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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Nintendo Switch e a contribuição para a indústria gamer

O papo de "Os video games vão acabar" e "Os jogos no PC vão acabar" sempre esteve de mãos dadas com a indústria gamer. Naturalmente esse é o tipo de coisa que sempre fez os fanboys entrarem em fúria, até porque antigamente era só algo absurdo que falavam apenas para provocar briguinhas bobas. Mas o tempo passou, a tecnologia evoluiu e a indústria gamer mudou drasticamente. O resultado foi realmente ver a forma de se jogar bem ameaçada.

Mas vamos começar do início... Antigamente um computador não era visto como plataforma de jogos pela indústria. A possibilidade de se jogar em um PC era um mero extra, e os PC Gamers dos anos 80 e 90 eram verdadeiros nerds, pessoas que ficavam fuçando em computadores para coisas variadas e tinham o seu próprio universo de jogos.

Essa situação ficou assim por muito tempo, existiam multiplataformas que saiam para PC sim, mas era sempre por sorte a coisa. Nos video games as pessoas tinham os jogos como conhecemos em suas mais variadas fórmulas e gêneros. No PC os jogos tinham um toque próprio, jogos em primeira pessoa como DOOM (isso não era coisa de console antigamente, as pessoas gostavam de ver o personagem), jogos de estratégia como Warcraft ou point and clicks como o clássico Gold Rush.



Não é que jogos de PC não fossem também lançado para consoles, isso acontecia, mas tinham um estilo tão diferente que as pessoas nem olhavam. Por exemplo muita gente ficou louca ao ver Diablo 3 ser lançado para Xbox 360 e PS3, afinal de contas "A franquia finalmente chegou aos consoles", sendo que a coisa não é bem assim... Pra falar a verdade o único que não foi lançado para consoles foi Diablo 2, pois SIM, Diablo 1 saiu pra PS1. O negócio é que a maioria nem deu bola.

O mercado de computadores era tão diferente do de consoles que até as próprias empresas não era visto como um tipo de ameaça. Para vocês terem uma ideia, o primeiro jogo do Mario foi lançado para computador, uma edição chamada "Super Mario Bros. Special". Imagina? A Nintendo, tão cabeça dura com seus personagens, processando todo mundo e usando a política do "Meu e só meu!" lançando de boa vontade seu personagem símbolo para outra plataforma. Os anos 80 eram loucos, não?

Quando veio os anos 2000 é que a coisa começou a mudar, claro que o PC sempre manteve sua personalidade própria com jogos que simplesmente não colam em consoles, mas que são uma festa em computadores, tipo um Civilization da vida. Porém jogos de video game passaram a dar as caras em computadores com mais frequência. Além de que o próprio público dos computadores tinha mudado.

Nos anos 2000 pessoas começaram a comprar PC's, nos anos 90 era algo que só nerdzinhos ou executivos tinham. E muitos desses novos consumidores gostavam de video game, sendo assim quando um título saía para PC, era uma maravilha! A possibilidade de jogar algo no mesmo lugar onde você entrava na internet!

Naturalmente isso fez com que gerasse uma expectativa, sempre jogar o que saía para consoles. E obviamente era uma decepção, afinal de contas a indústria não mudava de uma hora pra outra assim. versões para PC pareciam mais apostas do que algo sério, o que fazia com que você visse muitos jogos mal otimizados na versão de PC, o bug rolando solto. Ou mesmo versões diferentes dos jogos, mais feinhas.

Era uma época em que video games tinham gráficos melhores do que o PC, quando um console era lançado, o gráfico dele era lindo! Surreal! Você não acreditava em uma mudança daquelas. Hoje em dia gráficos de Playstation 2 são vistos como uma desgraça. Mas quando ele foi lançado, compara aquele visual com o de PS1 e entenda.

