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sábado, 12 de setembro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 32

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 32

Mesmo me sentindo preparada, é melhor não ter tanta confiança, não quero morrer por besteira, talvez a ajuda de Acarium seja boa nesse momento, ele não sabe lutar com certeza, mas pode ser uma ótima distração nesse momento. Arkenpo é irresponsável e impulsivo, saber que irá enfrentar dois inimigos de uma vez pode fazê-lo tomar as decisões erradas, é melhor eu deixar isso claro, então digo:

-Acarium, me ajude, vamos finalizar de uma vez por todas com isso.
-Você ousa trair seu senhor? - Diz Arkenpo com um tom um pouco alto e indignado.
-Você só pode estar de brincadeira né? - Eu pergunto.
-Sou o novo Mestre de Casa e apontar uma espada pra mim é um erro grave, o mesmo serve para você escravo. Foi acolhido e é assim que retribui?
-Como você é egocêntrico!


Não demoro mais e parto para o ataque, dando uma estocada com minha lâmina direita, rapidamente Arkenpo bate com sua espada e desvia o golpe. Imediatamente movo minha lâmina esquerda em sua direção e ele se joga pra trás, mas ouço o com do metal quando a lâmina passa deslizando pelo peito de sua armadura. Acarium ataca com a espada pra cima, mas nosso inimigo imediatamente lhe dá um soco na cara, fazendo-o cair e log dá um pisão em sua barriga que o faz gemer de dor.

Parto pra cima e novamente começo uma sequencia de ataques com as duas espadas, percebo que realmente não estou em meu melhor momento, me sinto lenta, descuidada. Apesar de tudo sei que sou melhor, posso vencê-lo. Sou uma lutadora de arena, Arkenpo faz parte da elite de Xibalba e embora seja um bom lutador em relação a muitos guerreiros, o meu treinamento era intenso e constante.

Nossas lâminas se cruzam constantemente, ele mais defende do que ataca, tenho que poupar um pouco de energia. Paro um pouco e assumo posição de defesa. Ele dá um ataque direto e uso as duas espadas para prender a lâmina, como uma tesoura, uma de cada lado se cruzando e no meio a espada de meu rival. Perfeito! Me movo para o lado em um movimento brusco e com força pressiono uma lâmina contra a outra, isso faz com que a espada de Arkenpo gire e saia de sua mão.

Não perco tempo e dou um giro, deixando minha lâmina esquerda a altura de seu pescoço e a direita a altura do tronco. Ele é rápido e coloca o braço na frente da lâmina de cima. Certamente iria perdê-lo se não usasse nada, mas a armadura de metal o protege, já a lâmina de baixo é novamente amortecida pela parte baixa da armadura.

Arkenpo dá um chute na lateral do meu pé, o que faz com que eu perca o equilíbrio e ele corra em direção à espada, mas antes de pegá-la Acarium aparece e a chuta para longe. Imediatamente salta em Arkenpo e lhe dá uma mordida no pescoço. Me levanto e corro em direção aos dois, não demora muito para que nosso rival se livre de Acarium, jogando-o para longe e pegue a espada, para então desferir um golpe contra ele, mas chego a tempo e dessa vez sou eu que o salvo, bloqueando as lâminas com minhas espadas.

Novamente começamos uma sequencia de ataque e defesa, noto que ele está sangrando muito com o ferimento deixado em seu pescoço, mas se mantém firme. Nosso golpes continuam fervorosamente, porém por um momento sinto uma tontura, certamente devido ao esforço após a pancada que recebi. Esse instante é o suficiente para Arkenpo me dar um golpe que defendo muito mal, segurando um pouco do impacto, porém não o suficiente para que sinta sua lâmina bater com força no meu ombro esquerdo e então deslizar, rasgando minha carne e me fazendo gritar enquanto ouço o agoniante som do metal se arrastando por meu osso.

Tropeço pra trás e caio sentada, Arkenpo sorri e me dá um chute no rosto, quase caio de costas, mas consigo me segurar, levando minhas espadas tentando me manter firme, mas não consigo. Ele vem em minha direção com sua espada para um último golpe. No entanto antes que me acerte, vejo Acarium surgindo por trás dele com um pequeno caldeirão e batendo em sua cabeça, fazendo-o cair para o lado. O escravo aplica mais alguns golpes, Arkenpo coloca as mãos na frente tentando se defender, mas está atordoado pela primeira pancada, Acarium grita:

-Você não vai matar ela!

