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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 54

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

 Capítulo 54

Elium observa o corredor e pensa em continuar, sente seu corpo inteiro tenso. Tem vontade de apenas correr. Mas apesar de tudo, sabe que não tem saída, aperta a arma escondida embaixo da roupa, sente-se tentado a simplesmente atirar em todo mundo. Mas precisa manter o foco. Ele se lembra de Acarium, de como sempre falava que era preciso deixar todos os sentimentos e sensações de lado para manter o foco. Por um momento lamenta sua morte em Xibalba e pensa como poderia ser mais fácil se tivesse uma ajuda.

Afasta os pensamentos e olha para a porta a seu lado, quando a voz de cobra mais uma vez fala "Me ajude e eu te ajudarei...". O garoto percebe que não tem muito mais a se perder, qualquer problema irá usar mais uma vez a arma, mesmo com as chances de aparecerem alados, as coisas já estão complicadas demais e talvez possam até melhorar se tiver um pouco de sorte. Ele então se aproxima da porta e pergunta:

-Quem é você?
-Sou um morador da vila, a bruxa me mantém preso aqui. Não reconheço você, então imagino que não seja de lá, a não ser que tenha chegado depois. Perdi a noção do tempo aqui embaixo.
-Não soa como um morador da vila aqui perto.
-Eles fazem experimentos, usam uma poção em mim. Bruxaria... Minha voz nem sempre foi assim, não sei se é passageiro ou se o efeito passará. Eles usam poções em meu corpo, não sei o que fazem.

Elium pensa nos experimentos alquímicos que já fez. Ele sabe que realmente é possível alterar a voz de uma pessoa com a poção correta. Apesar de tudo sente um arrepio ao ouvir o som tão estranho, como se não fosse um ser humano falando. O garoto então pergunta:

-Como você veio parar aqui?
-A bruxa lançou uma maldição em nossa vila, uma terrível doença. As pessoas começaram a morrer, recompensas foram colocadas para quem levasse a cabeça. Eu não estava pensando na recompensa, mas em vingança e assim vim procurá-la.
-E pelo jeito não deu muito certo...
-Não, eles são mais numerosos do que pude imaginar, não estava preparado para isso. Fui capturado, torturado e começaram a fazer experiências. Essa mulher quer invocar o próprio Demônio aqui embaixo.
-O que me garante que você não é o próprio Demônio? Sua voz não parece normal.
-Eu já falei, minha voz não é assim. Porém se eu fosse um aliado desses bruxos, não estaria preso aqui, não é?
-Talvez estivesse, talvez eles não conseguissem te controlar e colocassem preso até saber o que fazer. O mundo é cheio de mistérios, quando se pega um animal selvagem com o objetivo de utilizá-lo, ele não vira seu amigo.

De repente Elium ouve um som e espia pela beirada da parede, é bastante escuro mas ele vê dois vultos andando em sua direção. O garoto se aproxima da porta, ficando oculto pela pequena entrada que fica entre a porta e o corredor. Logo começa a se abaixar lentamente para que a escuridão do ambiente o oculte por completo.

Ele sente o ar se agitar quando as duas pessoas passam a seu lado. É difícil definir as formas perfeitas com tanta escuridão, e assim apenas pode ver as trevas se distorcendo e deduzir o resto. Elium começa a se levantar lentamente, o que faz com que suas costas emitam um som áspero enquanto se arrastam pela parede. Mas ele para assim que ouve o som das pessoas voltando, imediatamente solta seu corpo e mais uma vez senta no chão, fazendo um som rápido que ele gostaria de ter evitado.

Os passos dessa vez são menores, parece ser apenas uma pessoa. Talvez seja um dos dois que passou e voltou por causa do barulho ou talvez seja um outro bruxo que esteja entrando no lugar. A pessoa para de andar quando chega a seu lado. O coração do garoto bate tão forte que ele teme que possam ser ouvidos. O bruxo então diz:

-Agora é tarde demais pra você, apenas está tendo o que merece. Não adianta lamentar.
-A única coisa que eu lamento é de não ter conseguido atear fogo em todos vocês. - Diz a voz de cobra.
-E você ateou, nós nos queimamos e muito. Mas agora é sua vez de queimar.

Há uma pausa estranha na conversa, Elium não entende e então olha pra cima. É quando percebe, com horror, que consegue ver a face do homem, e ela está olhando diretamente para o garoto, como se tivesse acabado de notar sua presença em meio à escuridão.

1 - Abrir a porta de uma vez (Risco de não ser um aliado).
2 - Atirar. (Vai fazer barulho)
3 - Continuar parado. (Está escuro demais, talvez o homem não o esteja vendo)

Demorei pra cacete né? Culpem Pokemon GO, tem sido dias corridos. Mas Elium está de volta Ò_Ò! Vocês tem até domingo pra votar (11/09).