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Resident Evil 0 Dublado | Vozes PT-BR te farão entender o primeiro jogo da cronologia

O jogo Resident Evil 0 é DIFÍCIL PRA CACETE! é aquele tipo de jogo que fica ainda mais divertido quando a gente lembra da posição que ele ocupa na série. A história acontece antes do primeiro Resident Evil, mostrando os acontecimentos que levam ao desastre de Raccoon City e colocando Rebecca Chambers e Billy Coen no centro da aventura. Agora dá para jogar essa história com uma dublagem em português brasileiro feita pela comunidade.

O projeto Resident Zero Dublado PTBR foi criado por Oximaru e transforma o Resident Evil 0 HD Remaster de PC em uma versão dublada. E não é simplesmente pegar o trabalho antigo e jogar dentro do jogo. Oximaru já havia trabalhado em uma dublagem anterior e acabou refazendo o projeto, desta vez com uma abordagem diferente, usando inteligência artificial na maior parte das vozes e mantendo alguns dubladores humanos em personagens específicos.
 
 
Entre as vozes humanas estão Crazybrtv como Dr. Marcus e Alessandro Al como William Birkin. O restante do elenco utiliza vozes geradas por IA, enquanto a edição e a sonorização ficam por conta do próprio Oximaru. A tradução dos textos vem do trabalho de legendas da Tribo Gamer, então o pacote acaba reunindo diferentes trabalhos da comunidade brasileira em uma única experiência.

O resultado é especialmente interessante para quem gosta de jogar os Resident Evil seguindo a ordem cronológica dos acontecimentos. Resident Evil 0 é o ponto mais antigo da linha principal da série, então começar por ele e depois partir para Resident Evil pode ser uma maneira diferente de acompanhar a história de Raccoon City, da Umbrella e dos personagens que aparecem nos primeiros jogos.
 
Resident Zero Dublado acaba sendo uma opção bacana tanto para quem quer começar a história de Biohazard pela ordem cronológica, quanto para quem já jogou e sentia dificuldade para acompanhar os diálogos e entender melhor a trama. Também serve para quem conhece o jogo de cor, mas quer revisitar Resident Evil 0 de um jeito diferente, agora com as falas em português brasileiro.

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Sobre Resident Evil 
 
Quando Resident Evil chegou ao primeiro PlayStation, em 1996, a Capcom apresentou uma ideia que ajudaria a definir o survival horror nos videogames. O jogador entrava em uma mansão cheia de corredores escuros, zumbis, criaturas estranhas, munição limitada e aquela sensação constante de que qualquer porta poderia esconder um problema. O nome Resident Evil começou ali a ganhar espaço e, junto com ele, surgiu uma primeira geração de fãs.

O sucesso não ficou preso ao primeiro jogo. Resident Evil 2, lançado em 1998, levou a fórmula para Raccoon City e colocou Leon S. Kennedy e Claire Redfield no centro da história. A cidade tomada pelo caos, a delegacia, os quebra-cabeças e a presença de personagens marcantes fizeram a série alcançar ainda mais gente. O segundo jogo chegou a quase 5 milhões de cópias vendidas em sua versão original para PlayStation, mostrando que o público estava crescendo de verdade.

Em 1999, Resident Evil 3: Nemesis continuou esse caminho com Jill Valentine tentando sobreviver enquanto o enorme Nemesis perseguia a protagonista. A essa altura, Resident Evil já não era apenas um jogo de terror conhecido entre os donos de PlayStation. A franquia começava a criar personagens reconhecíveis, monstros que viravam assunto entre jogadores e uma história que fazia muita gente acompanhar cada novo capítulo para descobrir o que aconteceria com a Umbrella Corporation e seus experimentos.

Os lançamentos seguintes ajudaram a ampliar ainda mais esse público. Resident Evil Code: Veronica levou a série para o Dreamcast e depois ganhou outras versões, enquanto Resident Evil 0 e o remake do primeiro jogo apareceram no GameCube. A própria Capcom registrava números importantes para vários desses títulos, mostrando como a franquia continuava encontrando espaço mesmo passando por diferentes consoles.

Então veio Resident Evil 4, em 2005, e a série passou por uma das maiores mudanças de sua história. A câmera sobre o ombro, a mira mais direta, os inimigos mais agressivos e a ação muito mais presente fizeram o jogo alcançar pessoas que talvez nem fossem fãs tradicionais de survival horror. Leon voltou como protagonista e a aventura na Espanha apresentou personagens como Ashley Graham e Ada Wong. O resultado foi tão forte que Resident Evil 4 passou a influenciar vários outros jogos de ação em terceira pessoa.

