mas os próprios seres antigos tem seus servos, criaturas horrendas chamadas de Shoggoth, feitas exclusivamente para servi-las. Pequenos portais foram abertos nas quatro cidades e Shoggoths são enviados a eles para abri-los por completo para que o ancião que o Shoggoth serve possa passar e trazer o caos.

Correndo contra o tempo, investigadores tentam eliminar esse mal, mas com cultistas surgindo por toda parte, tem que se adaptar constantemente e mudanças de planos passam a ser frequentes. Tudo isso perdendo um pouco de sua sanidade de vez em quando, alguns até mesmo chegando ao ponto de enlouquecerem completamente.

Então o que temos aqui é um jogo onde você tem o objetivo de lacrar quatro portais, cada um localizado em uma cidade. Se um Shoggoth alcançar um desses portais, ele libertará um antigo na terra, sendo um total de sete antigos esperando para despertar, se todos acordarem os jogadores perdem e o caos reina.

Como podem ver, diferente da maioria dos jogos lovecraftianos, você não enfrenta apenas um antigo, mas vários e múltiplos podem despertar. As cartas dos antigos são maravilhosas, tem aquele visual meio esticado como cartas da tarot, e também são posicionadas dessa maneira no tabuleiro, sete cartas no topo dele, que vão sendo reveladas a medida que a partida avança. Naturalmente toda vez que uma é desvirada, um efeito acontece.

Apenas um dos anciões é fixo, o Cthulhu, que é a sétima carta. Os outros seis são aleatórios, lembrando que o jogo disponibiliza 12 cartas de Ancião, ou seja um que apareceu em uma partida pode acabar não saindo na próxima. Os efeitos de um deles despertar podem ser imediato, causando um estrago aos jogadores, ou um efeito permanente, que normalmente não é tão devastador como o imediato, mas incomoda até o fim do jogo.

Mas os Shoggoths não são os únicos que fazem eles despertarem, por exemplo se em um ponto da cidade conseguirem se reunir quatro cultistas, eles fazem um ritual e invocam um antigo. Sendo assim você precisa sempre ficar atento para matar cultistas que estão se acumulando demais, muitas vezes isso faz planos mudarem bruscamente, pois você está pronto para fazer algo em um turno, mas tem que dar meia volta e destruir cultistas.

Shoggoths também podem ser destruídos, e isso precisa ser feito rápido, pois eles se movem em direção ao portal e os jogadores não vão querer que isso aconteça. A diferença de enfrentá-los é que ao invés de precisar de uma ação para isso, são necessárias três e além disso o jogador tem que lançar o dado de sanidade na hora que bate os olhos na criatura. Sendo assim podem acontecer coisas como você chegar em um lugar, enlouquecer e só então lutar contra o Shoggoth.

As cartas de investigador tem dois lados, o lado são e o lado insano. Cada investigador tem suas habilidades próprias, por exemplo um personagem motorista pode se mover duas casas gastando um ponto de ação apenas. Se ele ficar insano, a carta dele é virada e mostra o outro lado, nessa ele vira um motorista desesperado e só consegue se mover duas casas ao mesmo tempo. Se todos os jogadores ficarem insanos, o jogo acaba.

Em meio ao baralho de jogo você pode conseguir pistas, existem quatro tipo de pistas, cada um representando uma cidade. É preciso conseguir 5 pistas de uma cor e ir até aquela cidade para lacrar, é possível trocar pistas com jogadores quando se está na cidade referente. Ou seja, alguém com uma carta de pista verde (Arkham) pode dar ela pra outro jogador quando estiver na cidade.

Pistas também podem ser usadas para outras coisas como passagem de ônibus para se mover rapidamente. Mas o baralho de jogo também oferece outras coisas, você pode pegar relíquias e usá-las para ganhar benefícios, mas mexer com magia tem seus efeitos colaterais e você joga o dado de sanidade, portanto é arriscado.

Outra coisa que pode ser achada no baralho de jogo são carta de "O Mal se Agita", só são quatro no baralho de jogo e elas são posicionadas de uma forma que apareçam em média a cada um quarto de jogo. Essas cartas fazem um antigo despertar de imediato e causam efeitos desagradáveis, como o jogador que pegou ter que jogar o dado de sanidade.

Enfim, tá aí um jogo simples e viciante para quem quer jogar algo no universo de Lovecraft sem muita complicação. Sem sombra de dúvidas uma baita de uma belezinha ótima para passar o tempo com os amigos!


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