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sexta-feira, 12 de junho de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 28

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 28

Ensis se levanta imediatamente, os olhares continuam em cima dela, como se todos tentassem raciocinar direito as informações dadas. E finalmente um dos homens saca a espada e parte para cima da guerreira, que rapidamente saca suas duas espadas e em um giro, desliza as lâminas avermelhadas pelo pescoço e peito do homem, matando-o na hora. Todos sacam suas armas e Ensis assume sua típica posição de combate, dizendo:

-Aproximem-se, e vocês vão entender porque me chamam de Morte!
-Nós somos dezenas, você só é uma querida! - Diz um dos homens em tom de deboche.
-É verdade, e todos aqui sabem que sou capaz de tirar a vida de muitos antes de morrer, você vai querer estar na lista?

Apesar de tudo, Ensis sempre soube que está apenas ganhando tempo para tentar pensar em alguma escapatória. Ela não está lidando com um monte de soldadinhos em roupas engomadas, mas sim com guerreiros que saíram alegremente para caçar alados, algo que cidadãos do Reino do Éden inteiro consideram uma verdadeira tolice. Sendo assim, atacar uma humana não é nada até para os mais fracos deles. O tenso momento é interrompido pela voz de Acarium, que diz:

-Senhores, pensem bem no que estão fazendo! Será que isso é mesmo verdade? Todos odeiam a Morte pelo o que ela fez na arena, muita gente quer ela morta. E se esse for um dos casos em que alguém apenas está tentando matá-la? O que Ogumir iria pensar disso? Que vocês a mataram por um mero palpite? Quem garante que esse homem - Diz ele apontando para o mensageiro, que imediatamente coloca a mão em sua espada de forma ameaçadora - não apenas foi contratado por alguém que a quer morta?

Nesse instante, a tensão se volta completamente para Acarium e o mensageiro, todos parecem pensativos sobre o próximo movimento. Ensis começa a se preocupar, a qualquer momento seu companheiro pode ser morto pela espada do mensageiro, ela se sente agradecida, mas sabe que a tensão está quase tão terrível quanto antes.

Dessa vez o que quebra o silêncio é um som que Acarium já tinha escutado antes, uma risadinha, porém todos os presentes direcionam os olhares para a origem dela e veem um guerreiro parado, com cara de assustado enquanto as risadinhas continuam. Ensis vai descendo o olhar pelo corpo trêmulo do homem, até perceber que pouco atrás dele, do lado esquerdo, tem uma criança de uns três anos de idade, com sua mãozinha encostada na batata da perna do homem. É um menino, cabelos loiros encaracolados, um belo sorriso e vestido apenas com uma fralda branca. Após uma última risadinha, o menino fala:

-Vocês são engraçados.
-Querubim!!! - Grita um dos guerreiros, quebrando definitivamente o silêncio.

Logo após isso, a batata da perna do homem explode, ao mesmo tempo que a criança dá um enorme salto para trás, revelando em meio às trevas, um grande par de asas transparentes, como se feitas de água, que ficam expostas apenas por um instante, para logo desaparecerem novamente.

Risadinhas começam a surgir por toda parte, e novas crianças passam a aparecer pelo o acampamento, todos os guerreiros assumem posição de combate. Algumas das crianças aladas pulam nos homens, a maioria desvia, mas outros são tocados por suas pequenas mãos e logo depois a área do corpo que recebeu o contato explode.

Um violento combate se inicia, a escuridão e elemento surpresa dão uma certa vantagem aos alados, no entanto os guerreiros de Xibalba já enfrentaram isso antes, e lutam fervorosamente sem temer. Um dos homens é atacado por quatro Querubins ao mesmo tempo e seu corpo inteiro explode em dois segundos, gerando um banho de sangue nas pessoas próximas.

Simultaneamente, um homem crava uma enorme espada no pequeno peito de uma das criaturas celestiais, atravessando-o e deslizando pela carne enquanto fazendo um som horrível, no entanto o guerreiro comete o erro de empurrar o suficiente a ponto das mãos da criatura tocarem a sua, fazendo-a explodir. Mesmo assim o homem usa a outra mão para pegar uma espada no chão e decapitar o Querubim.

