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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 34

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 34

Eu solto o garoto, que se arrasta rapidamente para trás. Ando até o tronco da árvore próxima a nós e observo ao redor. Estamos em uma imensa planície. Estou faminta, me aproximo da fogueira e retiro o coelho, pego uma faca próxima para esfolá-lo da maneira correta. Falo:

-Você nunca cozinhou?
-Já, mas não comida.
-Se você não cozinha comida, então o que cozinha?
-Eu sou aprendiz de alquimista moça, cozinho diversas coisas, mas não para matar a fome.
-Onde estamos?
-A sul de Xibalba. - Diz ele pegando um pano em uma bolsa pendurada em seu cavalo e se secando.
-O que você quer comigo?
-Um homem nos contratou, pediu que entrássemos na cidade e te levássemos a ele.
-E o que uma criança quer fazendo isso?
-Não sou uma criança, tenho quinze anos.
-Você parece mais novo, mesmo assim ainda é uma criança.
-Meus pais morreram quando eu era mais novo, dois assassinos nos atacaram na estrada e os mataram. Desde então eu procuro descobrir quem são eles.
-Você é mais idiota do que parece ser, mas tanto faz, é problema seu... O que realmente quero saber é o que a morte de seus pais tem a ver comigo?
-Esse homem que quer te encontrar tem informações sobre eles, é a primeira coisa concreta em todos esse tempo. Eu tinha oito anos quando aconteceu, e o pagamento são informações precisas sobre onde eles estão.
-Supondo que esse homem te dê essas informações, o que você pretende fazer?
-Matá-los.


Não consigo conter a risada, o garoto me olha feio. Não é por maldade, porém é notável que ele é bastante ingênuo, é engraçado imaginar uma criança como essa encontrando dois assassinos capazes de atacar uma família na estrada e então matá-los na frente do filho. Será que ele realmente acha que terá algum tempo de fazer algo? Eu digo:

-Desculpe garoto, mas fiquei com um pouco de pena de você, é admirável, mas você sozinho não conseguiria mata dois assassinos de maneira alguma.
-Não foi o que aqueles dois guardas no salão de alados de Ogumir disseram quando caíram mortos.

Me lembro dos guardas envenenados, agora sim estou surpresa, eu definitivamente não estava esperando por isso, ou talvez esteja deduzindo errado, então pergunto:

-Você envenenou aqueles guardas? Pra que?
-Acarium planejava criar o caos na cidade, sou alquimista, sei criar veneno, e já fiz muitos experimentos em alados antes.
-Você fez experimentos em seres celestiais? Como? Lutando com eles? - Pergunto incrédula.
-Claro que não, meu mestre comprava, vinham de Xibalba mesmo, já que lá o povo consegue capturar um alado vivo. Claro que era uma fortuna, mas nós experimentávamos, mas o povo da vila onde eu morava tinha medo é claro. Um dia eles se revoltaram e atacaram nossa casa, mataram meu mestre e eu fugi. Como eu já pretendia ir atrás dos assassinos um dia, vi que tinha chegado a hora.
-Então você entrou no Salão de Ogumir sozinho e fez aquilo tudo?
-Você não notava a minha presença porque eu sabia que sempre tinha que desviar de você, baixar a cabeça e outras coisas para não ser notado ou lembrado.
-Agora que falou... É... Eu realmente consigo lembrar vagamente de você pelas ruas, se não se esgueirasse eu lembraria com mais clareza.
-Pois é... Eu estava vivendo por lá como servo, e ofereci doces para aqueles guardas, no meio do tédio eles não iriam negar algo assim. Aquele ia ser só o primeiro ataque que dei, teriam vários outros. O objetivo era fazer a casa de Ogumir desconfiar de outras casas e ficar preocupada com isso. Com essas preocupações da casa nós teríamos tempo de fugir, mas você não quis lutar na arena...
-Tenho certeza que Ogumir jogaria Acarium junto, ele poderia morrer.

Realmente acho que subestimei o garoto, ele pode sim ser bastante perigoso, a cara de criança ajuda bastante a disfarçar que é alguém capaz de matar. Seria engraçado ver ele conseguindo cumprir seu objetivo e matando dois assassinos. Então decido ir direto ao ponto:

-E o homem que te contratou, onde está? Quem ele é?
-O nome dele é Ladur, diz te conhecer. Ele fala que você tem que estar em perfeita condições, espero que tenha sido só modo de dizer e não ligue pra o quanto está machucada, afinal você é uma guerreira né? Ele nos aguarda em Masaya.
-Masaya, minha cidade natal.
-É melhor não enrolarmos muito por aqui, mesmo depois da luta de ontem, talvez estejam te procurando, além do mais o Arkenpo morreu né...
-Sim, é provável que estejam atrás de mim, provavelmente nesse instante.
-Se você quiser, podemos pegar um atalho, basta seguirmos reto ao invés de nos aproximarmos da estrada e vamos achar um pântano, isso vai apressar bastante as coisas e ele ainda vai nos esconder dos olhos de viajantes, mas você sabe né... É um pântano...

1 - Ir pelo pântano.
2 - Dar a volta.

Por favor apontem erros, vocês tem até dia 23 pra votar