Mas ele não demora muito nos ataques e olha espantado para o meu ferimento no obro, se levanta cambaleando e vem em minha direção, ele enfia a mão em seu manto e retira alguns trapos, colocando em cima dos meus ferimentos. Logo diz:

-Você não pode morrer agora, se você morrer a minha missão falha e então eu...

Mas antes que ele termine de falar, vejo uma lâmina saindo de seu peito, bem na região onde fica o coração. Não demora muito pra que eu veja Arkenpo se levantando cambaleando atrás dele e retirando a espada para logo depois dar um golpe fatal em seu pescoço, decepando-o imediatamente e dizendo:

-Morre de vez seu escravo desgraçado! E agora vai ser sua vez sua vagabunda!

Ele aplica um golpe contra mim e sou  rápida o suficiente para levantar minha lâmina direita, estou incapaz de usar meu braço esquerdo nesse momento. Arkenpo dá três passos pra trás, é notável que ele está exausto, coloca a mão na cabeça e então no ferimento de mordida. Eu me levanto cambaleando, o observo, tento raciocinar direito, aparentemente ele está fazendo o mesmo.

Olho para baixo e vejo o corpo de Acarium no chão, sua cabeça está jogada na lama a uns dois metros de distância. Nesse momento de distração, Arkenpo corre em minha direção, mas eu saio da frente e chuto sua perna, ele cai dando um grito e sua espada voa longe. Vou até o caldeirão de metal e o pego.

Quando me viro, vejo Arkenpo rastejando em direção à espada, começo a andar, acho que vou vomitar, mas não posso fraquejar nesse momento, tenho que acabar de vez com esse desgraçado. Ando lentamente em sua direção e quando ele coloca a mão na espada, o golpeio com o caldeirão. Uso apenas uma mão, é cansativo, mas não posso usar a outra e não posso desistir. O golpeio de novo e de novo e de novo. A raiva toma conta do meu corpo:

-Seu desgraçado! Você é um verdadeiro lixo que não merece viver.

Bato de novo e de novo e de novo... Não sei quanto tempo faço isso, mas percebo que já não há mais uma cabeça onde bato, apenas uma gosma vermelha. Eu vomito e sinto uma pancada na cabeça, alguém me acertou. Olho para o lado e vejo os pés da pessoa se aproximando, ele recolhe minhas espadas, depois disso retorna e me levanta. É um garoto, nunca o vi, tento resistir, mas estou fraca, vomito novamente, ele me guia com dificuldade até um cavalo e fala:

-Acabou, vamos embora.

Ele me ajuda a subir na cela do cavalo e logo caio para frente, sobe então em outro cavalo e puxa o meu pela corda. Os animais começam a correr, o garoto olha pra trás de vez em quando, mas segue firme. Não sei o que está acontecendo ou quem é essa pessoa, mas não tenho certeza que ele esteja me levando para um lugar bom, noto que ele está com minhas espadas, por que me desarmou? Por que me atacou? Estará em busca de recompensa?

1 - Se jogar do cavalo e se arrastar pra dentro de umas das barracas.
2 - Apenas se segurar firme e ver o que vai acontecer.

Por favor apontem erros, vocês tem até dia 14 pra votar. Por favor apontem erros. Esse conto se passa no mesmo universo do livro O céu não existe.

3 comentários:

Afranio Filho disse...

2

LincolnVS disse...

E ai cara, blz? to gostando muito do conto, eu ia comentar no capitulo 33 mas acho que encontrei um erro nesse.

"Sou uma lutadora de arena, Acarium faz parte da elite de Xibalba e embora seja um bom lutador em relação a muitos guerreiros, o meu treinamento era intenso e constante."

acho que ali onde esta escrito "Acarium" era pra ta escrito "Arkenpo"!

Skywalkerpg disse...

Isso mesmo, eu errei, muito obrigado já corrigi aqui. =D