Próximo dali, um servo assustado agita uma tocha, tentando afastar uma das crianças aladas, que dá um sorriso inocente, se divertindo com a situação. O servo dá vários passos para trás e o alado se aproxima saltando para um lado e para o outro, como se procurasse uma brecha para passar. De repente o Querubim se movimenta reto em direção ao homem, que abaixa a tocha violentamente, e nesse momento o ser segura em seu dedo mindinho com sua pequena mão, e com a outra segura a tocha e a arranca. O homem fica curvado para frente, paralisado de medo, assim como o pequeno ser celestial também não se move, agora segura a tocha apontando para trás, como se distanciando o objeto do alcance do homem, e com a outra mão apenas segura o dedinho, o homem fala gaguejando sem mover um músculo:

-Por... Por favor...

E para a sua surpresa, o pequeno ser mexe levemente a cabeça para a esquerda enquanto dá um belo sorriso, e solta o dedo do homem. Ele fica muito surpreso e olha para a mão, sem acreditar, mas não tem muito tempo para pensar, pois o Querubim em um movimento brusco, enfia a tocha na boca do homem, e rapidamente direciona a outra mão para sua testa. O servo chega a se mover alguns centímetros para trás antes de sua cabeça explodir e vários miolos voarem para trás.

Enquanto isso, alguns guerreiros não desistem de atacar Ensis, e a mulher se defende velozmente. Graças a sua sofisticada técnica com duas espadas, ela tem uma vantagem, podendo atacar e defender ao mesmo tempo, sendo superior a muitos adversários, que ficam indefesos enquanto suas lâminas estão se cruzando com uma das armas de Ensis.

Um guerreiro surge em meio à gritaria, correndo enquanto grita, ele é jovem e a mulher rapidamente deduz que deve ser algum novato em busca de glória. Isso é comprovado assim que ele se aproxima com a espada para cima, e rapidamente tem seu coração atravessado pela lâmina da morte, que finaliza decapitando-o e rapidamente retirando a arma para continuar a lutar.

Novamente um adversário aparece, dessa vez um homem bem mais forte que ela, o que faz com que seja necessário usar as duas espadas para absorver o impacto dos ataques. Mesmo assim, a cada pancada, Ensis precisa se se segurar, sentindo seus pés deslizarem pela terra, enquanto tenta achar alguma forma de feri-lo e torce para que nenhum outro guerreiro se aproxime por trás.

Para a surpresa da mulher, o que acontece é exatamente o contrário, e Acarium se aproxima por trás do homem, enfiando um punhal na batata de sua perna, e fazendo-o imediatamente dobrar os joelhos e se virar, dando um soco no escravo, que rapidamente cai. Em meio a isso, a guerreira não perde tempo, e avança, o homem lhe lança um último olhar de surpresa e chega a mover a espada para tentar bloquear, mas não é rápido o suficiente e sua garganta é atravessada por uma das espadas da rival.

Acarium se recompõe e logo se afasta enquanto observa Ensis novamente lutando contra múltiplos inimigos. Ele tenta pensar em algo, quando um pequeno Querubim pousa em sua frente, fazendo seu coração acelerar ainda mais. Por reflexo, o escravo pega um balde de madeira próximo a ele e com as duas mãos, aponta para o ser celestial, que solta um bela gargalhada infantil, se divertindo com a reação do homem.

O escravo começa a dar alguns passos para trás, enquanto espreita algum guerreiro próximo para que assim possa desviar a atenção da criatura. Não demora muito até achar algum, e continua dando passos para trás, mas o pequeno ser celestial simplesmente ignora o guerreiro de costas em combate com um outro ser, mas assim que passa pelo lutador, o Querubim maldosamente põe a mão na batata da perna dele, fazendo-a explodir em sangue logo depois.

Mas para a surpresa da criatura, ao cair no chão, o guerreiro ferido observa seu atacante e com ferocidade, ataca de forma descuidada com a espada, porém ao invés de acertar o ser com a lâmina, é a parte lateral lisa que acerta a cabeça do Querubim, lançando-o para longe. Um segundo guerreiro logo aparece, e com muito ódio começa a pisar na cabeça do ser, é possível ouvir o som de seu crânio quebrando e logo ele é novamente chutado.

Mais homens passam a espancar o Querubim em meio a vários chutes que lançam seu corpo para diversos lados. Acarium sente-se preocupado por um instante, já que todos sabem que um toque desse tipo de alado é o suficiente para explodir qualquer coisa feita de carne, mas logo se lembra que nem conhece esses homens. Imagina que a ferocidade dos homens de Xibalba os leve a fazer coisas inconsequentes como essa, ou talvez estejam contando que o fato de estarem vestidos com calças seja o suficiente para estarem protegidos do toque da morte.

