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quarta-feira, 25 de março de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 23

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 23

Ensis retira suas duas espadas e assume posição de combate, ela analisa Arkenpo de cima a baixo como costuma fazer com todos os adversários. Apesar de ser um pouco mais jovem que a guerreira, ela sempre o achou irritante e mimado, sempre foram bem diferentes e por isso conversavam apenas quando necessário. Um sorriso de superioridade surge no rosto do sobrinho de Ogumir, que então diz:

-Eu vou te colocar no lugar onde você merece escrava.
-Você fala demais e se esquece que enquanto você dorme confortavelmente em sua cama luxuosa, eu treino diariamente por anos, não me confunda com as crianças que você enfrenta.
-Crianças que eu enfrento? Acho que o tempo em Xibalba realmente fez sua cabeça mudar, esqueceu que nasci aqui? Desde que nasci, tenho uma espada na mão.
-Você não sobreviveria sequer a um evento da arena.
-Isso nós vamos descobrir agora...

Arkenpo corre em direção a Ensis e ataca por cima, mas ela rapidamente levanta suas duas lâminas e bloqueia o golpe, mas rapidamente retira a lâmina da mão direita e desfere um golpe contra a cintura do rapaz, que recua imediatamente dando um salto para trás, a guerreira fala:

-Não é acostumado a lutar contra alguém que usa duas espadas? É melhor se adaptar se realmente acredita ser capaz de me vencer.

Ele não responde, mas seu rosto ganha uma coloração avermelhada enquanto observa as duas espadas como se analisasse uma boa forma de quebrar a defesa, Ensis percebe que o deixou nervoso. Após alguns segundos, Arkenpo parte mais uma vez para o ataque, dessa vez deslizando sua lâmina pela esquerda e mais uma vez a guerreira usa as duas espadas para bloquear, porém é surpreendida ao vê-lo se abaixar rapidamente e deslizar sua perna pelo chão. Em um reflexo rápido, a guerreira salta e dá um chute violento no rosto do adversário, que fica atordoado por um instante, mas se arrasta para trás, colocando desajeitadamente a espada a sua frente e se levanta, dessa vez com um pouco de terra no rosto. Ensis percebe que ele realmente não está em seu nível, ela já imaginava isso, mas nunca pôde realmente comprovar e imagina que por isso se tornou uma das campeãs da Casa de Ogumir, mesmo assim sabe que não pode subestimá-lo, pois ainda é um cidadão de Xibalba e uma coisa que ela aprendeu há anos foi que eles são imprevisíveis. Além disso, ela sabe que precisa também maneirar em seus golpes, pois apesar de feri-lo não gerar reais consequências, devido ao espírito guerreiro constante na cidade, matá-lo seria um enorme problema.

Arkenpo de repente começa uma sequencia frustrada de ataques em diversas direções, ele desvia de contra ataques de Ensis e continua, para ela é relativamente fácil se defender, devido à frustração do adversário, que parece fantasiar estar lutando bem, e em um dos ataques, a guerreira defende violentamente com uma das espadas, fazendo com que o braço do adversário recue devido ao impacto, deixando sua guarda completamente aberta, e nesse momento, Ensis desfere um soco certeiro no rosto de Arkenpo, que dá alguns passos pra trás e cai, ela então diz:

-Chega! A cidade está sob ataque e não tenho tempo para essa porcaria, vá matar alados, tenho o que fazer.
-Como você ousa?

Ensis se vira e novamente vai em direção ao portão de entrada, mas é surpreendida com Arkenpo saltando em seus ombros, a derrubando e começando a bater sua cabeça no chão, ela dá uma cotovelada em seu estômago e se vira dele rapidamente, os dois se afastam e se levantam. A guerreira se irrita, porém mantém em mente que não pode matá-lo, e assim passa a atacar. O adversário defende os primeiros ataques, porém logo se perde em meio aos golpes, já Ensis começa a acertá-lo com as laterais das espadas, ao invés de usar o fio, para assim apenas causar dor, evitando cortá-lo. Em determinado momento, ela bate com a espada na batata da perna esquerda dele, fazendo-o tropeçar e cair. Então se aproxima, mas quando está prestes a falar algo, ele aponta pra ela e grita:

-Guardas! Prendam essa escrava!