O PS2 é que nos tornou acostumados a detalhes como bocas dos personagens mexendo, olhos piscando, dedos separados, etc. Antes dele era possível, mas simplesmente era inviável, se o desenvolvedor gastasse recursos nisso, além de precisar de tempo, ia usar processo do video game e tornar o jogo lento. Ou seja, não dava pra ficar fazendo coisas desnecessárias como dedos de personagens que não são colados.

Mas com o PS2 isso mudou, uma nova era tinha sido apresentada e todo jogo tinha aquilo, era algo que já existia no Dreamcast, mas era um console tão caro e evoluído para sua época que ele praticamente estava na mesma equipe que os computadores, ou seja, colocado de lado com o público próprio e no caso era o público dos playboys gamers hahaha. Era tipo como se o PS1 e N64 fosse o Android e o Dreamcast fosse o iPhone, mas sem pobretões juntando dinheiro por dois anos pra comprar um, ou seja só gente rica mesmo tinha aquela bagaceira.

Quando o PS3 veio foi a mesma coisa, o novo passo não era apenas para os pequenos detalhes, mas para os efeitos. O playstation 3 trouxe um verdadeiro mundo de magia nos jogos, tudo era possível, os gráficos eram inacreditáveis, muito bonitos mesmo e sem comparação com os de PS2, suportando jogos em alta definição e surpreendendo demais.

E na mesma época veio o Nintendo Wii, que muitos tiraram um sarro imenso. Muita nunca conseguiu nem entender qual era a do Wii, afinal de contas como um console com gráficos pouco melhor que o do PS2 era colocado ao lado do Xbox 360 e PS3? Tem inclusive fanboys que acreditam que foi um fracasso. Mas esse pensamento se deve ao fato de que essas pessoas costumam viver entre fanboys e ter uma visão muito fechada da coisa "Se não sai Call of Duty pra esse console, não tem como ser um sucesso né?", "Se o gráfico não é igual o do PS3 não dá para os jogos serem bons né?", "Se não tem jogos com violência então não vende pra ninguém né?".

Mas a verdade é que esse console foi muito mais bem sucedido do que muita gente imagina. Isso porque a Nintendo fez algo que nunca antes foi visto na indústria dos video games, que foi atrair pessoas que nada tinham a ver com esse mercado. De repente casais de idosos estavam comprando um Wii, mulheres querendo fazer ginástica estavam lá desembolsando uma grana e até famílias inteiras fazendo questão de ter para as mais variadas coisas.

Ou seja, tanto faz se não tem Call of Duty com ultra gráficos e mega violência. Muita gente não enxerga isso, o sucesso de um produto são as vendas e satisfação do público alvo. Será que aquele casal de velhinhos ou a mulher da ginástica iria comprar algo com muito sangue e violência ao invés de algo para se divertir se movimentando e rindo?

Uma outra crítica foi só ter jogo para criança e que a Nintendo ia falir por só lançar jogos do Mario, mas caramba, qual o problema em ela ter um mascote? Ela lança diversos jogos temáticos, Mario Kart, Mario Tenis, Mario Party e a jogabilidade é completamente diferente, se o nome fosse Josh Kart, Natacha Tenis e Brad Party os jogos iriam se tornar mais divertidos? Até mesmo os jogos da franquia principal do Mario dão uma baita variada na coisa.

Muita gente parece ter a mentalidade de "EU jogava isso quando era criança, mas agora cresci e não jogo mais, então vai falir, afinal de contas não existem mais crianças no resto do mundo". A empresa apenas não focou em um público hardcore, não quer dizer que seja um lixo por isso, se ela agrada o público alvo e vende então quer dizer que foi um sucesso. O público hardcore chorando porque a Nintendo não lhes agradou no Wii era tão relevante quanto um público de funkeiros surtando porque a Nintendo não lançava só jogos baseados em funk.

Ou seja, o Wii tinha gráficos bem inferiores ao Xbox 360 e PS3, mas ainda assim conseguiu vender pra caramba. E o motivo disso foi exatamente a fórmula adotada pela Nintendo, ela ganhou muita grana sem precisar do apoio do público hardcore. E a coisa tava sendo tão lucrativa que até a Microsoft e a SONY quiseram a fatia delas na coisa.