Em um dado momento, o ser vai parar em um canto e mais um homem chega para chutá-lo, porém dessa vez a criatura salta no rosto do homem e a explode. O ser finalmente fica em pé mais uma vez, após tantos chutes, ele está de costas e Acarium pode ver que a cabeça do alado está desfigurada, e se enche de horror ao ver os pedaços de pele e ossos começarem a se mover de forma nojenta, com vida própria.

Os pedaços do que antes eram a sua cabeça, começam a criar um imenso bico, e uma nova cabeça se forma, mas dessa vez não humana, mas sim a imensa cabeça de uma águia, e o coração do escravo começa a bater ainda mais forte ao ver que apesar de estar de costas, a nova cabeça olha para trás, diretamente para Acarium.

Mesmo com olhos na parte de trás, a criatura começa a se virar e o escravo percebe que do lado direito de sua cabeça, há uma segunda cabeça de leão, que é grudada a primeira, e ao se virar completamente, é possível notar que na parte da frente existe um rosto humano enquanto do lado esquerdo, uma cabeça de boi com enormes chifres.

O corpo do Querubim começa a aumentar de tamanho, até atingir o que Acarium julga ser dois metros de altura, e quatro imensas asas bem visíveis surgem em suas costas, sendo que os dois pares de baixo se dobram para frente, cobrindo o corpo da criatura e deixando a mostra apenas suas cabeças parte de seu peito a mostra, além de suas mãos que seguram as beiradas das asas. O rosto de homem não sorri como os pequenos Querubins, apenas olha fixamente para Acarium.

O escravo dá alguns passos para trás, tenta pensar em algo e teme que a criatura tenha decidido que somente quer ele. No entanto quando olha ao redor, percebe que os homens que antes chutavam o ser, ainda o estão observando e preparados para o combate. De repente um deles grita:

-Segunda forma!

Isso faz com que diversos homens olhem em direção ao que gritou, e logo depois em direção ao enorme Querubim que assumiu a segunda forma que esse tipo de alado contém. Diversos guerreiros correm em direção a criatura para atacá-la, mas antes que se aproximem, suas enormes asas traseiras batem, fazendo uma grande ventania que faz com que todos parem por um momento, com a poeira repentina.

As barracas balançam com força, mas os homens logo se recompõem e seguem em direção a criatura, que dá um salto, e voa reto em direção ao céu, rapidamente desaparecendo no céu noturno, tornando-se apenas um vulto que se move rapidamente. De repente Acarium se surpreende ao ouvir um pesado som atrás dele, o homem se vira, e vê que o enorme Querubim está de lado, com a cabeça de boi olhando para ele. Logo a mão esquerda da criatura solta a beirada da asa e se estendendo em direção ao rosto do escravo.

Acarium dá um passo para trás, mas se surpreende quando um guerreiro repentinamente aparece, deslizando sua lâmina com brutalidade no braço do alado, e arrancando imediatamente o membro. As quatro cabeças da criatura gritam com sons diferentes de dor. Nesse momento o escravo aproveita para correr, vários guerreiros cercam o Querubim e começam a atacá-lo.

O escravo corre e se arrasta para dentro de uma barraca, sai pelos fundos e entra em outra e repete isso várias vezes, tentando sumir dos diversos olhos da criatura. Quando se distancia o suficiente, percebe que a atenção dela se voltou completamente para os guerreiros, que passam a lutar arduamente, porém diversos deles explodindo ao toque do enorme ser.

1 - Ficar escondido por algum tempo em uma barraca.
2 - Ir procurar Ensis.
3 - Chamar a atenção do máximo de guerreiros possíveis, para o Querubim em segunda forma.

Galera, mil perdões, eu queria que esse capítulo pegasse essa parte inteira do acampamento, mas escrevi, escrevi e não consegui, mas em compensação mesmo não sendo a parte completa, ao menos é bem maior que outros capítulos. Vocês tem até dia 15/06/2015 para votar, essa história se passa no mesmo universo do livro O céu não existe.

2 comentários:

Yago Gama Araujo disse...

No parágrafo 16, o jovem guerreiro que ataca Ensis tem dois gêneros,decida se é home ou mulher XD
PS: vc se inspirou em Berserker para criar esse combate?

Iscai NM disse...

Muito obrigado, arrumei. Não me inspirei em Berserk não, no entanto eu sou muito fã e é a segunda vez que alguém pergunta isso, sendo assim talvez eu tenha me inspirado inconscientemente.