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sábado, 20 de dezembro de 2014

O maravilhoso universo dos jogos de tabuleiro

Quem nunca passou maravilhosos momentos da infância jogando jogos de tabuleiro? Títulos como "Jogo da Vida", "WAR" e "Banco Imobiliário" são simplesmente muito conhecidos aqui no Brasil e tem a capacidade de roubar muitas horas da vida de alguém, mas compensar isso com uma diversão enorme. Mas para a maioria o tempo passa e cada vez fica menos comum se encontrar com um grupo de amigos, o que faz com que esses jogos fiquem apenas em boas lembranças. No entanto graças a empresas temendo arriscar, infelizmente no Brasil por muito tempo esse tipo de jogo ficou muito resumido a poucos títulos e a estilos não tão complexos, o que é uma pena, pois há jogos que com certeza surpreenderiam muita gente, mas nem imaginam que essas maravilhas existem.

Bom, certamente se você não conhece muito a fundo os jogos de tabuleiro, acaba naturalmente sendo limitado aos títulos clássicos já citados. Também já deve ter percebido a quantidade de versões que esses jogos tem, como por exemplo WAR Mitologia Grega, War Star Wars, WAR Isso, War Aquilo... No fim das contas são os mesmos jogos, mas apresentados de forma temáticas, o que faz com que fãs daquilo se atraiam e queiram comprar, algumas pessoas tem umas cinco variações do mesmo jogo onde só se muda a cara, mas a jogabilidade é a mesma. Não é que seja ruim jogar, mas acontece que é maravilhoso poder variar e tem muita coisa surpreendente por aí.




Mas afinal de contas, por que as empresas fazem isso se tem tantos títulos bons lá fora? Bom, o negócio é que esses jogos já são conhecidos no Brasil e já mostraram que vendem, sendo assim empresas como a GROW e a Estrela passaram a investir apenas naqueles mesmos jogos para que assim um pai fosse a uma loja de brinquedo, visse e reconhecesse, ao invés de simplesmente comprar qualquer coisa.

Sendo assim, os lançamentos de coisas novas sempre foram meio lentos e baseado no que já tinha, como as sequencias de jogos, para assim o público já ter uma base em cima. Eu lembro que quando eu era criança, meu amigo ganhou WAR 2 e ficamos loucos com aquilo, mas inicialmente não usávamos os aviões, que eram a grande novidade, isso porque parecia meio complicado, então adaptamos as regras e aos poucos fomos entendendo para finalmente jogarmos do jeito correto.

Há alguns anos atrás, eu estava no facebook conversando com o pessoal em um grupo sobre como alguns jogos de tabuleiros eram incríveis, mas simplesmente não eram lançados no Brasil. Aqueles ambientes medievais com miniaturas e algo tão mais atmosférico, algo bem da galera da nerdice mesmo, mas parecia sempre tão distante, e comentamos sobre esse tema, o medo das empresas e o problema do poder estar nas mãos delas, parecia um beco sem saída, afinal de contas se elas não lançassem, quem lançaria? Felizmente com o advento dos crowdfunding, as coisas começaram a mudar e as pessoas não precisavam mais de grandes empresas para lançarem sonhos, inclusive no Brasil, que começou engatinhando quase parando, mas logo passaram a surgir ótimos projetos de sucesso e assim empresas emergiram para lançar jogos internacionais em português.

Um dos pensamentos que infelizmente muitos tem sobre jogos de tabuleiro, é que é a mesma coisa, no final das contas só um monte de fichas e dados e diversão, mas a coisa não é bem assim. A verdade é que existem regras espetaculares e capazes de encantar muita gente com a forma em que as coisas são conduzidas, além de maneiras completamente inesperadas de se jogar. Por exemplo, um pensamento forte que muitos tem, é que só existem os modos de jogo onde os jogadores tentam destruir os outros, mas existe também o modo cooperativo, onde todos na mesa tem que se ajudar e lutam contra o tabuleiro, ou mesmo o modo solo, em que pessoas mais solitárias podem se aventurar sozinhas.
Existem obras fantásticas que fazem os jogadores se sentirem de verdade em uma aventura, como por exemplo em Mice and Mystics, um cooperativo de até quatro pessoas que apresenta um reino medieval em que uma bruxa surge e lança uma maldição, transformando todos em camundongos, e assim o príncipe e seus aliados tem que lutar contra insetos "gigantes" e outras ameaças, como o gato malvado, o grupo tem que se ajudar e descobrir uma maneira de se livrar da maldição. Em Talisman, os jogadores estão em uma verdadeira simulação de jogos de RPG virtuais, pois os personagens vão vagando por um mundo de fantasia e achando itens ao redor do tabuleiro, que são apresentados em formas de cartas, e podem inclusive perder todos os itens e ficar em uma casa que depois um outro jogador pode cair lá e pegar, além de outras coisas como bênçãos e maldições, criando uma atmosfera fantástica. Em Eldritch Horror, o mundo está prestes a acabar com as criaturas dos Mitos de Cthulhu que vão emergir na terra, e assim os jogadores precisam viajar, fechar portais por onde saem criaturas, resolver enigmas, achar artefatos mágicos, dar suporte uns aos outros, entre outras coisas. Em King of Tokyo você assume o papel de um grupo de monstros dispostos a destruir Tóquio, mas para isso terão que lutar entre si para ver quem é que vai quebrar tudo, e assim vai.

