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quarta-feira, 11 de março de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 21

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.

Capítulo 21 

Ensis se move rapidamente em direção à saída do grande salão, porém seu peso na consciência a faz sentir que é uma verdadeira eternidade o momento em que encara Ogumir nos olhos. O homem está coberto de sangue de alado, a porta do lugar está destroçada e diversos alados saem por ela. O mestre não demonstra decepção, ele está inexpressivo, porém a guerreira sente-se envergonhada em ter dito que não precisava provar nada.

Ela passa pelo homem e atravessa a porta, deslizando uma de suas espadas pelo ar e arrancando a asa de um dos alados, a criatura tomba no chão e antes que possa reagir, a outra espada vem em direção ao seu crânio, tirando-lhe imediatamente a vida. Ensis segue em frente, diversos Principiados passaram pela porta, pois Ogumir ordenou que cuidasse dos que conseguiram escapar. Ela sabe que seria inevitável as criaturas saírem do lugar, mas talvez tivesse uma chance, todas estão atordoadas pelo tempo em que ficaram presas, algumas nem ao menos conseguem voar, então mesmo que algumas fugissem, o Mestre de Casa e seu sobrinho Arkenpo estariam do lado de fora para eliminá-los, porém aquele breve momento em que os três quebraram a formação foi o suficiente para que as criaturas celestiais conseguissem escapar.

A guerreira está arrependida, porém sabe que precisa manter o foco, sabe que fez suas escolhas e que assim como poderia ter se concentrado completamente em eliminar as criaturas, também poderia ter morrido a um passo de estar livre da cidade caverna. Desde o início de seu treinamento como guerreira, sempre aprendeu a focalizar em um objetivo, e sabe que esse é o momento certo para manter seu objetivo em mente.

Ensis olha para cima e vê várias criaturas aladas se movendo em várias direções, ouve alguns gritos pela cidade e percebe que algumas pessoas estão lutando, em Xibalba até mesmo crianças não temem alados, pois desde cedo aprendem que devem confrontá-los, é um lugar completamente diferente do resto do reino e que é devido a uma grande revolta que que levou a ira da população contra seres celestiais. A mulher entra em um estabelecimento onde um homem vende ervas, ela fala bruscamente:

-Me dê um frasco!
-O que? Do que você está falando?
-A casa está sendo atacada por alados, não tenho tempo para explicações, me dê um frasco agora!

O homem se apressa em entregar um frasco cheio de ervas, Ensis derrama imediatamente o conteúdo e sai do lugar, ela pode ouvir o homem dizer:

-Mas eu vou cobrar por isso depois!

Rapidamente a guerreira se move em direção à ferraria do lugar, que não fica muito distante, ela olha pra cima e vê que alguns dos alados estão ultrapassando as muralhas do lugar, mas não se preocupa, pois já sabe como usará isso a seu favor. Ao entrar na ferraria, percebe que não há ninguém, certamente os trabalhadores do lugar saíram para ajudar no combate. Ensis pega uma lança e novamente vai para o lado de fora, localiza um dos alados e começa a persegui-lo, vê flechas voando, tentando atingir a criatura, até que uma a atordoa, fazendo recuar por um instante, a guerreira aproveita esse momento, mira e arremessa a lança, acertando as costas da criatura e fazendo com que desabe, desaparecendo atrás de uma casa.

Rapidamente Ensis vai naquela direção, e vê o monstro se debatendo no chão, tentando arrancar a arma de suas costas, um arqueiro se aproxima, e dispara com violência uma flecha na cabeça da criatura, logo depois arrancando-a de volta e se retirando. A mulher se aproxima, retira o frasco e coleta sangue da criatura, até deixar o recipiente cheio. Após isso levanta-se e vai em direção aos portões da Casa de Ogumir e quando está prestes a sair, ouve uma voz atrás dela:

-Saindo tão cedo?

Ao olhar, ela vê Arkenpo parado, banhado em sangue e com uma expressão cansada, ele imediatamente aponta sua espada para Ensis e continua:

-Escrava, você não fugirá do combate novamente antes de terminarmos, sua insubordinação não será tolerada.
-Estou indo atrás daqueles alados que fugiram, se chegarem até a cidade será ruim para a Casa de Ogumir.
-Outros irão, você fica!
-Você não manda em nada aqui, vai mesmo deixar de fazer o melhor para a Casa só por seus sentimentos pessoais?
-Tem certeza que sou eu que estou fazendo isso? Visitei seu amiguinho caolho ferido que usava seu manto, e esse frasco cheio de ouro rubro certamente não tem nada a ver com os alados que fugiram.
-O que? Você não tinha o direito de entrar lá! Você arrombou a porta?
-Só fiz o que é melhor pra casa de Ogumir, como você mesmo disse.

1 - Ficar
2 - Lutar contra Arkenpo
3 - Aproveitar o cansaço dele e fugir para localizar Acarium.

Vocês tem até meia noite pra votar, essa história se passa no mesmo universo do livro O céu não existe. Por favor apontem erros.