Pra quem não sabe, a Microsoft e a SONY poderiam ter sido donas do Wiimote, pois o conceito foi apresentado pra eles primeiro, mas dispensaram, não acharam que aquilo daria certo. Mas o tiro saiu pela culatra e correram atrás do prejuízo só quando a Nintendo já tinha formado seu público próprio e assim anunciaram o Kinect e o PS Move. Obviamente a Nintendo não gostou muito da ideia né? Afinal de contas os gráficos eram piores, se as outras duas empresas lançassem algo semelhante, o que ela teria a oferecer?

Bom, o PS Move e o Kinect vieram e foram verdadeiros fracassos, o negócio é... Eram caros e nem todo mundo queria. As próprias desenvolvedoras correriam riscos, enquanto no Wii todo console teria aquele controle, no Xbox 360 e PS3 só algumas pessoas teriam. Ou seja, gastariam dinheiro fazendo algo para pessoas que teriam que ter o video game e TALVEZ ter o acessório caro. Isso fez com que pouquíssimos jogos saíssem.

Nessa época os computadores também já estavam dando passos para uma nova era no universo dos jogos. Os gráficos dos consoles estavam ultrapassados e os jogos começaram a sair para PC muito mais frequentemente. A pirataria diminuiu drasticamente e a steam começou a cair na boca do povo. De repente gente que nunca comprou jogo original na vida estava colocando a mão no bolso. Os jogos físicos estavam ficando não tão desejados e a ideia de pagar por algo apenas digital não incomodava tanto.
A indústria de jogos de PC e Consoles tinha se tornado uma, não havia mais aquela linha entre jogadores de jogos de estratégia e jogadores de jogos de plataforma. Até mesmo jogos que tinham cara de mouse e teclado se tornaram super populares em consoles, como os em primeira pessoa, que já davam as caras há anos nos consoles, mas até então eram só alguns poucos que se destacavam.

A festa do Kinect e PS Move nem teve tempo pra durar muito, pois a Nintendo anunciou o Wii U, que era uma óbvia resposta ao medo de perder seu público. Os gráficos eram muito bons e inicialmente a ideia do tablet era fantástica pra caramba. Isso cortou de vez as asinhas da SONY e Microsoft, que não tiveram tempo para ver seus novos acessórios florescerem, pois não podiam ficar pra trás e tinham que anunciar logo seus novos consoles também.

Acredito que é nessa parte da história dos video games que a coisa começou a desandar e a indústria foi abalada. É certo que o Wii já era velho, ele é um console de 2006, mas aquela geração ainda poderia ter durado mais e parece que a Nintendo lançou prematuramente o console, acredito que todo mundo ficou com essa sensação meio "Já?".

O console tinha potencial para ser algo inovador e único, mas uma coisa que a Nintendo não contava era com o rumo que a tecnologia estava tomando e seu console surgiu em plena ascensão dos tablets e smartphones. E esse foi o grande tombo da coisa, pois enquanto o Wii tinha algo que ninguém tinha durante quase toda a geração, o Wii U tinha algo que até quem não tinha console tinha em casa, especialmente com os smartphones de baixo custo.

E obviamente a Microsoft e SONY se apressaram em anunciar a nova geração. Os gráficos eram maravilhoso, mas... Pela primeira vez uma geração foi anunciada sem o impacto causado da mesma forma qua aconteceu com o PS2 e PS3. O negócio é que eram gráficos bonitos, mas nada que nunca tivesse sido visto antes em um PC.

Essa geração não passou aquela sensação de "Seja bem vindo ao futuro", e não demorou muito para as pessoas notarem que a coisa tava andando lenta demais. Não é à toa que ficou conhecida como "Geração do Remaster". Ficou meio que aquilo de "Pô... Beyond Two Souls ainda é um jogo bem bacana né? Mas nem teve tempo de respirar porque foi lançado e a geração acabou... Vamos relançar nesse novo console? É um jogo atual afinal, pra que matar ele tão cedo?".

