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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 35

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 35

O caminho é difícil, no entanto continuamos em frente, o pântano é uma área complicada de se atravessar, o solo alagado e a umidade constante são muito incômodos. Apesar de tudo as coisas tem sido calmas, até agora nada demais, desconfio que essa foi mesmo a melhor escolha. Vagar por estradas deixaria um rastro, se estivermos sendo seguido seria um problema lutar agora.

Apesar de tudo os meus ferimentos não estão feios. O garoto usou ouro rubro para tratar, com certeza comprou, ele é alquimista e deve ter seus contatos. Duvido que tenha lutado contra algum alado, matar sorrateiramente é bem diferente de empunhar uma espada, ainda mais pra alguém que se mijou de medo com uma mulher fazendo perguntas. De repente ouço sua voz:

-Você está rindo do que?
-Nada, apenas satisfeita com a viagem estar sendo tranquila.
-É, mas não conte tanto com isso, aqui é um pântano, é difícil de correr.
-Eu estou preparada, e você?
-Eu conto com você.


Como imaginei, ele não se garante em um combate corpo a corpo. Parece gostar de observar também, eu não estava rindo descaradamente ao lembrar de como ele ficou com medo. Mas tanto faz, quero apenas chegar logo ao nosso destino e ver o que vai acontecer. Não sairemos desse pântano hoje, eu então falo:

-É melhor pararmos, está ficando escuro.
-Você quer dormir nesse lugar?
-Prefere vagar pelo escuro correndo o risco de dar de cara com um Principiado e ter que lutar com ele sem ver direito?
-Não...
-Então é melhor pararmos por aqui, olha essa árvore, parece um bom lugar. Vi você colhendo alguns gravetos antes de entrarmos, era pra fazer uma fogueira, certo? Nunca soube fazer uma, então espero que não esteja contando comigo, sempre contei com meus companheiros para fazerem durante as caças.
-Não se preocupe, esse tipo de coisa é essencial quando você pratica alquimia. Eu tenho tudo aqui, é mais simples do que parece. Essa aqui é uma pedra de sílex, ela é muito dura e solta faísca, então preciso só por um pouquinho de palha aqui ao lado e usar essa barrinha de ferro.

O garoto coloca a palha em cima de uma barra cheia de pequenos dentes, provavelmente para causar atrito e logo bate a pedra algumas vezes. Não demora muito para acender e ele logo forma uma fogueira no chão. Então sai, arranca alguns pedaços de madeira de uma árvore e coloca embaixo, dizendo:

-Madeira desse tipo demora queimar, mas quando pega também fica por muito mais tempo do que a seca, então é muito bom deixar um pouco pra queimar a noite toda.
-É bom saber...
-Eu posso ir pegar algum bicho pra nós comermos, eu sei quais não são venenosos. Mas como você viu, me atrapalho na hora de cozinhar, eu sou melhor em preparar poções.
-Pelo o que vi com a sua forma de preparar um coelho, imagino que você deva ser bom especialmente com venenos.

Era pra ser uma piada pra descontrair, mas o vejo corar, talvez tenha sido uma ofensa a sua habildiade como alquimista. Ele então diz:

-Bom, eu vou pegar alguma coisa então.

O garoto sai rapidamente e eu decido me acomodar, limpar um pouco a área onde iremos acampar e relaxo. Não demora muito até que ele volte com um sapo, espero sinceramente que ele seja realmente bom em reconhecer criaturas que não sejam venenosas.

Eu preparo e logo comemos, não está gostoso, não tem tempero nem nada, mas a sensação de comer algo ao anoitecer depois de uma jornada dessas é bastante prazerosa. Um bom tempo se passa desde que preparamos o acampamento e então o garoto fala:

-Morte...
-Sim?
-Digo, na sua testa está escrito morte, como foi que isso aconteceu?
-Faz tempo, antes de ir pra Xibalba um homem escreveu isso na minha testa, depois me venderam.
-Então devem ter escolhido rapidamente o seu nome de guerreira de arena.
-Sim, parecia ser o mais óbvio.
-E você gostou?
-Não sei dizer, eu não era a pessoa que sou hoje em dia, não ligo mais.
-Deve ser horrível ser uma escrava.
-Tem quem goste. Algumas pessoas já nascem com esse espírito de servir.
-É, mas e voc...

De repente faço um sinal pra ele se calar e olho para algo que eu não tinha notado até então. Há alguns metros, atrás de uma árvore, há um menino, ele nos observa atentamente. Pela pouca luz que ali bate, ele parece ter uma cor de pele completamente negra, e cabelos amarrotados e enlameados. E é assim que percebo que aquele não é o único, atrás de várias árvores em diversos lugares há pessoas, todas nos observando.

1 - Juntar as coisas rapidamente e ir embora.
2 - Ignorar e continuar conversando, mas preparada para sacar as armas.
3 - Perguntar o que querem.
4 - Sacar as espadas e mandar recuarem.

Vocês tem até dia 10 pra votar, por favor apontem erros. =)