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quinta-feira, 2 de abril de 2015

In Verbis Virtus - Jogue magias usando sua própria voz!

Esse é um daqueles jogos que você percebe rapidamente que tem uma receita poderosa, algo que você sente que já deveria ter sido inventado há muitos anos atrás, mas que por algum motivo, simplesmente não fizeram. É algo que basta alguém te mostrar a ideia que você sente o quanto ela é inovadora, e apesar de impor um limite aos jogadores, é como em Boktai, aquele jogo que limita seus poderes a jogar quando tem luz do sol, mas que é exatamente esse o charme da coisa, e aqui você percebe o mesmo, mas ao invés de precisar de um de cartucho sensível ao sol, aqui o que você precisa é meramente um microfone.

Aqui você assume o papel de um feiticeiro que fica obcecado com uma linguagem misteriosa que está presente em várias partes do mundo, porém por mais que ele a estude, é muito difícil conseguir fazer uma tradução, e assim ele passa a explorar lugares em busca de mais textos. Isso o leva a um templo antigo no meio do deserto e aos poucos ele vai fazendo anotações em seu diário, a medida que acha determinadas escrituras, mesmo assim, a língua o fascina cada vez mais, pois determinadas frases descobertas fazem com que ele materialize magia.


Nossa, esse é daqueles jogos que você olha e pensa "Meu Deus! Que loucura! Isso sim é um jogo fantástico!". Enquanto somos tão acostumados a apertar botões para lançar magias, aqui basta nós pronunciarmos as palavras mágicas e vemos a coisa acontecer bem em nossa frente, é algo lindo e que chega a dar arrepios, mas antes de falarmos disso, é melhor eu explicar um pouco sobre o jogo em si.

Tive uma sensação lovecraftiana ao jogá-lo, a isso porque essa ideia de uma linguagem misteriosa misturada que é capaz de criar efeitos mágicos, um templo no meio do deserto, coisas belas, surreais e também horrores surgindo do nada é algo que lembra muito os Mitos de Cthulhu, e rapidamente aquela sensação de mistério e ser um explorador que está se envolvendo com o desconhecido me fez sentir em algo próximo daquele universo, mas apesar disso também consegue ser algo diferente, com um toque próprio que relembra aventuras medievais.

Quando fui jogar pela primeira vez, fiquei desconfiado, afinal de contas a proposta do jogo parecia ser um tanto ousada demais. Mesmo assim não pude parar de pensar que há anos todo mundo tem microfone, é difícil achar alguém que não tenha, e mesmo assim é algo extremamente barato. Sendo assim jogos que usam a fala já deveriam ser mais comuns, mas me veio em mente que poderia ser exatamente o que me fez desconfiar que impediu isso, ou seja, o próprio reconhecimento de voz.

O problema de reconhecimento, nem é tanto o fato dos caras terem que configurar algo para o inglês e nem todos souberem pronunciar, mas as vezes até o tom de voz, ou a pessoa falar um pouco embolado, entre outras coisas. Mas hoje as coisas estão mais evoluídas, a Nintendo por exemplo arriscou um bocado na época do Nintendo DS, apesar de que alguns jogos bastavam apenas um barulho no microfone pra ele identificar como "Você falou as palavras", porém também haviam alguns que inovavam, como o Nintendogs, onde você ensinava truques a um cachorrinho e era você que inventava as palavras e cada vez mais o console reconhecia suas ordens e o cachorrinho te obedecia.

Ao entrar no jogo pela primeira vez, tomei um susto com os gráficos, isso porque são muito bem feitos e eu esperava por algo mais indie, mais desleixado... Só que não, as coisas foram muito bem polidas, e sei que boa parte disso se deve aos efeitos proporcionados pela Unreal Engine, e em meio a um monte de filtros, surgiu algo belo e incrível de se ver! Uma ruína sombria, mas cheia de efeitos luminosos e coisas surreais.

Mas vamos a parte que realmente interessa, a magia! No começo do jogo, você começa sem nada e naturalmente vai andando e já pensando o tempo todo na hora em que você finalmente vai poder lançar algo. Mas isso também me levou a umas dúvidas, eu me perguntava se iria apenas apontar a câmera pra um lado e falar magias para ver acontecendo, pois querendo ou não, os jogos tem algo bem "tátil" e essa sensação gostosa de apertar um botão é como se fosse algo que te teletransportasse para o jogo, te colocasse em contato com aquilo, é a sua ligação física com aquele universo. É por isso que tanta gente detesta telas sensíveis ao toque, a falta de uma sensação "Mecânica" que um botão oferece, é algo desagradável. Sendo assim eu me perguntava se seria tão agradável assim.

Pra minha felicidade, os criadores me surpreenderam, pois o jogo mistura os dois, você não simplesmente fala a magia, você primeiro tem que apertar o botão do mouse para que seu personagem levante a mão, então nesse momento você fala as palavras mágicas e aí solta o botão para que ele aconteça. Isso foi uma ótima ideia por dois motivos, primeiro o de suprir a vontade de apertar botão, depois porque assim o jogo sabe que aquele é o momento que ele tem que ficar "Atento" ao que vai sair de sua boca, pois se apertou é porque quer usar magia.

A primeira magia que peguei, me deixou nervoso, primeiro falei sem apertar nada e não aconteceu nada obviamente, aí tentei de novo com a mão estendida, então fui testando as pronuncias "Será que é algo com som do inglês? Ou será que é algo mais pro latim?", já que as palavras são em uma língua desconhecida que soa como latim. Não demorou muito para eu conseguir, e assim passei a testar usando tons diferentes, fiquei impressionado em como reconhecia fácil, tanto que pensei que qualquer palavra terminado com determinada vogal, faria aquilo, e aí tentei de formas erradas e não ia. Isso gerou palmas para o jogo!

É tão fantástico você ir aprendendo magias novas e então se perder nelas, ter que abrir o diário para lembrar, se embolar nas palavras mágicas ou misturar palavras de magias diferentes. Quando fui ver o trailer depois, achei demais ver um jogador usando uma pronuncia bem diferente da minha, mas que eu conseguia entender que magia era aquela.

O foco do jogo é a resolução de quebra cabeças, como por exemplo lançar um raio em um mecanismo para ativá-lo, fazer uma bola de luz em sua mão para iluminar um caminho escuro no chão. Mas existem também criaturas que vez ou outra aparecerão e combates, ou mesmo fugas, por exemplo na primeira vez que encontrei pequenas criaturas que me atacaram, eu voltei e corri loucamente em meio a um monte de labirintos. Mas imagina você entrando em combate e na tentativa de lançar uma bola de fogo, acaba acendendo uma bola de energia hahaha, ou mesmo nervosamente abrindo o diário para consultar magias, são possibilidades fantásticas de se ver, passa aquela sensação de realmente ser um mago.

Enfim, fica essa dica de jogo com uma ideia fantástica e muito bem aplicada, definitivamente se você sempre quis lançar magias com você mesmo falando, esse será um sonho se realizando. Teletransporte? Telecinese? Pirocinese? Eu sei que é disso que você está precisando em sua vida com um par de palavras! É claro que sua família vai te achar mais esquisito do que já é jogando isso, mas vai valer a pena! Se você sempre viu aqueles livros de magia e ficou com medo, mas queria usar elas, é hora de fazer isso em segurança! Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

Um comentário:

andrey costa disse...

O jogo custa 30 reais '-' ai que ódio '-' deveria existir bolsa gamer!! To tri afim de jogar :'(