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domingo, 9 de agosto de 2015

Lúcio - Conheça o personagem brasileiro de Overwatch

Como já falei aqui, a primeira vez que vi Overwatch, não me encantou muito, parecia demais que toda a mecânica de Team Fortress 2 seria simplesmente copiada e em algo que não me pareceu tão "brilhante", por ser um jogo futurístico e sempre que vejo coisas no futuro, sei que é preciso ter um baita de um cuidado para não se parecer esculachado demais o negócio onde se inventa um monte de elementos aleatórios e sem noção e se joga de qualquer jeito.

Porém cada vez mais vi o empenho da Blizzard em não deixá-lo mais atraente para o público em geral. Quando vi o curta metragem em forma de animação e ainda dublado, foi como acordar e perceber que não era qualquer empresa que estava fazendo o jogo, mas sim a Blizzard, e aí sim fiquei mais atento para o que estava para vir.


É claro, um curta não era o suficiente e além do mais a Valve já tinha lançado muitos anos antes a fabulosa série Meet the, que deixou os fãs loucos pelo próximo episódio. Mesmo assim depois disso, a Blizzard começou a lançar uma coisa atrás da outra mais interessante, e entre elas estava um detalhe atraente voltado mais especificamente para o mercado brasileiro, um personagem brasileiro!

Assuma vai, você no mínimo fica curioso ao descobrir que tem um personagem "nacional" dentro de um jogo, ainda mais quando se trata de uma franquia de peso bancada por uma grande empresa. E eu achei bem legal mas claro, no fim das contas, isso não muda nada de verdade. Porém é interessante fazer essas divisões regionais, pois pessoas de vários países criam uma afinidade maior por determinados personagens.
Lúcio Correia dos Santos é o nome completo do personagem brasileiro e já começa bem pelo nome. Isso porque é muito comum ver personagens brasileiros com nomes ou sobrenomes americanos. Mas esse aqui usa até acento no nome, o que é algo que pode complicar, pois o teclado americano não tem "ú" só tem "u".

Sei que é um pequeno detalhe que pode não ser nem notado, mas vamos supor que o nome do personagem fosse "Sean Matsuda", por mais que ele fosse brasileiro e que tivesse uma explicação do tipo "Seus pais eram japoneses", aquela emoção de algo nacional fica um tanto deformada. E é muito comum rolar isso, o que faz parecer que não existe pesquisa na maioria das empresas, apenas dizem "É do Brasil".

O personagem nasceu no Rio de Janeiro e tem 26 anos, é um DJ e usa música para dar suporte a outros personagens. Ele pode curar, aumentar a velocidade, gerar uma barreira de som, e lançar ondas que empurram personagens para longe. Ele ainda se move muito rapidamente com seus patins e pode patinar pelas paredes, sendo bem ágil. O texto oficial de história que foi feito pela blizzard é esse:

"Lúcio é uma celebridade internacional que inspira a mudança social através de suas músicas e ações.

Lúcio Correia dos Santos cresceu no Rio de Janeiro, em uma favela pobre e super populosa, que sofreu muito com o revés financeiro após a Crise Ômnica. Com o Brasil iniciando o longo processo de recuperação, ele quis encontrar uma forma de avivar os espíritos daqueles a seu redor. Ele encontrou o que procurava na música e no poder que ela tem de aproximar as pessoas, ajudando-as até mesmo a esquecer seus problemas, mesmo que apenas por um momento. Ele se apresentava nas ruas, em festas na comunidade, e quando foi ficando mais velho, em uma série de shows lendários da cena underground.

Mas a comunidade unida de Lúcio se transformou em um caos quando a Corporação Vishkar, uma multinacional, assinou um contrato para reconstruir grandes porções da cidade. Foi dito a Lúcio e seus vizinhos que o desenvolvimento melhoraria suas vidas. Mas essa promessa nunca virou realidade. A Vishkar impôs um controle a seus residentes sob a alegação de construir uma sociedade com mais ordem: colocando toques de recolher, atacando comportamentos que a companhia via como imorais e explorando a população como força de trabalho barata.

Lúcio não podia aceitar isso. Ele roubou a tecnologia sônica da Vishkar que havia sido usada para oprimir a população e converteu em uma ferramenta para motivá-los à ação. Com uma revolta popular, eles expulsaram a Vishkar de suas vizinhanças. A liderança de Lúcio o transformou da noite para o dia em celebridade e um símbolo de mudança social positiva. Sua música teve uma explosão de popularidade. Antes ele se apresentava localmente, agora ele enchia as arenas ao redor do mundo.

