O Spider-Man da Neversoft é um daqueles jogos de PlayStation que conseguiram ficar na memória mesmo depois de o console virar peça de museu na casa de muita gente. Lançado em 2000, o jogo coloca o Homem-Aranha para sair na porrada com gente como Scorpion, Rhino, Venom, Mysterio, Carnage e Doctor Octopus, enquanto tenta limpar seu nome depois de ser acusado por um impostor. Agora existe uma forma bem diferente de mexer nesse clássico no PC através do OpenSpideyPS1, uma recompilação nativa que transforma o código do jogo em um executável para Windows. Apesar de ter sido lançado pra PC, essa versão vai a outro nível, mexendo profundamente no código do jogo!
O projeto usa o RecompOne para traduzir o código do PlayStation para C# e executar o jogo através de um sistema que recria os serviços usados pelo console. Isso abre espaço para substituir várias limitações da versão original por recursos modernos. O resultado inclui renderização com perspectiva correta, resolução interna maior, remoção do dithering característico do PS1, FXAA e suporte a 4:3 ou 16:9. Dá até para escolher resoluções que chegam a 4K, então aquele Spider-Man que antigamente parecia estar sendo transmitido através de uma batata agora pode ocupar uma televisão moderna sem pedir desculpas.
Outra diferença está nos personagens. O OpenSpideyPS1 aproveita modelos derivados da versão de Dreamcast quando existem equivalentes, enquanto os cenários continuam baseados nos ambientes originais do PlayStation. O projeto também possui suporte a mods de trajes, texturas externas e modelos personalizados, com ferramentas que permitem trabalhar nos personagens através do Blender. A versão do projeto para Spider-Man possui dezenas de trajes e vários espaços reservados para criações da comunidade.
Mas uma das coisas mais legais nesse tipo de recompilação está naquilo que ela pode permitir daqui para frente. O jogo possui uma quantidade de dados internos que normalmente passa despercebida por quem simplesmente coloca o disco no console e aperta Start. Existem ferramentas da comunidade capazes de explorar os arquivos dos jogos da Neversoft e encontrar modelos, animações, texturas e outros elementos armazenados nos dados. O Neversoft Multitool, por exemplo, trabalha com modelos, animações e outros formatos usados pelo Spider-Man, permitindo transformar esse material em formatos que podem ser examinados e editados.
Isso é especialmente interessante no caso de conteúdo cortado. O Spider-Man possui material interno que ajuda a revelar coisas que fizeram parte do desenvolvimento e não aparecem durante uma partida normal. Animações, modelos e outros recursos podem ser investigados através dessas ferramentas, criando uma espécie de arqueologia digital do jogo. É aquela situação maravilhosa em que alguém abre um arquivo de dezenas de anos atrás e encontra um pedaço de trabalho que estava lá quietinho, esperando um sujeito com tempo livre e ferramentas de engenharia reversa para aparecer.
O OpenSpideyPS1 não precisa necessariamente incorporar todo esse material para ser útil. O simples fato de existir uma recompilação com acesso muito mais flexível ao funcionamento interno do jogo cria um terreno maior para mods, ferramentas e experimentos. Um jogo que antes dependia da estrutura fechada do PlayStation passa a ter uma base que pode ser estudada e modificada de maneiras muito mais amplas no PC.
A instalação também foi pensada para usar os próprios arquivos do jogo. O executável pede uma imagem americana do Spider-Man de PlayStation, extrai os dados necessários e passa a trabalhar com esses arquivos. Depois da configuração inicial, o jogo utiliza o conteúdo extraído, sem precisar manter a imagem montada durante cada partida.
O resultado acaba sendo mais do que simplesmente colocar Spider-Man em uma janela de PC com resolução maior. A recompilação preserva a estrutura do clássico da Neversoft enquanto cria uma base para gráficos modernos, widescreen, personagens modificados e experiências que seriam bem mais complicadas de fazer diretamente no hardware original. E, considerando que ainda existe material escondido nos próprios arquivos do jogo esperando para ser explorado, dá para imaginar muita coisa saindo dessa caixa velha de ferramentas que é o Spider-Man de 2000.
O projeto usa o RecompOne para traduzir o código do PlayStation para C# e executar o jogo através de um sistema que recria os serviços usados pelo console. Isso abre espaço para substituir várias limitações da versão original por recursos modernos. O resultado inclui renderização com perspectiva correta, resolução interna maior, remoção do dithering característico do PS1, FXAA e suporte a 4:3 ou 16:9. Dá até para escolher resoluções que chegam a 4K, então aquele Spider-Man que antigamente parecia estar sendo transmitido através de uma batata agora pode ocupar uma televisão moderna sem pedir desculpas.
Outra diferença está nos personagens. O OpenSpideyPS1 aproveita modelos derivados da versão de Dreamcast quando existem equivalentes, enquanto os cenários continuam baseados nos ambientes originais do PlayStation. O projeto também possui suporte a mods de trajes, texturas externas e modelos personalizados, com ferramentas que permitem trabalhar nos personagens através do Blender. A versão do projeto para Spider-Man possui dezenas de trajes e vários espaços reservados para criações da comunidade.
Mas uma das coisas mais legais nesse tipo de recompilação está naquilo que ela pode permitir daqui para frente. O jogo possui uma quantidade de dados internos que normalmente passa despercebida por quem simplesmente coloca o disco no console e aperta Start. Existem ferramentas da comunidade capazes de explorar os arquivos dos jogos da Neversoft e encontrar modelos, animações, texturas e outros elementos armazenados nos dados. O Neversoft Multitool, por exemplo, trabalha com modelos, animações e outros formatos usados pelo Spider-Man, permitindo transformar esse material em formatos que podem ser examinados e editados.
Isso é especialmente interessante no caso de conteúdo cortado. O Spider-Man possui material interno que ajuda a revelar coisas que fizeram parte do desenvolvimento e não aparecem durante uma partida normal. Animações, modelos e outros recursos podem ser investigados através dessas ferramentas, criando uma espécie de arqueologia digital do jogo. É aquela situação maravilhosa em que alguém abre um arquivo de dezenas de anos atrás e encontra um pedaço de trabalho que estava lá quietinho, esperando um sujeito com tempo livre e ferramentas de engenharia reversa para aparecer.
O OpenSpideyPS1 não precisa necessariamente incorporar todo esse material para ser útil. O simples fato de existir uma recompilação com acesso muito mais flexível ao funcionamento interno do jogo cria um terreno maior para mods, ferramentas e experimentos. Um jogo que antes dependia da estrutura fechada do PlayStation passa a ter uma base que pode ser estudada e modificada de maneiras muito mais amplas no PC.
A instalação também foi pensada para usar os próprios arquivos do jogo. O executável pede uma imagem americana do Spider-Man de PlayStation, extrai os dados necessários e passa a trabalhar com esses arquivos. Depois da configuração inicial, o jogo utiliza o conteúdo extraído, sem precisar manter a imagem montada durante cada partida.
O resultado acaba sendo mais do que simplesmente colocar Spider-Man em uma janela de PC com resolução maior. A recompilação preserva a estrutura do clássico da Neversoft enquanto cria uma base para gráficos modernos, widescreen, personagens modificados e experiências que seriam bem mais complicadas de fazer diretamente no hardware original. E, considerando que ainda existe material escondido nos próprios arquivos do jogo esperando para ser explorado, dá para imaginar muita coisa saindo dessa caixa velha de ferramentas que é o Spider-Man de 2000.
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