Nos anos 90, tecnologia tinha um negócio especial: qualquer aparelho eletrônico parecia capaz de virar alguma coisa completamente diferente com o acessório certo. O Game Boy já era uma pequena maravilha portátil, mas a ideia do WorkBoy levava isso para outro nível. Um teclado conectado ao portátil da Nintendo transformaria aquele tijolão cinza em uma espécie de computador de bolso.
O WorkBoy foi criado pela britânica Source Research and Development, com produção planejada pela Fabtek e colaboração com a Nintendo. O projeto foi apresentado na CES de 1992 e tinha uma aparência que hoje é maravilhosa justamente por parecer tão anos 90: um teclado QWERTY relativamente grande conectado ao Game Boy pelo mesmo tipo de porta usada pelo famoso cabo Link.
E não era simplesmente um teclado para ficar digitando “MARIO É MUITO LEGAL” no Game Boy. O software colocava no portátil funções de agenda, calendário, catálogo de endereços, calculadora, relógio mundial, banco de dados, conversores e outras ferramentas. No total, eram 12 aplicativos. Para alguém de 1992, aquilo devia parecer praticamente tecnologia alienígena.
Imagine a cena. Você chega na escola carregando seu Game Boy, coloca o WorkBoy na mesa e começa a cuidar dos seus compromissos. “Às 14h: jogar Zelda.” “Às 16h: jogar Mario.” “Às 18h: continuar jogando Zelda.” Um verdadeiro executivo. Faltava apenas uma função para calcular quanto dinheiro você gastaria comprando cartuchos e uma calculadora científica para descobrir como justificar isso para a sua mãe.
O mais fascinante é que tudo isso acontecia numa época em que um computador portátil ainda parecia algo muito distante para uma criança comum. Hoje um celular faz essas coisas enquanto roda jogos enormes, tira fotos, acessa a internet e sabe até onde você está. O WorkBoy queria fazer algo parecido usando uma tela monocromática, um processador de 8 bits e quatro pilhas. Era quase como pedir para um Fusca virar um escritório.
O WorkBoy foi criado pela britânica Source Research and Development, com produção planejada pela Fabtek e colaboração com a Nintendo. O projeto foi apresentado na CES de 1992 e tinha uma aparência que hoje é maravilhosa justamente por parecer tão anos 90: um teclado QWERTY relativamente grande conectado ao Game Boy pelo mesmo tipo de porta usada pelo famoso cabo Link.
E não era simplesmente um teclado para ficar digitando “MARIO É MUITO LEGAL” no Game Boy. O software colocava no portátil funções de agenda, calendário, catálogo de endereços, calculadora, relógio mundial, banco de dados, conversores e outras ferramentas. No total, eram 12 aplicativos. Para alguém de 1992, aquilo devia parecer praticamente tecnologia alienígena.
Imagine a cena. Você chega na escola carregando seu Game Boy, coloca o WorkBoy na mesa e começa a cuidar dos seus compromissos. “Às 14h: jogar Zelda.” “Às 16h: jogar Mario.” “Às 18h: continuar jogando Zelda.” Um verdadeiro executivo. Faltava apenas uma função para calcular quanto dinheiro você gastaria comprando cartuchos e uma calculadora científica para descobrir como justificar isso para a sua mãe.
O mais fascinante é que tudo isso acontecia numa época em que um computador portátil ainda parecia algo muito distante para uma criança comum. Hoje um celular faz essas coisas enquanto roda jogos enormes, tira fotos, acessa a internet e sabe até onde você está. O WorkBoy queria fazer algo parecido usando uma tela monocromática, um processador de 8 bits e quatro pilhas. Era quase como pedir para um Fusca virar um escritório.
O projeto tinha uma proposta tão curiosa que chegou a aparecer em revistas e programas de televisão da época. A ideia era transformar o Game Boy em uma espécie de PDA, categoria de computador pessoal portátil que começava a ganhar espaço justamente naquele período. O WorkBoy acabou ficando no limbo e nunca chegou às lojas, apesar de já estar suficientemente desenvolvido para funcionar.
Parte do problema era exatamente a velha matemática do capitalismo. O WorkBoy estava planejado para custar algo próximo do próprio Game Boy. Quando a Nintendo reduziu o preço do portátil, o acessório passou a ficar numa situação ainda mais absurda: você poderia pagar praticamente o mesmo por um teclado do que pagaria pelo videogame inteiro. É aquele momento em que alguém na reunião provavelmente levantou a mão e perguntou: “Mas e se a gente simplesmente... não fizer isso?”