Imediatamente Ensis recebe um poderoso golpe na nuca, que a faz cair de joelhos, ela tenta se virar para ver o que aconteceu, mas recebe dois outros golpes nos ombros, fazendo com que caia completamente no chão e logo recebe mais alguns golpes. Arkenpo se levanta, dizendo:

-Essa traidora desgraçada estava querendo fugir da luta e...

Mas de repente ele para de falar e olha com surpresa para algo, Ensis se sente tonta, mas com um pouco de esforço, se ajoelha e olha, ela vê dois guardas e seu coração acelera ao perceber que o escravo que ela poupou a vida está com eles. Os homens então dizem:

-Senhor, achamos esse homem vestido com um de nossos mantos, eu pensava que era um dos nossos e quando fui avisar que a Casa precisava de todos, ele pediu para eu ir na frente que depois ele iria, achei suspeito e não reconheci a voz, ele tentou fugir, mas meu companheiro me ajudou a detê-lo.
-Olha só Morte, parece que seu amiguinho tá aqui, mas parece que isso não importa não é? Já que você quer ir lá fora pegar os Alados que fugiram, agora pode ir!

Arkenpo se aproxima irritado e chuta o rosto de Ensis, fazendo-a cair, ele então começa a chutá-la, perguntando constantemente se ela ainda quer ir lá fora. Apesar da guerreira tentar evitar os chutes, está atordoada. Até que ele para e pergunta ao escravo:

-Por que você saiu daquela sala? Por que fugiu?
-Eu não fugi, apenas fui ver o que estava acontecendo.
-E você...

Mas antes que ele termine de falar, um corpo de uma pessoa é arremessado violentamente contra a parede de uma casa, fazendo-o rolar e arrancando alguns pedaços de pedra da construção, além de deixar um rastro de sangue e logo depois cair no chão, indo parar aos pés de Arkenpo. Logo depois um raio vai em direção ao escravo, que se abaixa rapidamente, o guarda que o segura é atingido e sua pele começa a derreter, logo ficando em uma cor transparente e seu corpo inteiro se cristaliza. Ensis olha e vê um Principiado correndo de forma desleixada, porém rápida, e logo depois saltando e levantando voo, ele pega Arkenpo pelo peito e arremessa contra a muralha ao lado do portão, o outro guarda rapidamente assume posição de combate e passa a lutar conta a criatura, segundos depois Arkenpo retorna e também assume posição de combate.O escravo então estende a mão para Ensis e a ajuda a se levantar, dizendo baixo:

-Eu vou te tirar daqui.

Ensis não sabe se ele se referia a tirar da cidade ou da situação, mas algo que ela tinha em mente é que nesse momento, se ela quisesse seguir em frente com o que escolheu na arena, ela é que precisa dar um jeito de salvá-lo.

1 - Levá-lo imediatamente a Ogumir, para dar continuidade a mentira sobre o trato de ter matado o líder da Casa rival.
2 - Sair da cidade junto a Acarium para voltar a escondê-lo.
3 - Mandar Acarium sair da cidade e se esconder, pois precisa fingir que ele não tem real importância, e assim ajudar Arkenpo a lutar e manter a mentira, dizendo que realmente estava saindo da cidade apenas para matar os Principiados e nada tinha a ver com encontrar Acarium.
Vocês tem até amanhã 26/03/2015 para votar, por favor apontem os erros no texto, esse conto se passa no mesmo universo do livro A terra em que Deus mentiu.

6 comentários:

Eric Costa disse...

2

Paulo Rian disse...

3

Miya Seat Lee disse...

1

LBNerd disse...

sky, esta escrito em uma das falas de arkenpo "fora fora" um pouco depois que os guardas aparecem

Skywalkerpg disse...

Muito obrigado, arrumei! =D

Lucas Fabrízio disse...

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