Existe uma quantidade imensa de jogos e regras fantásticas, muito variadas, alguns tão complexos que vai levar um tempo para se adaptar a coisa, mas a sensação de satisfação vai ser maravilhosa ao ver a coisa acontecer, já outros são realmente muito simples, porém divertidos para se querer jogar mais e mais sem parar. É uma pena que a maioria ainda esteja presa às "garras" dos jogos clássicos e acabem não sabendo da existência de muitas maravilhas.
É claro que também há a questão do preço, algo que a primeira vista pode ser nada agradável, variando entre 30 e quase 300 reais, sendo que a maioria dos jogos realmente robusto e cheio de elementos costa mais de 200 reais. Parece caro pra caramba, não é? Mas se você parar para pensar, é um preço muito justo, é claro que não é qualquer dinheiro, só que diferente da maioria dos jogos de video game por exemplo, os jogos de tabuleiro tem o elemento "rejogabilidade" altíssimo, não é um jogo que você vai pagar um preço para jogar apenas algumas vezes, é aquele tipo que você vai jogar sem parar por alguns dias, até que vai cansar e ele vai pro canto da prateleira e por lá vai ficar, mas meses depois vai estar lá você de novo jogando aquilo por dias seguidos e assim esse ciclo se mantém, é o tipo de investimento em uma diversão duradoura, e não algo passageiro, isso porque quase todos os jogos permitem que novamente você possa sentir a mesma emoção e passe por situações bem diferentes. Então não são preços injustos, se você dividir um jogo de 200 reais por quatro meses, ficariam 50 reais por mês, algo que parece muito mais atraente, não é? Só que você não vai jogar apenas quatro meses, vai jogar uma quantidade indeterminada.

Quanto a época em que só tinham empresas poderosíssimas lançando, isso realmente mudou e hoje nós temos empresas nacionais produzindo e traduzindo jogos, sendo assim há uma boa quantidade de opções no mercado. Existem grupos de amigos que fazem uma vaquinha para comprar e assim todos se divertirem, e existem aqueles que não gastam um centavo, pois uma coisa que nem todos sabem, é que existem diversos lugares em muitas cidades onde o povo se reúne para jogar tabuleiro e coisas semelhantes, como o universo dos cardgames por exemplo, procurem em redes sociais. Uma loja onde vocês podem achar jogos nacionais e internacionais é a Rocky Raccoon, de Curitiba, mas que envia pro Brasil todo por preços camaradas. Mas e vocês, que jogos de tabuleiro já jogaram? Apenas os tradicionais? Tem vontade de jogar algum título em especial? Digam aí! =D

Confiram uma lista com vários jogos de tabuleiro lançados no Brasil

2 comentários:

Eric Wesley disse...

Já faz uns 3 anos que descobri esse mundo novo de "jogos modernos". Hoje meus fins de semana são regados de diversão com amigos com esses tipos de jogos.
Até mesmo o preço, que no artigo tentou amenizar dizendo que pagar 200 reais em um jogo bom não é ruim, vamos lembrar que um WAR ou um banco imobiliário não custam tão barato assim. Algumas versões são bem caras. Então pagar 200 reais em um jogo com muito mais elementos e jogabilidade não é nem de longe caro.

delpaiva disse...

Descobri nesse ano os boardgames e te digo: é viciante. Gostaria de comprar todos que encontro nas lojas nacionais e gringas, por enquanto meu acervo contabiliza 7 jogos. São jogos totalmente diferentes entre si, com tempo, mecânica e objetivos diferentes. Exatamente o que faz o replay ser tão grande porque a cada jogatina as chances de acontecer algo totalmente novo são grandes.
Gostaria também de complementar o artigo com sites nacionais que são essenciais pra quem quer entrar no mundo dos boardgames:

Redomanet (Possui podcasts, análises, foruns... acredito que seja o maior nacionalmente.)

Galápagos Jogos (loja pioneira na tradução de jogos e distribuição, vide Zombicide)

Funbox Jogos

Livraria Devir ( Como foi falado no artigo, já existe um jogo medieval traduzido com miniaturas e toques de rpg, vide As Lendas de Andor)


A Geek da Livraria Cultura vende os jogos dessas distribuidoras pelo mesmo preço e com frete grátis.

Outra coisa, algumas cidades possuem grupos de pessoas que se encontram para jogar e algumas lojas também oferecem espaço para isso.


Acredito que seja isso. No dia que vier a Recife pode mandar um email, Skywalker. Com certeza a gente marcaria uma jogatina, hahaha.