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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Primordia - Um jogo que é a pura essência da beleza

Primeiramente já quero dizer que a jogabilidade desse jogo é a padrão de uma aventura point and click, nesse quesito ele não tem nada de muito inovador pois usa a mesma mecânica de muitos jogos dos anos 90 em que você tem que pegar objetos e usar em outros lugares ou juntá-los para formar algo novo e assim resolver um problema. Assim como existe todo aquele sistema padrão de diálogo entre os personagens e informações que se vai conseguindo aos poucos.

Levando em consideração a jogabilidade, pode até ser um atrativo para um jogo de 2012, levando em consideração que a era de ouro das aventuras do gênero foram os anos 90 mesmo, porém normalmente apenas esse tipo de jogabilidade não é o suficiente para levar o público à loucura. E definitivamente os criadores de Primordia sabiam disso, pois criaram uma verdadeira obra de fazer os olhos brilharem!


Antes de tudo gostaria de colocar em questão algo, segundo algumas descrições que vi, Primordia se passa em um universo cyberpunk, porém levando em consideração o estilo em geral do jogo e a falta de humanos para ligar o homem à máquina, que é a principal característica de um universo cyberpunk, acredito que eles falaram de forma equivocada e que o universo parece muito mais ser dieselpunk até porque o design é exatamente o de tecnologia dos anos 30 só que no futuro, o que define bem um dieselpunk (como pode-se ver em algumas obras) enquanto o cyberpunk é algo mais para o futuro mesmo com tecnologia moderna avançada porém em um ambiente bem sujo, abusando de luzes de neon e pessoas com visuais bem excêntricos. Outra coisa é a paleta de cores, em obras Cyberpunk a tendência é algo mais escuro, sujo, noturno e uma iluminação de neon, Dieselpunk tem tendência a cores mais parecidas com a de madeira, marrom, bege, etc. Além do linguajar (essa não é regra mas é tendência), cyberpunk tem tendência a um toque vulgar, palavrões, grosseria, Dieselpunk a comunicação dos personagens tem tendência a algo mais elegante no vocabulário.

O que mais me atraiu e que tenho certeza que atraiu muita gente nesse jogo, foi o visual. Simplesmente quando vi o trailer, a primeira coisa que pensei foi "Caramba, esse jogo é lindo demais pra eu não jogar!". Apesar de ele ter um estilo retro com gráficos pixelizados, nem de longe isso torna o jogo feio, aparentemente os criadores fizeram isso especialmente para dar um clima de jogo antigo, mas por outro lado trabalharam de forma IMPECÁVEL no visual. Aparentemente o que fizeram foi criar imagens lindas ao extremo e depois diminuíram a resolução e deram uma pixelizada em cima de uma imagem maravilhosa para serem os planos de fundo do jogo.

Primordia se passa em um mundo não apenas pós-apocalíptico, mas uma era pós-humana, sendo assim não existem mais pessoas no ambiente devastado do jogo, há apenas máquinas, vários robôs de modelos variados que vagam por um vasto deserto cheio de sucata e restos de uma outra era. Uma coisa fantástica desse lugar é que os humanos são apenas uma lembrança e alguns robôs os veem de forma religiosa, sendo assim os adoram. Isso a primeira vista pode parecer algo bobo para alguns, mas se você pensar bem, imagine você ter certeza absoluta que foi criado e saber que já existiu uma criatura que surgiu naturalmente, a própria natureza o criou, algo que realmente tinha vida e fazia parte da essência do universo. Se você ver por esse lado, acaba percebendo o motivo dos humanos serem vistos como figuras religiosas. No universo de Primordia existe inclusive um tipo de bíblia, que você pode ler e ver detalhes sobre a criação das máquinas e como os humanos as fizeram à sua própria imagem. De certa forma como o segundo renascer foi apresentado em animatrix.

O jogo passa um sentimento intenso de tristeza, o visual dele todo tem tons sombrios e fortes como marrom e cinza, há tantos detalhes que diversas vezes eu me peguei apenas observando o cenário para ver o quanto foi bem trabalhado. Da mesma forma os personagens também tem detalhes incríveis e me senti como se estivesse vagando pelo mundo triste de Ergo Proxy.

Mas nem tudo é tristeza nesse lugar, as máquinas foram criadas à imagem do homem, então mesmo apresentando diversos detalhes que mostra que são robôs, também há traços humanos neles como por exemplo o sarcasmo. A história apresenta um robô chamado Horatio que vive em sua nave estudando o "Livro do Homem" na companhia de Crispin, um androide que o acompanha. Certo dia os dois são surpreendidos por um robô que invade o lugar e rouba o núcleo de energia, e isso os faz ter que partir em busca do núcleo. Horatio tem um jeito bastante sério, já Crispin é altamente sarcástico e diversas vezes demonstra isso, por exemplo uma vez que cliquei diversas vezes nele, e ele disse "Você sabe qual é a definição de insanidade? Ficar perguntando repetidamente a mesma coisa pra alguém como se a resposta fosse mudar a realidade.". O jogo ainda contém uma dublagem maravilhosa e todo um climinha incrível é gerado com isso.

Enfim, ta aí um jogo que achei puramente belo, tenho certeza que muitos de vocês irão ficar encantados com o visual incrível do jogo e o universo dele também é maravilhoso, portanto apesar da jogabilidade ser uma já bastante conhecida, Primordia é um jogo que em geral é lindo. Vale a pena dar uma conferida no site da G2A, pois lá eles costumam vender keys da steam por um valor bem mais barato que na própria steam e ainda aceitam boleto bancário. Dê uma conferida aqui.

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