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domingo, 17 de julho de 2016

Mirror's Edge Exordium - O quadrinho prólogo de Catalyst

Sabem, eu acho o jogo Mirror's Edge uma baita de uma obra de bom gosto e bem feita. Com certeza é o que se pode chamar de um jogo com personalidade própria, apresentou um conceito novo bem diferente e com um design próprio usando uma paleta de cores que deu um toque especial muito peculiar, fazendo qualquer um identificar fácil a coisa. E a trilha sonora então? Eu penso em Mirror's Edge e a música Still Alive já começa a tocar na minha cabeça.


Mas apesar de tudo eu não sou um fã da franquia, achei legal demais zerar o primeiro jogo, foi interessante, mas não me apaixonei. Então quando anunciaram Mirror's Edge Catalyst que só foi sair oito anos após o primeiro, nem fui muito atrás da coisa. Sabe aquele tipo de obra que você reconhece a qualidade, admira, respeita e até fala sobre mas não ama? Esse é bem o meu caso com Mirror's Edge.

Mas apesar disso, na hora que vi a revista em quadrinhos Mirror's Edge Exordium, foi amor a primeira vista. Eu não tinha ouvido falar, então só a conheci quando foi lançada no Brasil e essa edição de luxo tão bonita me deixou louquinho. Aí sim animei para dar uma conferida, nem procurei saber exatamente do que se tratava, se era adaptação do jogo, prólogo ou qualquer coisa. Apenas queria ver se era bom.

Mirror's Edge Exordium é um prólogo para Catalyst (Segundo jogo da franquia), e quando descobri isso pensei que seria algo bem descartável, mas foi uma verdadeira surpresa. É normal ver revistas em quadrinhos serem lançadas para acompanhar o sucesso de alguma obra em outra mídia, e definitivamente Exordium não é uma exceção, no entanto a qualidade é maravilhosa.

O negócio é que aqui a coisa não é fechada de forma perfeitinha como eu imaginei que iria rolar, é mais pra algo do tipo "Quer saber o que rola agora? Pois é, jogue o jogo!". Deu aquela empolgação, uma vontade de ir além e dar uma conferida no que tem depois dessa introdução tão bem feita. O que naturalmente pode ser frustrante para quem não pretende jogar, pois é uma obra que fica em aberto, sendo assim essa HQ é parte de uma obra maior que é essencial.

A história se passa na Cidade de Vidro, um lugar cheio de arranha-céus dividido entre uma população e poderosos e outra de imensa pobreza. Apesar de visualmente parecer um lugar maravilhoso, existe um imensa desigualdade social. Por outro lado entre os dois mundos há os "Corredores", pessoas contratadas para os mais variados tipos de trabalho, mas especialmente roubos e com habilidades imensas em parkour.

A protagonista é Faith, uma jovem e talentosa corredora, que é revoltada com o líder de seu grupo por parecer não valorizar suas habilidades o suficiente, considerando-a inconsequente demais. Graças a isso acaba se metendo com um poderoso chefão do crime que reconhece na garota as suas habilidades, contratando-a para um serviço extremamente perigoso.

Como joguei o primeiro jogo da franquia, me senti meio perdido quando fui ler esse quadrinho, isso porque a Faith demonstrou uma personalidade que eu definitivamente não consigo me lembrar. Logo pensei que talvez seja porque eu realmente não lembro da história do primeiro jogo, mas a Faith dos quadrinhos é uma garota tão chata que fiquei impressionado em não lembrar daquilo e assim fui dar uma pesquisada para ver se Catalyst era mesmo uma continuação.

Para a minha surpresa o segundo jogo da franquia é um reboot da série, o que achei um baita de um desperdício. Tudo bem a desenvolvedora não querer fazer uma sequencia de algo que demorou tanto, mas resetar o universo? Pra que? Poderiam ter colocado outra personagem, Faith é interessante mas a do primeiro jogo não precisava ter sido tacado no lixo.

Por outro lado eu gostei muito da Faith da HQ, ela é chata e impulsiva, mas ao mesmo tempo transmite aquela sensação de conflito, de pessoa tomando atitudes que alguém real tomaria. Não é a princesa encantada e toda perfeitinha que muitas histórias insistem em colocar. Não gosto desses heróis perfeitos, portanto essa Faith me cativou um bocado. Mas adoraria que fosse outra personagem com essa personalidade e tivesse ligação com o primeiro jogo.

O quadrinho tem um visual fantástico pra caramba, design maravilhoso dos personagens e muitas cenas dando destaque aos prédios gigantescos. Isso passa aquela essência do que é Mirror's Edge, é bonito de se ver e fácil de se sentir a coisa. Sem contar com o próprio traço, é muito bem feito. Desenhos limpos que combinam muito com a obra.

Originalmente Exordium foi lançado nos Estados Unidos dividido em seis edições, mas a versão brasileira é luxuosa, reunindo todas em um único volume em capa dura. Além disso a Pixel Media colocou extras na versão brasileira com rascunhos e uma entrevista. O visual da capa em preto vermelho e branco foi a coisa que me atraiu de imediato, simplesmente linda!

Enfim, fica essa dica pra vocês, é uma HQ bem gostosa de se ler e linda de se ter na estante. Para fãs de Mirror's Edge é o tipo de item que é obrigatório. Para os não fãs é uma história em quadrinhos com muita ação e um toque filosófico sobre decisões. Para quem se interessar está a venda nas seguintes lojas:


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