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Demo de The Mound: Omen of Cthulhu tá fazendo sucesso na Steam com seu coop!

Finalmente The Mound: Omen of Cthulhu recebe demo para que todos possam experimentar de graça na Steam antes do lançamento em 15 de julho! Confira:
  
The Mound: Omen of Cthulhu | Cooperativo de puro horror em selva do Chile do século XVII
 
Em The Mound: Omen of Cthulhu, desenvolvido pela ACE Team e publicado pela Nacon, até quatro jogadores assumem o papel de exploradores, durante o Século XVII, que partem de um galeão em direção às profundezas de uma selva chilena marcada por forças sobrenaturais. 
 
A cada missão, o grupo escolhe armas e equipamentos antes de enfrentar criaturas deformadas e fenômenos que distorcem a percepção da realidade, inspirados diretamente nas histórias de H.P. Lovecraft. O objetivo é alcançar os portões da lendária cidade subterrânea de K’n-yan, onde tesouros inimagináveis aguardam, mas o caminho é repleto de perigos que testam não apenas a sobrevivência física, como também a sanidade mental dos personagens.
 
 
O jogo combina ação em primeira pessoa com elementos de terror psicológico, colocando em risco até mesmo a confiança entre aliados, já que as alucinações podem levar a ataques contra os próprios companheiros. Com cenários que misturam exploração, combate e paranoia crescente, a experiência se mantém centrada na atmosfera opressiva do horror cósmico, em que a linha entre realidade e ilusão se torna cada vez mais frágil.
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Jogos lovecraftianos 
Quando se fala em terror nos videogames, poucas influências aparecem tantas vezes quanto a obra de H. P. Lovecraft. O autor, que nasceu em 1890 e publicou boa parte de seus trabalhos durante as primeiras décadas do século XX, ajudou a criar uma forma de horror muito diferente da que era comum em histórias de fantasmas, vampiros ou monstros tradicionais. Em vez de focar apenas no medo da morte, suas histórias exploravam algo muito maior: a insignificância da humanidade diante de forças antigas, misteriosas e impossíveis de compreender.

Os contos de Lovecraft apresentavam cidades isoladas, livros proibidos, cultistas secretos, criaturas vindas de além das estrelas e entidades capazes de destruir a sanidade de qualquer pessoa. Obras como The Call of Cthulhu, At the Mountains of Madness, The Shadow over Innsmouth e The Dunwich Horror ajudaram a construir aquilo que mais tarde ficaria conhecido como os Mitos de Cthulhu. Com o passar dos anos, outros escritores expandiram esse universo, adicionando novos deuses antigos, criaturas estranhas, artefatos amaldiçoados e histórias ligadas ao famoso Necronomicon.

Durante muito tempo essa influência ficou mais forte na literatura, nos jogos de mesa e nos RPGs. O clássico RPG Call of Cthulhu RPG mostrou que o universo lovecraftiano funcionava muito bem quando os participantes precisavam investigar mistérios, reunir pistas e enfrentar ameaças que pareciam impossíveis de derrotar. Esse modelo acabaria servindo de inspiração para muitos videogames anos depois.

Quando os desenvolvedores começaram a explorar esse tipo de terror nos computadores e consoles, perceberam que a fórmula combinava perfeitamente com mecânicas de exploração, investigação e sobrevivência. Em vez de simplesmente derrotar inimigos, muitos jogos passaram a colocar o jogador diante de acontecimentos que pareciam desafiar a lógica. A ideia de descobrir segredos proibidos, perder a sanidade ou enfrentar criaturas impossíveis de entender encaixava muito bem no formato interativo.

Um dos exemplos mais lembrados é Alone in the Dark, lançado em 1992. Embora não fosse uma adaptação direta das histórias de Lovecraft, o jogo absorvia diversos elementos dos Mitos de Cthulhu. Mansões abandonadas, livros misteriosos, monstros sobrenaturais e uma atmosfera constante de medo ajudaram a mostrar que o horror cósmico tinha espaço dentro dos videogames.

Anos depois surgiram títulos que abraçaram essa inspiração de forma ainda mais direta. Call of Cthulhu: Dark Corners of the Earth transformou conceitos clássicos dos contos em uma experiência focada em investigação, fuga e sobrevivência. O jogo explorava cidades decadentes, habitantes estranhos, cultos secretos e a sensação constante de que havia algo gigantesco escondido além do alcance humano.

