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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A terra em que Deus mentiu - Capítulo 16

Esse é um conto interativo onde após a leitura de cada capítulo, os leitores votam na decisão que o personagem tomará para a continuação. Antes de começar, leia o que veio anteriormente:


Por favor, leiam e apontem qualquer erro de português ou digitação, não precisam dizer em que linha está, apenas escrever o trecho e o acharei, isso garantirá que leitores que venham depois, possam ter uma leitura mais agradável.
Eu estava sem internet e estava apenas dando retoques em matérias que já estavam programadas para sair, sendo assim tava ruim pra postar capítulo novo, mas estou de volta.

Capítulo 16

Sinto frio, estou tremendo, não sei o que está acontecendo, é como se eu estivesse caindo em meio ao vazio, eu estou delirando? Isso é um sonho? Está tudo negro, eu não posso ver... Eu... Sim, me lembro agora, do Mestre de Casa, ele estava me torturando? Era isso? Tinha também outra pessoa lá... Quem era?

Eu abro os olhos assustado e imediatamente levo minha mão à face, não sinto dor, apenas arde, mas percebo que já não tenho mais meu olho, estou confuso, ele foi arrancado? Não... Lembro da agoniante sensação de senti-lo bater em minha bochecha. Merda... Eu estou cego? Estou confuso... Não, eu estou vendo, estou vendo meus pés, que lugar é esse?

Eu me sento, preciso me acalmar, preciso por minha cabeça no lugar, não posso surtar, tenho que me orientar. Eu sei que posso ser mais forte que isso, a vida é assim no Reino, pessoas perdem o tempo todo, chegou a minha vez, eu sabia que isso poderia acontecer quando eu chegasse em Xibalba, preciso respirar fundo e me concentrar, manter o foco. Já vi muita gente enlouquecer com as coisas que acontecem aqui, mas sei que conseguirei sobreviver.

Fecho os olhos, vamos lá... Meu nome é Acarium e eu fui contratado para entrar nessa cidade e resgatar uma mulher que está aqui há muito tempo, o trabalho era suicida, mas com um prêmio mais do que importante pra mim. Consegui entrar como escravo, o que foi assustador, mas sempre soube que eu poderia sair, estudei a cidade inteira, mapas, famílias, tudo. Infelizmente as coisas não deram tão certo, mas a sorte sorriu, sei que poderei sair daqui, apenas tenho que convencer Ensis a me ajudar e se ajudar. Eu perdi um olho, isso é horrível, mas não posso ter pena de mim, sei que sou forte o suficiente para aturar isso, não posso pensar em como tudo poderia ter sido diferente, as coisas são como são.

Muito bem... Estou focado, agora preciso analisar o momento. Abro meus olhos, me sento, estou em uma cama de madeira sustentada por correntes na parede. Isso não é a prisão, guardas me levaram? É algum tipo de sala de tortura? Aquele Mestre de Casa me trouxe aqui? Há sangue por toda parte, é meu? Alguma outra parte minha foi retirada? Não... Posso ver que estou inteiro, mas não sinto a dor que deveria sentir, talvez eu tenha ficado desmaiado por dias, ou talvez apenas um instante. Esse quarto é escuro, ouço vozes lá fora, alguns gritos de horror, nem todos os sons vem de humanos.

Droga! Preciso focar em um pensamento apenas, vamos tentar novamente, o sangue não é meu, pelo menos não ao todo, há por toda parte, pela forma que está espalhado, não parece ser resultado de um ferimento. Como não sinto dor, deduzo que isso seja Ouro Rubro, sangue de criaturas aladas, com efeitos curativos mágicos. Sim, é isso... Então alguém cuidou de mim? Agora estou lembrando, vim andando até esse lugar, eu estava seguindo alguém, era Ensis! Ela pediu para que eu ficasse aqui.

Estou com medo, mas tenho que manter o foco, vejo em meio a escuridão, a porta se abrindo lentamente e uma mão surgir, segurando em sua beirada. Logo depois, vejo o rosto de um jovem homem. Minha visão está um pouco desfocada, ele me olha com seriedade, e então se aproxima, observo em suas roupas. As cores são vermelho e marrom, representando a casa de Ogumir, a mesma de Ensis. Ele fala:

-Você acordou.
-Sim, quem é você?
-Sou amigo de Ensis, eu cuidei do seu ferimento.
-Obrigado.
-Mas então, o que aconteceu?

Meu coração bate acelerado, não sei quem é ele, no entanto o meu modo de agir pode comprometer a conversa, parece amigável, mas estou perdido para fazer julgamentos. Levo minha mão ao olho e simulo estar sentindo dor. Logo digo:

-Estou meio perdido, desculpe, acho que vou vomitar. O que aconteceu?
-Ensis te trouxe a esse lugar, cuidei de seu olho com Ouro Rubro.
-Cadê ela?
-Ela está...

Nesse momento uma gritaria mais alta do que o comum se inicia lá fora, várias vozes que gritam por algo, entre elas é possível ouvir coisas como "Rulter morreu!" e "Mestre de Casa foi assassinado!". Isso chama a atenção tanto minha, quanto do homem, que se levanta, e diz:

-Eu volto logo, fique aí.

Quando ele sai, vou até a porta, percebo que a tranca parece ter sido arrombada, lembro de Ensis saindo e me ameaçando, falando que se eu fugisse, ela me torturaria, no entanto me pergunto se eu realmente deveria ficar aqui.

1 - Ficar
2 - Fugir

Votem até meia noite de hoje pessoal, mais uma vez desculpem a demora, por favor apontem os erros. Essa história se passa no mesmo universo do livro O céu não existe.

4 comentários:

Jean SI disse...

2 - eu recomendo que o cara fuja

Iana Neri disse...

2

Eric Costa disse...

2

Rhenan Belém disse...

Rapaz, precisa melhorar a pontuação. Principalmente no que diz respeito às vírgulas.