Essa mudança também ajudou a mostrar uma característica importante da comunidade de Resident Evil: os fãs não necessariamente queriam sempre a mesma coisa. Parte do público gostava mais do terror e dos recursos limitados dos primeiros jogos, enquanto outra parte abraçou a ação de Resident Evil 4. Depois, Resident Evil 5 levou ainda mais longe o combate e apresentou o modo cooperativo com Chris Redfield e Sheva Alomar. O jogo chegou a 5,8 milhões de unidades, tornando-se um dos maiores sucessos comerciais da série naquele período.

Resident Evil 6, lançado em 2012, continuou essa fase mais voltada para ação e reuniu diferentes personagens e campanhas. A franquia já tinha uma quantidade enorme de histórias, vilões, organizações, vírus e acontecimentos para acompanhar. Para quem estava presente desde os jogos do PlayStation, era uma experiência diferente daquela mansão de 1996, mas a quantidade de pessoas acompanhando a série também mostrava o tamanho que a comunidade havia alcançado. Naquele período, a Capcom já registrava 47 milhões de unidades vendidas para a franquia.

A mudança seguinte aconteceu com Resident Evil 7 biohazard, lançado em 2017. Em vez de continuar simplesmente aumentando a quantidade de ação, a Capcom voltou a colocar o medo no centro da experiência. A câmera em primeira pessoa aproximou o jogador dos ambientes da família Baker e criou uma experiência bem diferente daquela apresentada por Chris, Leon e companhia nos jogos anteriores. Com isso, Resident Evil conseguiu conquistar uma nova geração sem abandonar completamente quem já acompanhava a franquia.

O retorno ao terror ganhou ainda mais força com Resident Evil 2, lançado em 2019. O jogo não foi apenas uma conversão do clássico de 1998. A Capcom refez a experiência com novos gráficos, câmera sobre o ombro, ambientes reconstruídos e uma apresentação moderna para Leon e Claire. O resultado mostrou como a série conseguia pegar uma história conhecida e apresentá-la para quem já era fã e também para quem nunca tinha jogado o original. O remake passou de 4 milhões de unidades e ajudou a franquia a superar 90 milhões de cópias acumuladas.

Resident Evil 3 recebeu tratamento parecido em 2020, enquanto Resident Evil Village chegou em 2021 continuando a história de Ethan Winters iniciada em Resident Evil 7. Nesse ponto, a comunidade já reunia pessoas de várias gerações. Havia quem tivesse conhecido a série no primeiro PlayStation, quem tivesse começado em Resident Evil 4, quem tivesse entrado durante a fase mais focada em ação e quem tivesse descoberto a franquia com Resident Evil 7.

Os remakes também passaram a funcionar como uma ponte entre essas gerações. Resident Evil 4 Remake, lançado em 2023, é um bom exemplo. A Capcom preservou a base do clássico de 2005, mas refez sistemas, cenas, combates e partes da campanha. O jogo ultrapassou 10 milhões de unidades e se tornou o título da série a atingir essa marca mais rapidamente, mostrando que a força de um jogo antigo pode continuar atraindo jogadores muitos anos depois de seu lançamento original.

É justamente essa capacidade de se transformar sem desaparecer que ajuda a explicar a multidão de fãs de Resident Evil. A franquia já passou pelo survival horror clássico, pela ação em terceira pessoa, pelo cooperativo, pela câmera em primeira pessoa e pelos remakes. No caminho, personagens como Jill, Chris, Leon, Claire, Ada e Ethan passaram a fazer parte da cultura dos videogames, enquanto nomes como Umbrella, Raccoon City, Nemesis, Mr. X e os zumbis se tornaram imediatamente associados à série.

A comunidade também encontrou muitos outros caminhos para continuar próxima de Resident Evil. Existem discussões sobre a história, teorias sobre personagens, speedruns, mods para PC, vídeos, coleções, cosplay e até fãs que conhecem cada canto das antigas mansões e delegacias. A franquia também saiu dos videogames e chegou ao cinema, animações e atrações temáticas, ampliando ainda mais o número de pessoas que tiveram contato com esse universo.

O tamanho desse público pode ser percebido pelos números acumulados. Em 2020, a Capcom anunciou que Resident Evil havia ultrapassado 100 milhões de unidades vendidas mundialmente. Depois, o crescimento continuou, com a empresa registrando mais de 167 milhões de unidades acumuladas até dezembro de 2024. Resident Evil deixou de ser apenas uma série famosa de terror e se tornou uma das maiores franquias da história da Capcom.

Por isso, falar sobre Resident Evil também é falar sobre diferentes gerações de jogadores. Alguns lembram da primeira vez em que ouviram os passos de um zumbi atrás de uma porta. Outros conheceram Leon em Resident Evil 4, enfrentaram a família Baker em Resident Evil 7 ou descobriram Raccoon City através dos remakes. Cada lançamento foi trazendo uma parte desse público para dentro da franquia, enquanto os fãs antigos continuavam acompanhando as mudanças. É assim que uma série criada em 1996 conseguiu formar uma comunidade tão grande e continuar sendo reconhecida por fãs de videogames de diferentes épocas.