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terça-feira, 12 de abril de 2016

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 46

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

 Capítulo 46

Sinto uma imensa tentação de me aproximar, descobrir o que está acontecendo, no entanto apesar da forma pacífica em que a pessoa movimenta as mãos indicando que quer que eu me aproxime, sei que isso não parece nada bom, só pode acabar mal. Correr também parece uma alternativa que pareça que não vai acabar bem. Com todas essas coisas penduradas na árvore com certeza estou em um território conhecido. Então pergunto:

-O que você quer?


Percebo que minha voz quase não sai, provavelmente ele não ouviu, apenas continua fazendo o sinal com a mão. Isso me deixa mais nervoso ainda, como eu gostaria que Ensis estivesse aqui, não sei como ela reagiria, mas ao menos me sentiria mais seguro. Então pergunto com mais firmeza dessa vez:

-Quem é você? O que quer?

Nesse momento ele para de fazer os movimentos e abaixa sua mão, por um breve momento me observa e então recua, se move para o lado e fica oculto atrás de uma árvore. Eu fico observando , tentando ver algo, mas não posso ver nenhuma parte de seu corpo, o que é estranho pois a árvore não é tão larga assim.

De repente percebo algo na árvore ao meu lado, olho primeiro de canto de olho e percebo duas mãos segurando no tronco, e ao subir lentamente o olhar, percebo alguém usando uma máscara de crânio me observando bem de perto. Eu dou um salto e vejo a pessoa se mover, saindo de trás da árvore completamente e ficando há pouco mais  de um metro de distância de mim.

Ele estende a mão e começa a fazer o sinal para que eu me aproxime e logo começo a ouvir o som de um estalo estranho. Estará saindo de sua cabeça? Ele estará fazendo isso com a boca? Parece o barulho de um objeto sendo passado por uma superfície ondulada, é bem assustador, não consigo ver os olhos da pessoa por trás da máscara feita de crânio.

Me viro e começo a correr, é tão desagradável fazer isso por um pântano, sinto meus pés pesados no solo enlameado, olho para trás e vejo que ele não está me perseguindo, apenas ficou parado me olhando. Ficar nesse lugar foi um erro, eu devia ter convencido Ensis a sair daqui logo, seria perigoso é claro, mas aqui dentro não tenho a mínima ideia do que está acontecendo.

Noto então que em algumas das árvores que me cercam há outras pessoas usando a mesma máscara, todas escondidas atrás de árvores ou até mesmo em cima delas. Isso piora muito as coisas, se eles quiserem me pegar não terei como lutar contra tantos. Espero que não comecem a correr, também devem estar mais acostumados que eu a se movimentar por aqui.

Após continuar correndo por alguns instantes, acontece o que eu já imaginava que logo viria, o cansaço. Como eu gostaria de continuar no mesmo ritmo, mas simplesmente não dá. Acabo diminuindo a velocidade, penso que logo não terá jeito e acabarei tendo que parar, se eles estiverem esperando isso acontecer acho que não falta muito.

Mas então percebo algo que me dá ânimo,  uma área mais clara do pântano, uma área aberta! É a saída! Posso vê-la há uns duzentos metros de mim. Mais um pouco e poderei ter algum tempo a mais para pensar sobre o que farei. Olho ao redor e vejo que eles ainda estão me cercando, sempre parados apenas observando.

Continuo, agora falta bem pouco, estou quase lá. Com certeza essas pessoas sabem bem disso, estão me deixando ir embora? Ou apenas me dando esperanças para exatamente no momento em que eu estiver quase saindo eles me puxarem de volta e se divertirem com o meu desespero? Eu não sei, mas não parece ter uma alternativa melhor a não ser seguir em frente.

Finalmente saio! Eu consegui! Eu realmente consegui! E estou no mesmo vilarejo de antes! Olho para trás e vejo as pessoas de máscara se escondendo atrás de árvores e uma a uma desaparecendo. Mas por que? Será que é graças a Ensis? Será que sabiam que eu iria voltar de qualquer forma? Ou será que só precisavam dela para fazer alguma coisa e por isso me dispensaram assim?

Me sento no chão olhando para a área pantanosa, tento recuperar o meu fôlego o mais rápido possível. Quero estar pronto para dar o próximo passo urgentemente, talvez eu devesse agora mesmo voltar ao pântano e não perder tempo em ajudar Ensis ou talvez devesse me esgueirar um pouco pelo vilarejo para ver se ainda há guerreiros de Xibalba aqui, se não eu posso me preparar melhor.

1 - Voltar para o pântano.
2 - Se esgueirar pela vila.

Vocês tem até dia 14 pra votar! Por favor apontem erros! Ò__Ò

5 comentários:

Saitama - sama disse...

1, e "Após continuar correndo por alguns [estantes] [] acontece o que eu já imaginava que logo viria, o cansaço." Seriam "instantes", não é? Acho que faltou uma virgula aí também. Fora isso, tá uma beleza! Já pensou em fazer uma séries desses contos interativos baseados no universo de Folhas Secas Daquele Outono?

Skywalkerpg disse...

Arrumei, obrigado! *-*! Quanto ao "Folhas Secas Daquele Outono" inicialmente ele foi um desses contos, mas o nome era "EU SOU DEUS". Só que a editora me obrigou a mudar de nome porque achava muito agressivo.

yasmin k. disse...

1 e Sky, quando eu tiver algum dinheiro vou ver se compro seu livro ;)

Skywalkerpg disse...

Valeu demais! *---*

Unknown disse...

1 Porra ele tem que se juntar a Ensis e ir logo reencontrar o Ladur...