Para o azar da Nintendo, o pesadelo de todo mundo ter tablets em casa era só o início da coisa, não demorou nada para a Microsoft anunciar um aplicativo pra celular em que o jogador podia se conectar ao Xbox One igual era feito no Wii U, ou seja um alternativa muito mais barata do que comprar aquele controlão.

Outra coisa é que parece que a Nintendo tava até de birra com a Microsoft e SONY, pois já chegou anunciando altas coisas hardcore, chegava a ser forçado. Isso meio que descaracterizou a essência do Wii, a sensação era meio "Roubaram meu controlezinho né? Pois agora vou roubar o público de vocês!", ela chegou a bancar o Bayonetta 2, algo completamente nada a ver com a Nintendo.

E já que tocamos em assunto tablets e celulares, é melhor eu aproveitar para falar algumas coisas sobre. Com esses aparelhos aconteceu algo semelhante ao PC, inicialmente era um mero "extra" e o público própria da coisa era composto basicamente por pessoas que queriam passar o tempo. Mas cada vez mais começou e evoluir.

Chegou a um ponto em que começaram a aparecer notícias sobre jogos de celular estarem ganhando lugar no mercado. Esse tipo de notícia deixava muitos gamers iraaados, parecia até que estavam dizendo que eles seriam obrigados a parar de jogar em consoles e teriam que jogar em um celular. Era normal ver gente revoltada com isso, sendo que o que estava sendo dito era meramente que um público se formava.

Tiveram pessoas que fecharam olhos e ouvidos pra coisa. Se você ia comentar a pessoa nem deixava você terminar de falar, já se revoltava. Não podia falar que um jogo de celular era bom, pois a pessoa ia surtar. O resultado é que muita gente acabou ficando chocada quando viu os celulares realmente começarem a arranhar o caminho da indústria gamer e o grande tapa na cara do gamer hardcore foi a Konami.

Quem diria que a dona de Silent Hill, Castlevania e inúmeros outros títulos de sucesso iria cair fora do mercado mobile? Isso parecia impossível demais, afinal de contas por que? Não era rentável? Uma coisa é lançar versões móveis de seus jogos, outra é cancelar Silent Hills que tava causando tanto "auê" e se mudar de vez pra lá.

E a Nintendo então? Sim, ela lançou Mario para computador nos anos 80, mas depois se tornou uma verdadeira megera que processa fãs que criam eventos de Pokemon, e cancelou tantos projetos bacanas de fãs que se tornou conhecida por ter a mão extremamente fechada em seus personagens. Sendo assim, de todas as empresas, qual a chance da Nintendo abrir mão de seus personagens para serem lançados em outra plataforma? Especialmente em jogos gratuitos de celular? Não tinha chances!

Nessa mesma era o mercado de PC já não parava de desabar, ninguém mais queria comprar um PC, afinal de contas pra que? Tudo quanto era programa você podia usar em um PC. A maioria dos compradores eram usuários casuais que antes utilizavam pra acessar o orkut ou entrar em sites. Mas com um smartphone esses usuários acharam uma forma muito mais cômoda, ter ali na mão, algo fácil, mais prático. As vendas desabaram.

Em contraste a indústria gamer no PC cresceu como nunca, os computadores casuais estilo Casas Bahia passaram a vender bem pouco enquanto a popularidade da steam só incentivou novos jogadores começarem a querer peças melhores. E assim muita gente começou a querer entender as peças e fazer atualizações.

Ironicamente exatamente o fato do público casual ter ido para os celulares fez com que um novo público de jogadores surgisse. Os jogadores casuais de celular, com tanta gente usando celular o dia todo é inevitável acabar se deparando com joguinhos e assim desenvolver esse prazer em jogar, fazendo com que a pessoa passe a procurar outras coisas.