O interessante é que os jogos lovecraftianos não ficaram presos ao gênero de terror. Com o tempo, a influência de Lovecraft começou a aparecer em praticamente todos os tipos de videogame. Jogos de ação passaram a incluir entidades cósmicas. RPGs adotaram sistemas de corrupção mental. Estratégias utilizaram cultistas e deuses antigos como parte da narrativa. Até jogos de cartas e roguelikes encontraram espaço para criaturas inspiradas nos Mitos de Cthulhu.

Um ótimo exemplo dessa diversidade é Darkest Dungeon. Embora tenha identidade própria, o jogo utiliza muitos conceitos ligados ao horror cósmico. O estresse dos personagens, as ruínas antigas, os monstros deformados e a sensação constante de decadência lembram bastante os temas presentes nas histórias de Lovecraft. Em vez de apenas gerenciar vida e equipamentos, o jogador também precisa lidar com a deterioração mental de sua equipe.

Outro caso bastante conhecido é Bloodborne. Muitos jogadores iniciam a aventura acreditando estar diante de uma fantasia gótica cheia de lobisomens e caçadores. Conforme a história avança, o jogo revela criaturas cósmicas, conhecimentos proibidos, realidades ocultas e entidades que parecem saídas diretamente dos contos lovecraftianos. Essa mistura ajudou a transformar o título em uma das obras mais associadas ao horror cósmico nos videogames.

A presença dos Mitos de Cthulhu também aparece em jogos de estratégia e gerenciamento. Stygian: Reign of the Old Ones, The Sinking City e Sherlock Holmes: The Awakened utilizam elementos clássicos como cultos, criaturas ancestrais, cidades costeiras decadentes e conspirações que envolvem forças muito além da compreensão humana. Em alguns casos o foco está na investigação; em outros, na exploração ou no combate.

Os roguelikes também abraçaram essa influência. Jogos como Sea Salt colocam o jogador no controle de forças monstruosas inspiradas pelos deuses antigos. Já títulos como Lovecraft's Untold Stories transformam diretamente personagens e cenários clássicos da literatura em desafios cheios de monstros, artefatos amaldiçoados e criaturas tentaculares.

Mesmo quando o nome de Lovecraft não aparece, sua influência continua visível. Séries como Resident Evil, Dead Space e Amnesia: The Dark Descent utilizam conceitos que lembram bastante o horror cósmico. A perda da sanidade, o desconhecido, a transformação do corpo humano e a existência de forças incompreensíveis são temas que aparecem repetidamente nessas obras.

Com o crescimento dos jogos independentes, a quantidade de experiências lovecraftianas aumentou ainda mais. Pequenos estúdios passaram a criar aventuras focadas em investigação, exploração submarina, arqueologia proibida, cidades amaldiçoadas, pesadelos cósmicos, rituais antigos, manuscritos perdidos, dimensões paralelas e monstros que desafiam qualquer explicação lógica. Isso fez com que o gênero se espalhasse por áreas muito diferentes da indústria.

Talvez o maior triunfo do horror lovecraftiano nos videogames seja justamente sua capacidade de adaptação. Enquanto alguns gêneros dependem de regras muito específicas, os temas criados por Lovecraft podem aparecer em praticamente qualquer contexto. Seja em um RPG, um FPS, um jogo de estratégia, uma aventura investigativa, um roguelike, um survival horror ou até mesmo um card game, sempre existe espaço para segredos proibidos, cultistas, ruínas esquecidas, criaturas ancestrais e a sensação de que existem mistérios que jamais deveriam ter sido descobertos.

Mais de um século depois do nascimento de H. P. Lovecraft, seus contos continuam influenciando novas gerações de criadores. O que começou em revistas pulp e histórias publicadas em pequenas tiragens acabou encontrando nos videogames um terreno perfeito para crescer. A possibilidade de explorar locais amaldiçoados, descobrir verdades perturbadoras e encarar horrores vindos das estrelas transformou os jogos lovecraftianos em um dos estilos mais versáteis da cultura gamer, capaz de surgir em inúmeros gêneros e continuar despertando curiosidade em jogadores do mundo inteiro.