Com sua nova fama, Lúcio percebeu que tinha a oportunidade de fazer a diferença e mudar o mundo para melhor."

E nesse vídeo aqui é mostrado com textos em português os detalhes sobre a forma do personagem agir:


Tem algumas pessoas reclamando que ele é negro e nasceu na favela, que ele poderia ser branco e que nunca veem brasileiros como brancos e bla bla bla... Mas convenhamos, no fim das contas isso importa de verdade? Sim, existe o racismo e tudo mais, e muita gente menospreza negros. Mas ok, vamos supor que colocassem ele como um loiro de olhos azuis que nasceu em uma zona nobre de alguma cidade do sul e tivesse um sobrenome gringo chique.

Legal pra caramba né? Mas isso realmente nos simbolizaria? Uahahahaha, qual é né!? Você pode até viver em uma área nobre onde não seja comum pessoas que nasceram na favela e todo mundo pareça italiano, mas você realmente acha que esse seu meio simbolizaria bem o nosso país inteiro? Se você viajasse por ele seria mais fácil achar alguém como gente do seu meio ou um Lúcio Correia dos Santos da vida?

Uma das coisas legais de se ver quando tem ligação a nosso país em obras é exatamente o estereótipo, até porque ninguém reclama quando se pensa em um mexicano e já se imagina um baixinho com uma corneta e um sombrero (aquele chapéu gigante) na cabeça, e os mexicanos poderiam dizer "Mas nós temos loiros dos olhos azuis com sobrenome "Paganelli".

É possível achar o jogo a venda por um preço muito mais barato que na battlenet no site do G2A e eles aceitam boleto bancário! Dê uma conferida aqui!

3 comentários:

Matt Kist disse...

Hahahaha! Boa Sky.
Na verdade foi a primeira crítica que pensei quando vi esta notícia em um outro site, pensei: "Nada como um personagem estereotipado para representar o Brasil". Qualé, vamos lá, temos favela, um personagem negro jovem e bonito, vestindo cores nacionais e se vacilar deve ser um DJ de baile funk.
E daí, li sua matéria Sky, e resolvi fazer uma breve pesquisa na wikipedia.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Composi%C3%A7%C3%A3o_%C3%A9tnica_do_Brasil

Segundo esta página da wikipedia, que cita o IBGE, 45,9% da população brasileira se declara branca, enquanto 43,1% se declara parda e apenas 7,6% se declara negra.

E agora? o.o
Qual etnia melhor representa o Brasil?

Hehehehe. Não. Sério, não dou a mínina para esse negócio de cor de pele (que me nego a chamar de preconceito racial, porque todos nós somos animais da mesma raça), até porque eu tenho uma história muito esquisita sobre minha infância para contar:
Nasci em uma cidade do interior do RS, onde as pessoas falam alemão, umas 70% das pessoas são loiras e umas 40% possuem olhos claros, meu sobrenome é alemão (Kist), e eu nasci com um pai loiro de olhos azuis, um irmão loiro de olhos verdes mas puxei a genética de minha mãe, que tem um avô espanhol e uma avó uruguaia. Portanto tenho essa cor de pele mais escura, a qual meu irmão mais velho sempre invejou e passava horas tomando banho de sol para tentar conseguir uma cor parecida.
Na minha certidão de nascimento, consta que sou branco, e minha cor de pele infelizmente não é escura suficiente para eu conseguir cota para pardo nos concursos públicos que estou prestando, agora que me formei.
Na cidade onde eu nasci, fui considerado negro na escola, minha cor de pele diferente sempre foi uma característica minha comentada. Mas o pior não é isso. O pior é que em meio à brancos (que eram a maioria), eu era negro, e em meio à negros, eu era branco. Por isso nunca me encaixei em tribo alguma na escola. E isso resume minha avaliação sobre cor de pele...

Super Suporte disse...

Bah, um suporte q não faz nada. Pelo menos ele é divertido.
To custando a acreditar que o jogo é gratis '-'

Rodrigo disse...

Sei que estou atrasado mas agora que lançou a sombra, a quantidade de merda dita nesse Post fica mais clara. Sombra é mexicana e não é estereotipada. Negros representam apenas 8% da população brasileira, se o lucio tivesse que ser estereotipado e estivesse representando o brasil, ele seria pardo e não negro. Ele inclusive é um dos únicos personagens do jogo que não tem uma fala em sua língua original e os próprios gringos dizem que ele não lembra em nada um brasileiro.

Lúcio não me representa pois ele parece apenas um negro baladeiro padrão encontrado em qualquer rua de NY e não um brasileiro. Adeus.