Um novo choque no público gamer foi quando as empresas começaram a falar de versões atualizadas de seus consoles. A Nintendo já fazia isso há anos, mas ninguém ligava porque eram portáteis, sendo assim quando o "público gamer principal" viu que teria uma atualização de consoles no meio da geração, muita gente ficou irada.

O motivo de um Playstation 4 PRO ser uma versão mais poderosa foi exatamente o fato de que video games não conseguiam mais acompanhar o PC, e por sua vez o PC já estava impregnado na indústria, não era mais um grupo separado, era um grupo bem importante e lucrativo como nunca tinha sido antes. As empresas queriam aquela fatia do mercado.

A popularidade dos jogos indie fez com que eles e tornassem desejados demais, antes esses jogos só eram coisas bobinhas feitas por alguém. Mas de repente pequenas empresas conseguiam fazer verdadeiras minas de ouro, coisas tão lucrativas que não demorou para se ver jogos 2D em máquinas mega poderosas como o Xbox One e PS4. Antigamente não existia a mínima chance de um jogo feito por uma pessoa qualquer sair em consoles.

Sendo assim, um concorrente como o PC se tornou um verdadeiro problema, mas por outro lado a ideia de ter que ficar trocando de console ainda durante a geração parecia asquerosa demais. Era como se a indústria gamer estivesse sendo convertida na nova indústria de celulares, com lançamentos constantes de modelos.

E pela primeira vez ficou mesmo clara a sensação de fim dos consoles, não como uma provocação que fanboys faziam em 2006, mas como uma indústria sem saída para manter a mesma fórmula que existia desde a invenção dos video games. Afinal de contas como as empresas seguiriam a fórmula de lançar um console com mais potência e durar seis anos com ele?

Antes um console era lançado e demorava anos até um PC conseguir acompanhar aquilo e quando conseguia, em pouco tempo lançavam a nova geração e novamente os computadores tinham que começar a engatinhar. No entanto a indústria de consoles não podia mais fazer isso e a coisa passou a acontecer o contrário, com consoles já sendo lançados com gráficos que logo ficariam atrasados em relação ao PC.

Fanboys de PC adoraram é claro, afinal de contas tem a ideia "genial" de que uma empresa concorrente falindo vai lhe trazer benefícios. Mas a verdade é que quanto menos concorrência, menos incentivo para se evoluir e coisas fantásticas serem criadas, ou seja se uma empresa fale, não é algo ruim apenas para os fãs, mas para toda a indústria gamer.

É lógico que muita gente ficou desanimada demais com a coisa, comprar um console sempre significou ficar no conforto de rodar qualquer lançamento com o máximo que ele tem a oferecer do começo ao fim da geração. Mas de repente pra rodar no máximo tinha que comprar a versão atualizada do console, ficando algo semelhante às steam machines que muitos fãs de consoles sempre viram como uma abominação por não serem cômodos como video games.
O que impedia um jogador de console de comprar um PC e assim ter acesso a jogos por preços mais baratos? Surgiu um baita de um dilema e a fórmula usada teria que mudar, pois não estava dando mais. Ou era se acostumar com gráficos ultrapassados e ver a indústria do PC dando espetáculos visuais a cada lançamento, ou perturbar os donos de consoles com investimentos tendo que ser feitos pra manter a coisa atualizada.

E aí veio o Nintendo Switch, que foi uma contribuição um tanto inusitada para a indústria gamer. De repente a Nintendo apresentou algo que pareceu ser uma solução fantástica para o problema. A inovação! O negócio é, o Wii conseguiu vender pra caramba por que? Por ser diferente, mesmo tendo gráficos inferiores.

