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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

As belíssimas capas brasileiras de Neuromancer

Acho que não é surpresa para ninguém o quanto sou apaixonado por Neuromancer, ele se tornou meu livro favorito de uma maneira rápida demais. Todo aquele ambiente, as partes filosóficas da coisa mostrando de uma maneira intensa aquele universo. Não é meramente um mistureba tecnológico, é algo que te faz pensar sobre certas coisa de forma mais profunda.

Naturalmente como se trata da grande obra que trouxe a essência do cyberpunk ao mundo, não podia deixar de se tornar um verdadeiro clássico. E assim é o tipo de obra que, embora não seja tão popular como deveria ser, vaga pelo universo underground e gera fãs pra todo lado, além de diversos lançamentos e relançamentos pelo mundo.



Uma coisa que notei é que ao pesquisar sobre o livro, vez ou outra eu acho gente fazendo postagens sobre as capas de Neuromancer. Em geral essas postagens mostram capas internacionais e a maioria é feinha pra caramba. De vez em quando entre essas capas aparece uma das capas brasileiras e ela consegue roubar a cena!

Aliás, é possível inclusive achar pessoas frustradas pelas capas brasileiras serem tão superiores e o resto ser só a bagaceira. Mas nunca vi uma postagem dedicada especialmente às capas lançadas pela editora Aleph em nosso país, sendo assim decidi criar uma postagem para mostrar os visuais e também diferenças de conteúdos.

Neuromancer 1991


Essa foi a primeira edição de Neuromancer que saiu no Brasil, no ano de 1991, sete anos após o lançamento original do livro. Apesar de ter um estilo de arte um tanto retro, e que hoje em dia é considerado ultrapassado, essa capa ainda consegue ser mais bonita do que a maioria das capas internacionais.

O negócio é que os gringos parecem ter simplesmente decidido fazer montagens colocando um monte de objetos metálicos grudados e formando algo extremamente poluído. Há outras capas que são desenhadas, mas ainda assim são coisas esquisitas, aparentemente sempre simbolizando uma inteligência artificial.

A capa da Aleph é um desenho mais claro da coisa. Resolveram colocar uma pessoa mesmo. Não sei dizer se o personagem na imagem representa Case, usando seu equipamento na cabeça para se conectar à Matrix, ou Molly com seus olhos espelhados e algo na mão indicando as unhas de lâmina implantadas.

Vantagens de ter essa edição: Infelizmente essa é a única edição do livro que não tenho, mas o grande diferencial dela é ter um livro com visual retro de uma época realmente retro. E ter a primeira edição de Neuromancer! Você só acha essa edição no Mercado Livre e sites do tipo.


Neuromancer 25 anos


Essa edição foi lançada em 2008 como edição comemorativa de 25 anos desde o lançamento original, apesar do livro só fazer 25 anos em 2009. Mas é um daqueles casos em que a edição comemorativ anão é lançada exatamente na data, mas sim um ano antes. Não sei bem qual a burocracia em cima disso, mas creio que seja para ganhar um pouco mais de tempo.

Apesar de ser a segunda capa, não é a segunda edição, mas sim a quarta. A segunda edição do livro foi lançada ainda nos anos 90, no ano de 1994. Quase uma década depois veio a terceira edição, em 2003 e gerou quatro reimpressões! Então por fim surgiu a quarta, em uma época onde as pessoas estavam muito mais interessadas na coisa, gerando nove reimpressões!

Essa foi a minha primeira edição de Neuromancer e a acho simplesmente maravilhosa demais! Esse estilinho simples dela, dá um toque de seriedade muito maior do que as outras. Uma coisa bacana dessa edição é que o resto da trilogia também foi lançado com o mesmo design e ficou uma coisa maravilhosa!

O livro usa esse estilo minimalista tanto na frente quanto atrás e na lateral, a capa é toda preta e dá um baita climinha estiloso. É um livro daqueles charmosos, que tem um visual de algo mais sério, apesar da imagem de Molly dar um toque mais descolado à coisa.

A parte interna também é bastante simples em tudo, não existem enfeites nem nada, a única coisa que aparece mais "movimentada" é a primeira página, onde aparece uma versão em negativo da capa do livro. Depois disso é tudo bem direto ao ponto.

Vantagem de ter essa edição: Uma capa mais sombria e com um toque de seriedade espetacular, o resto da trilogia no mesmo estilo, ficando perfeito para ter tudo combinando na estante, prefácio feito pelo próprio William Gibson, posfácio falando sobre as origens da cibercultura e um glossário que ajuda a entender a linguagem (acredite, ajuda demais).

Você consegue achar ela a venda nas seguintes lojas:


Neuromancer 30 anos


Essa é definitivamente uma das capas mais desejadas por fãs de Neuromancer, não apenas no Brasil, mas no mundo todo. É uma das capas que quando aparece em algum fórum ou postagem sobre o tema, consegue roubar a cena facilmente por ter um estilo tão incomum, além de ter sido criada com uma delicadeza enorme.

Se você não sabe, em Neuromancer é apresentada a ideia de "mente presa a um corpo", e que ela pode ser liberta. Isso é mostrado tanto em relação a um ser humano usando a Matrix para ir muito além, quanto a inteligências artificiais, que podem ficar presas em um lugar, mas podem ser transferidas.

O próprio nome do personagem é "Case", que dá para traduzir para o português como estojo, deixando assim a ideia bem clara sobre algo que carrega um conteúdo dentro e que esse conteúdo não é fixo. Essa ideia de mente transportável é constante, nós vemos coisas que vão desde pessoas "incorporadas" no corpo de outras, sentindo cada músculo até o escaneamento completo de uma mente humana, que depois é usada como inteligência artificial.

