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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 33

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 33

Sombras, gritos, sangue, morte... Vago em meio às trevas por uma estrada, estou levitando, estou sozinha. Olho para os lados e vejo combates, pessoas lutam brutalmente, algumas gritam desesperadas enquanto se encolhem no chão. Criaturas aladas e outros seres estranhos caminham e sorriem, o choro é horrível, os gritos por piedade vindos de várias vozes que formam um coro macabro me fazem sentir calafrios.

Olho para esquerda e vejo uma densa floresta, não há combate ali, apenas trevas. De repente noto uma figura familiar no meio dela, mas não sei dizer quem é. Tento me movimentar naquela direção, mas o meu voo é constante para frente. Por que estou levitando? Forço minha visão e vejo que a figura corre no meio da floresta, ela está se aproximando, some e reaparece constantemente em meio à vegetação alta.

Ele se aproxima cada vez mais, me sinto mais perto de reconhecê-lo a cada aparição no meio do mato, até que ele some e não reaparece. Tento achá-lo, mas parece não estar mais ali. De repente sinto os dedos gelados de uma mão vindo debaixo de mim, eu olho e vejo meu irmão, que diz:

-Ensis?

Abro os olhos agitada, tudo está claro ao meu redor, ouço o som de pássaros, tento sacar minha espada, mas vejo que nenhuma das duas está presente. Estou desorientada, olho ao meu redor tentando entender o que está acontecendo. Era um sonho... Um pesadelo... Sonhei com Iteno, fazia tempo que isso não acontecia.

Que cheiro nojento é esse? Carne queimada? Algum corpo foi incinerado por aqui? Estou à sombra de uma árvore, olho para trás e vejo um garoto de costas mexendo em uma fogueira, ele deve ter uns treze anos, minhas espadas estão próximas a ele. Me levanto bruscamente, corro em sua direção, mas sinto uma tontura e tropeço, caindo no chão.

O garoto grita e dá  um salto, levanto e corro, pego minhas espadas e aponto em sua direção, ele coloca as mãos na frente e grita:

-Não me mata, eu salvei você!
-Quem é você?
-Eu sou Eliu e salvei você ontem a noite!


Começo a lembrar agora, o combate, Acarium está morto. Era só um escravo, mas me sinto mal por isso. Ele estava tentando me tirar daquele lugar, fez de tudo pra que acontecesse, por mais que fosse um mercenário, eu devia tê-lo salvo. Apesar de tudo eu não queria me sentir assim, sei como esse mundo é, que sensação desagradável... Então continuo a perguntar:

-Foi você que me atacou?
-O que? Não, não! Eu não!
-Você que me colocou no cavalo?
-Sim, fui eu, fui eu que te tirei do combate.
-Você me atacou então.
-O que? Não! Eu não! - Ele grita ficando mais nervoso - Ah, espera, ontem? Ah sim, me desculpa, você tinha um caldeirão de ferro na mão e eu tava com medo de você me matar! Você estava descontrolada.
-Por que me ajudou? - Pergunto puxando-o pela roupa.
-Eu precisava, eu fui contratado pra te tirar de lá.
-Um mercenário?
-Não, eu não sou isso não, mataram meus pais e eu preciso de informação, mas tinha que ajudar o Acarium.
-Então ele não estava sozinho? Quantos mais?
-Não, era só eu, eu juro!
-Por que ele não falou antes de você?
-Porque ele tinha vários contatos na cidade pra ajudar em distrair as pessoas pra te libertar, era pra sairmos de outro jeito, mas aconteceram um monte de coisas inesperadas e eu vi que o Acarium morreu e não dava pra eu ficar só observando mais.
-O que isso tem a ver?
-Eu sei lá moça! Eu só fiz o que ele mandava, ele disse que não era pra eu andar com ele nem nada, só ficar observando e fazendo as coisas por trás, era pra criarmos uma bagunça em Xibalba e você fugir,e eu estava fazendo isso, fiz várias vezes, mas com ele morto não dava mais, se você ficasse lá ia morrer e minha missão ia falhar.

Eu o observo por um momento, ele está bem assustado, de repente ouço um som estranho e peculiar. Olho para baixo, o garoto se mijou. Olho para o lado e vejo que na fogueira tem um coelho morto mal esfolado, com pedaços da pele queimando, era esse o cheiro estranho de carne queimada, ele estava preparando comida.

1 - Aproveitar o desespero e continuar pressionando por mais informações.
2 - Deixar o garoto em paz por enquanto e comer um pouco.

Vocês tem até dia 18 pra votar, por favor apontem erros. Esse conto se passa no mesmo universo do livro O céu não existe.