Ou seja, o que te faz querer ter um aparelho é o fato dele ser diferente, gerar uma experiência diferente. E o conceito apresentado pela Nintendo foi um mistureba de tecnologias já conhecidas, mas que tornava a coisa única. Esse é exatamente o ponto que chama a atenção, ter uma variação no entretenimento.
Parece que a empresa analisou as tendências e decidiu colocar vários aspectos em um lugar só, pegando assim uma fatia do mercado em todas as partes. Muito provavelmente o sucesso absurdo de Pokemon GO deu uma empurrada mais forte na empresa em relação ao formato que a empresa usou.

Como falei, ela pegou vários conceitos, então separados os elementos não tem nada de inovador, no entanto com tudo junto passa aquela sensação de um video game para todos os momentos por ter diversas funcionalidades e assim pode gerar uma experiência tranquila em casa, mas pode também gerar muita diversão na rua.

Acredito que a ideia do controlezinho pequeno foi o que fez a cabeça de todo mundo estourar durante o trailer, afinal de contas ficou algo realmente muito prático e dá uma sensação de liberdade como nunca. Nós já tivemos consoles portáteis antes, telas pra encaixar em consoles e tal, mas era tudo muito gambiarra. Só que o Switch veio com um conceito fantástico dos controles estarem encaixados e seguros, perfeitos para carregar.

Enfim, só o tempo dirá se a coisa dará certo, mas ainda assim tenho que aplaudir a Nintendo por apresentar uma solução a pressão que os consoles sofreram graças à evolução. Gráficos são importantes, mas uma experiência única é um ótimo motivo para as pessoas decidirem jogar algo em uma determinada plataforma ao invés de só ter a mesma experiência em outra. E vocês, o que acharam? Acreditam que esse console vai dar certo? Ou que vai ser uma verdadeira DES-GRAAA-ÇAAA? O que acham sobre a mudança que a indústria gamer teve? Veem alguma solução para isso?


5 comentários:

André Ibanez disse...

Entra ano e sai ano é sempre a mesma
putaria,discussão de por que o meu videogame é melhor,jogos,gráficos,etc.Lembro dessa porra desde que eu era criança na escola na década de 90 .A por que o meu tem Mário não por que o meu tem Sonic, enquanto eu queria jogar a porra toda sempre tinha um imbecil pra ficar discutindo esses caralhos,isso na escola,em casa nem tanto. Nas revistas tbm a mesma putaria cartas de leitores contando vantagem etc,então veio a internet aí fudeu de vez com relatórios de vendas ajudou apimentar isso tudo que eu falei aí em cima,muita baixaria nos comentários de sites e fóruns por todas as gerações de consoles e portáteis com a entrada do pc então surgiu sub categorias qual marca de placa de vídeo,chip,placa mãe.Hj parece que nada mudou jogadores continuam pueris muito marmanjo inclusive discutindo na intert.Jogo em tablet,celular,pc(minha plataforma principal) só videogames que não tenho mas jogo na casa de amigos Já zerei vários jogos de Wii e gostei aí sempre me falavam mas tem graficos ruins isso sempre vinha de gente que nunca tinha jogado ele é nem se quer podia opinar muito, continuo jogando de tudo.

André Ibanez disse...

A eu espero que o console da Nintendo de certo desde que comprei meu tablet em 2014 e vi uma propaganda no site da Samsung que tinha um tablet conectado a dois controles pensei como os tablet tão ficando cada vez mais fortes e com processamento fortes daqui há 5 anos alguma empresa vai lançar ele tão forte que vou poder jogar tv com o mesmo poder de um videogame,nunca imaginei que seria Nintendo pra mim seria uma Samsung,apple da vida.

André Ibanez disse...

A única solução ao meu ver seria ter uma única plataforma pra rodar todos os jogos de todas as empresas mais qual empresa vai querer perder dinheiro né com um mercado de consoles ainda tão grande

André Ibanez disse...

Quero muito ver o scorpio da Microsoft como ele vai ser já que ela diz que não vai ter mais isso de gerações que vai ser recompativel e etc

André Ibanez disse...

Ah e quanto a muitos jogadores fanboys nunca vão mudar sempre vão continuar do mesmo jeito sendo filhos de Satã!!!!!!!