E a edição de 30 anos, lançada em 2014 trás exatamente essa essência, ao invés de ser um livro com uma capa comum, é um miolo dentro de um estojo que você desliza para o lado e retira o conteúdo. Você lê o livro sem uma capa e isso pode dar uma sensação muita agonia para algumas pessoas, pois a sensação é de que vai despedaçar.

Mas essa edição não mata as pessoas de inveja apenas pelo fato de ter um visual diferente, o seu conteúdo também é mais do que diferenciado. Nessa edição você tem três contos escritos pelo próprio William Gibson exclusivos para o Brasil! Então imagina o quanto o negócio não é especial né?

Você está olhando exatamente para a lateral de um livro onde normalmente se coloca a cola e então a capa, mas nesse aqui as coisas são diferentes e você tem apenas o miolo para pegar diretamente. Ler um livro nunca liberou tanta adrenalina em seu corpo ein?

Uma coisa curiosa é que o livro vem ao contrário para conseguir manter esse visual, ou seja você retira o miolo e vira ao contrário para ler do jeito certo. Note aquela manchinha rosa ali, é algo que parece bastante com aqueles exames de cérebro. Durante o livro todo você vê isso aparecendo, além de muita coisa ser impressa em rosa.

Todos os atos começam desse jeito, com uma página rosa escrito Parte X, note também a presença na folha esquerda aquilo que falei novamente, parecendo uma daquelas coisas abstratas parecendo um exame de cérebro. E se você olhar bem ali no meio entre as duas folhas, vai notar que há um espaço e a coisa é presa apenas pelas linhas laterais. Quando você segura dá pra notar que é menos frágil do que aparenta ser, e na maioria das páginas não tem isso, só nas divisões entre "gomos" de folhas.

Vantagem de ter essa edição: Essa é uma edição limitada de Neuromancer para comemorar os 30 anos, sendo assim é o tipo de coisa com visual diferente feito para ser lançado apenas uma vez. Sendo assim é um item de colecionador. Nessa edição contém Introdução feita pelo próprio William Gibson, um texto feito para essa edição e destinada ao público brasileiro. Tem também uma entrevista com o autor no fim do livro e três contos que se passam no Brasil, usando personagens que aparecem na trama. Eu já tinha feito uma matéria exclusivamente sobre ela.

Você consegue achar ela a venda nas seguintes lojas:


Neuromancer 2016


Dois anos após o lançamento da edição de colecionador, a Aleph decidiu dar um rostinho novo ao livro, dessa vez algo mais psicodélico, com cores bastante vibrantes, dando um imenso contraste em relação à edição de 25 anos, que era muito mais sombria. O visual também tem um contraste com relação ao design da coisa, dessa vez abandonou o estilo minimalista e usou um design bastante poluído.

Não preciso nem dizer que essa edição encantou muita gente logo de primeira né? É algo bem cyberpunk mesmo, colocando um personagem com óculos de realidade virtual que usa um design bastante retro, mostrando bem uma quantidade enorme de fios para todo lado sem se preocupar em cobrir para ficar bonitinho, além de ter várias partes brilhando, algo bem anos 80.

Outro detalhe que dá um toque cyberpunk é colocar o personagem visivelmente com detalhes politicamente incorretos, ao invés de uma pessoa bonitinha sem barba e toda arrumadinha, é mostrado case com um sobretudo surrado, um cigarro do lado e um band-aid que indica bem que esse aí caiu na porrada com alguém.

A parte de trás da capa do livro (tanto no começo quanto no fim) dá um baita charme, ao invés de ser o típico branco sem nada da maioria dos livros, é rosa com o que inicialmente pode parecer um monte de letras aleatórias em tamanhos variados, mas em uma olhada com mais cuidado dá pra notar que são críticos falando muito bem da coisa.

A lateral faz uma quebra brusca na ilustração da frente, apresentando mais do amarelo gritante que foi usado e o título "Neuromancer" é usado de uma maneira mais personalizada para pegar dota a extensão, colocando um M distorcido de um jeito que não aparece na parte da frente.

Já na parte de trás foi colocada uma ilustração de Molly Millions (A mesma garota da edição de 25 anos), dessa vez sentadinha enquanto abre uma lata de refrigerante com suas garras que, na maioria do tempo, ficam escondidas sob as unhas. Ao lado uma arma e um aparelho que provavelmente não é um celular, já que isso não existe no universo de Neuromancer.

Vocês devem ter notado na foto da parte de trás, que ao invés de ter uma sinopse, tem algo que não diz nada sobre o livro. A frase "O céu sobre o porto tinha cor de televisão num canal fora do ar." é a mensagem de abertura de Neuromancer, algo que Gibson já cita em sua introdução sobre como pode ser confuso para as pessoas. E nessa edição isso virou temático, entre os atos há exatamente imagens semelhantes a de uma televisão fora do ar.

Vantagem de ter essa edição: Com essa edição você vai ter um livro que de longe se dá pra notar que é algo cyberpunk e que tem um toque gritante que quase implora para que a pessoa abra e dê uma conferida. Nele vem um prefácio do autor sobre o céu do porto, onde explica o que queria realmente transmitir com aquela introdução, e os mesmos elementos da edição de 25 anos.

Você consegue achar ela a venda nas seguintes lojas:


E aí, o que acharam das edições, qual a que vocês acham mais atraente?

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