O curioso é que o WorkBoy não desapareceu completamente. Décadas depois, o historiador de videogames Liam Robertson conseguiu localizar um protótipo que estava com Frank Ballouz, ligado à produção do aparelho. O problema era que faltava o cartucho necessário para fazê-lo funcionar. Aí entrou outra peça extremamente peculiar dessa história: a ROM do software apareceu entre os dados vazados da Nintendo em 2020.
Com o software gravado em um cartucho e o protótipo conectado a um Game Boy, o WorkBoy finalmente pôde ser demonstrado funcionando como havia sido imaginado décadas antes. É uma daquelas histórias que fazem a tecnologia antiga parecer quase arqueologia. Você olha para aquele teclado bege, para o Game Boy cinza e para aquela telinha verde e pensa: “Caramba, eles realmente estavam tentando transformar isso num computador.”
E talvez seja isso que torna o WorkBoy tão encantador. Ele representa uma época em que ninguém sabia exatamente até onde um videogame portátil poderia chegar. Câmera, impressora, sonar, teclado, cabos, cartuchos estranhos... havia uma sensação de que qualquer ideia maluca poderia virar um acessório para o Game Boy. Nem tudo fazia sentido, mas essa falta de limites deixava a tecnologia muito mais divertida.
O WorkBoy nunca virou aquele computador portátil que uma geração de crianças carregaria na mochila, mas continua sendo uma das ideias mais deliciosamente estranhas da história do Game Boy. Um teclado, uma telinha verde, algumas funções de escritório e a ambição de transformar um videogame em máquina de produtividade. Tudo isso com a delicadeza tecnológica de uma época em que até o som de encaixar um cartucho parecia o começo de uma aventura.
Parte do problema era exatamente a velha matemática do capitalismo. O WorkBoy estava planejado para custar algo próximo do próprio Game Boy. Quando a Nintendo reduziu o preço do portátil, o acessório passou a ficar numa situação ainda mais absurda: você poderia pagar praticamente o mesmo por um teclado do que pagaria pelo videogame inteiro. É aquele momento em que alguém na reunião provavelmente levantou a mão e perguntou: “Mas e se a gente simplesmente... não fizer isso?”
O curioso é que o WorkBoy não desapareceu completamente. Décadas depois, o historiador de videogames Liam Robertson conseguiu localizar um protótipo que estava com Frank Ballouz, ligado à produção do aparelho. O problema era que faltava o cartucho necessário para fazê-lo funcionar. Aí entrou outra peça extremamente peculiar dessa história: a ROM do software apareceu entre os dados vazados da Nintendo em 2020.
Com o software gravado em um cartucho e o protótipo conectado a um Game Boy, o WorkBoy finalmente pôde ser demonstrado funcionando como havia sido imaginado décadas antes. É uma daquelas histórias que fazem a tecnologia antiga parecer quase arqueologia. Você olha para aquele teclado bege, para o Game Boy cinza e para aquela telinha verde e pensa: “Caramba, eles realmente estavam tentando transformar isso num computador.”
E talvez seja isso que torna o WorkBoy tão encantador. Ele representa uma época em que ninguém sabia exatamente até onde um videogame portátil poderia chegar. Câmera, impressora, sonar, teclado, cabos, cartuchos estranhos... havia uma sensação de que qualquer ideia maluca poderia virar um acessório para o Game Boy. Nem tudo fazia sentido, mas essa falta de limites deixava a tecnologia muito mais divertida.
O WorkBoy nunca virou aquele computador portátil que uma geração de crianças carregaria na mochila, mas continua sendo uma das ideias mais deliciosamente estranhas da história do Game Boy. Um teclado, uma telinha verde, algumas funções de escritório e a ambição de transformar um videogame em máquina de produtividade. Tudo isso com a delicadeza tecnológica de uma época em que até o som de encaixar um cartucho parecia o começo de uma aventura.
O adblock bloqueia links de afiliados da Amazon como os desse post, então se não estiver aparecendo, é só desativar o adblock.
Veja mais coisas interessantes aqui. E tem conteúdo exclusivo nas redes sociais:





