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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

The Final Station - Você, o fim do mundo e uma locomotiva

É sempre maravilhoso jogar uns joguinhos diferentes não é mesmo? E uma coisa que costuma acontecer constantemente é aparecer um joguinho pixelizado charmoso tipo o viciante Punch Club, que apresenta uma jogabilidade viciante somada a belos gráficos em 2D. E hoje vou falar sobre um desses jogos, o The Final Station, que pega elementos de vários gêneros e cria uma fórmula incrível.



Aqui você controla um agente ferroviário, no entanto certo dia coisas estranhas começam a acontecer nas estações, até que militares encaixam encaixam uma encomenda em seu trem e dizem que você precisará entregá-la. Inicialmente dois deles te acompanham, mas algo acontece e eles morrem de forma terrível. Logo uma a uma das estações passa a ficar mais sombria, cheia de pessoas mortas ou infectadas com uma doença bizarra.

Esse jogo é realmente bem incrível e do tipo que mostra que dá pra fazer um jogo bom apenas usando elementos já vistos. Isso porque o que temos aqui não é uma obra inovadora, se você parar pra ver, é cheio de coisas já vistas em outros jogos. Mas o grande diferencial é como os desenvolvedores pegaram esses elementos e uniram com muito bom gosto.

A própria história é bem trabalhada, no começo eu pensava que seria algo bem padrãozinho mesmo e o diferencial seria só a locomotiva. Afinal de contas nós temos disponíveis milhares de histórias de zumbis, e são poucas delas que realmente se esforçam pra variar. Mas aqui você pode ver a coisa com um baita suspense intrigante.

O jogo já começa te deixando curioso sobre o universo, não parece ser o nosso mundo. Dá meio que uma sensação parecida com o universo de Half Life 2. Algo que parece o presente, mas ao mesmo tempo tem um climinha de campo de concentração futurístico, com pessoas trabalhando e tudo mais, porém com militares por aí e construções imensas ao fundo como uma longa torre.

Você fica se perguntando "O que é isso? E o que é esse evento que aconteceu que se lê em alguns arquivos e algumas pessoas comentam sobre?". Esse elemento já dá uma variada no jogo em si, não é uma mera história de zumbi, todo um universo foi criado para a coisa de forma muito bem feita e capaz de surpreender.

Você não começa já com a infecção espalhada, inicialmente as coisas são o dia adia do personagem, mas a cada estação a coisa vai ficando mais sombria e você vê a doença dominando tudo aos poucos, até que a coisa realmente fica preta. Sendo assim é o tipo de jogo que te faz se sentir na pele do personagem, vendo a coisa acontecendo.

Os próprios "zumbis" do jogo são diferentes. Quando você para em uma estação com médicos analisando pessoas, vê alguns infectados comentando "Não sei o que é esse liquido preto saindo do meu corpo, não é sangue...". E quando a pessoa fica completamente infectada, o corpo inteiro fica escuro, coberto por essa substância, parece uma sombra.

A jogabilidade te faz pensar imediatamente no anime Koutetsujou no Kabaneri, pode ter sido muita coincidência já que as duas obras saíram em um espaço pequeno de tempo. Mas é possível que o jogo tenha pego inspiração na essência da coisa, com a diferença de que esse jogo consegue manter uma atmosfera e aquele anime é clichê atrás de clichê.

Então aqui a coisa se passa em dois ambientes. O primeiro é dentro da locomotiva, onde a coisa é voltada para a administração, pode parecer parado já que é um ambiente fechado, mas você tem que fazer tudo, então simplesmente não dá pra parar. O segundo é nas estações, onde você tem que parar para conseguir o código que vai liberar a linha e também pegar suprimentos.

Dentro do trem você tem que manter as coisas funcionando, direcionar a energia para a coisa certa e evitar que ela super aqueça. Mas tem outras coisas como o painel que tem sinal de internet e você pode ver a quem está conectado, podendo conversar com outras pessoas inclusive com opção de resposta. Elas te dão certas informações e também vão fazendo você entender um pouco mais sobre a história.

No trem ainda é possível levar passageiros que você encontra nas estações, eles tem destinos próprios e te darão recompensas se você os levar até lá. O problema é que eles tem uma barra de vida e fome, e é preciso ficar pegando comida e kits médicos para mantê-los vivos. Sendo que eles podem ou não estar feridos e mesmo que não estejam, se chegar a zero a barra de fome, a de vida começa e baixar. Esse passageiros também dão informações e ficam conversando constantemente.

Existem ainda outros elementos dentro do trem, como a possibilidade de forjar itens com material coletado nas estações, um mapa que mostra onde você está e cada um dos destinos, entre outras coisas. Não dá pra ficar parado, os passageiros ficam soltando informações, tem gente que se conecta e perde sinal, o trem fica dando problemas, a coisa é bem agitada mesmo.

Quanto as estações, você sempre para nelas e precisa achar o código que pode estar em qualquer lugar, para isso é preciso investigar, ler alguns papéis (o jogo é em português), falar com pessoas vivas, etc. Cada estação tem coisas variadas como por exemplo vendedores, você não sabe o que te espera e apesar de ser um jogo 2D, só é possível descobrir o que tem atrás de uma porta quando você a abre, e pode ser que saia uma multidão de infectados.

Você pode achar sobreviventes que imediatamente vão para o trem, itens espalhados por todo o lugar, informações sobre a história e claro, um monte de infectados, sendo que alguns são extremamente rápidos. Você pode combater eles com a munição limitada ou dando porrada, sendo que é preciso de certas estratégias para usar em personagens como o infectado que usa armadura de policial.

Os gráficos do jogo são lindos para caramba e cheio de elementos, por exemplo se você pegar uma caixa no chão e lançar em um infectado, e ter uma prateleira atrás, vai ver a animação dos itens nela desabando. Na viagem de trem você observa coisas grandiosas acontecendo lá atrás como brilhos de armas de fogo atrás de uma montanha ou construções gigantescas bem distantes. Esse entraria fácil para a lista de 100 jogos 2D com visuais espetaculares.

Apesar de tudo é uma obra que tem suas falhas, esse jogo me lembrou um pouco o maravilhoso Lone Survivor, no entanto a pior falha dele é a linearidade, você não pode escolher as estações onde ir, mesmo vendo o mapa, as fases não são geradas aleatoriamente, então depois que zerar você já viu tudo, e não existe modo 1 vida. Aqui você morre e aparece pouco antes em um checkpoint.

Enfim, The Final Station é um jogo fantástico e viciante, um ótimo passa tempo. Se você gosta de jogos pixelizados e de jogabilidade que dá uma variada, esse com certeza vale a pena. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A pra ver o preço que está lá, pois eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida no preço que tá lá, clicando aqui.

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