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domingo, 1 de novembro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 37

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 37

De repente consigo ver com mais clareza o que se aproxima no escuro, não é nenhuma das raças de Alados ou algum animal do pântano. Por um momento penso ver um tipo de monstro aparecendo, mas apenas me deixei levar pela imaginação e pressão da situação. O que anda em minha direção é uma pessoa coberta por longas vestes e imunda, o barro a cobre por completo.

Apesar da dificuldade em deduzir quem ela é, aparenta ser uma mulher muito velha, andando lentamente porém de forma firme em nossa direção. Olho ao redor para ver os nossos observadores, muitos deles subiram nas árvores podres do pântano, enquanto outros se limitaram a apenas se esconder e nos olhar com cautela.

Sinto a mão de Eliu segurar com mais força em minhas vestes e então o ouço tossir para logo depois cair de joelhos, o olho e ele continua tossindo. O garoto coloca a outra mão em minhas roupas, mas logo depois cai com o rosto virado para a lama, rapidamente o puxo e deixo seu rosto descoberto, sempre olhando atentamente para todos ao nosso redor, a pessoa velha continua se aproximando.

Então de repente sinto algo na garganta e começo a tossir também. Não sei o que essa gente fez, talvez tenham atirado dardos de veneno sem percebermos. Rapidamente procuro o lugar mais seco possível, se eu desmaiar não quero morrer afogada. Me sento e a crise de tosse aumenta, e assim eu mesmo me deito enquanto minha visão embaça.

Está tudo escuro e os sussurros recomeçam, tento abrir os olhos novamente, no entanto estou paralisada, provavelmente é o meu fim. Pelo menos eu não morri como escrava... Ouço os sons da água do pântano se movendo, agora aqueles que me cercam parecem estar se movendo com maior velocidade.

Em um esforço repentino abro os olhos e vejo as árvores do pântano em cima de mim, já não sinto mais a fraqueza que me fez cair. Movimento minhas mãos para tentar pegar uma de minhas espadas, mas não a acho, vejo então um pedaço de pau próximo a uma árvore, corro e o pego, para então olhar para as pessoas do pântano, mas não as vejo mais.


De repente percebo que está muito mais claro do que antes e ao olhar para o lado vejo algumas casas e Eliu se aproximando com um sorriso. Ele então diz:

-Consegui um emprego!
-Como assim? O que aconteceu?
-Ah sim, me desculpa, eu acordei hoje cedinho e te vi desmaiada do meu lado, tentei te acordar mas você não acordou. Não sei o que aconteceu ontem, mas aquela gente não nos matou. Eles eram só ladrões pelo jeito, pois roubaram tudo, só deixaram nossas roupas. Bom, pelo menos nos trouxeram pra saída do pântano né? Não sei porque fizeram isso... Mas como ia dizendo, acordei e estava com fome então como comida não é grátis, aproveitei para conseguir um emprego.
-Temporário, certo? Estamos viajando.
-Claro! Vi que morreu alguém de uma boa família nessa cidadezinha, então me ofereci como devorador de pecados.
-E você costuma fazer isso?
-Na verdade não, eu nem acredito nessas coisas, porém é a oportunidade perfeita para comermos né? Eu só vim ver se você tinha acordado para avisar ou deixar escrito no chão.
-Estou bem... Acho que nos atingiram com dardos que fazem dormir.
-É possível também, levaram todos os meus ingredientes pra poções, mas...
-Quem é você?!

Aponto o pedaço de pau e grito repentinamente para uma figura que vejo e aproximar em nossa direção. Eliu olha pra trás e o observa por um momento, a pessoa com um manto e uma máscara bicuda semelhante a cabeça de um pássaro. O homem imediatamente recua e vai em direção às casas, meu companheiro logo diz:

-Calma... Como eu ia falando, tá tendo uma peste nessa cidade, pode ser que tenhamos pego porque ela vem do pântano. Aquilo era só um médico, ele provavelmente veio pedir para eu me apressar.

É então que lembro, tinham muitos médicos assim em minha cidade natal, já faz anos que não via um, em Xibalba os curandeiros se vestiam com trajes diferentes. Se não tivesse acordado nas condições que estou certamente teria reconhecido de imediato. O garoto então continua:

-Mas então, você vem? Talvez eles queiram te pagar também se formos dois devoradores de pecados.

1 - Ir com Eliu.
2 - Conhecer o lugar e coletar informações.

Vocês tem até dia 4 para votar, apontem erros por favor. =)

4 comentários: