Requisitos Mínimos:
SO: Windows 10 ou later 64-bit (latest update)
Processador: Intel Core i5-6600K ou AMD Ryzen R5 1600
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1050 Ti ou AMD Radeon RX 580 ou Intel Arc A380
DirectX: Versão 12
Rede: Conexão de internet banda larga
Requisitos Recomendados:
SO: Windows 10 ou later 64-bit (latest update)
Processador: Intel Core i5-9600K ou AMD Ryzen 5 3600
Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 2070 ou AMD Radeon RX 5700 XT ou Intel Arc B570
DirectX: Versão 12
Rede: Conexão de internet banda larga
Arc Raiders se consolidou como um dos jogos mais comentados quando o assunto é requisitos de PC, e a comunidade gamer não deixou passar em branco a forma como ele se tornou desejado e virou uma verdadeira mania.
Arc Raiders é um projeto da Embark Studios, a mesma empresa que chamou atenção com The Finals, e desde sua revelação já despertou curiosidade por misturar ação em terceira pessoa com elementos de sobrevivência em um mundo de ficção científica. O jogo é um cross-play roda no Unreal Engine 5, o que naturalmente levanta a questão sobre desempenho, já que esse motor gráfico é conhecido por entregar visuais impressionantes.
O que chamou atenção dos jogadores é que, apesar de ser um título visualmente pesado em um mapa amplo de jogador contra ambiente, os requisitos não são tão altos quanto muitos esperavam. Em comunidades como Reddit e fóruns especializados, vários relatos apontam que Arc Raiders consegue rodar de forma satisfatória em máquinas mais modestas, especialmente em resoluções como 1080p. Isso fez com que muita gente considerasse o jogo “leve para o que entrega”, já que outros títulos com gráficos semelhantes exigem hardware bem mais robusto. Há também comentários de que em 4K o jogo se torna exigente, mas isso já era esperado, e não diminuiu o entusiasmo em torno dele.
Esse equilíbrio entre qualidade gráfica e acessibilidade ajudou a transformar Arc Raiders em uma febre. O jogo rapidamente entrou na lista de desejos de milhares de usuários no Steam, e parte desse sucesso se deve justamente ao fato de que não é necessário ter um PC topo de linha para experimentar o mundo de Speranza. Muitos jogadores destacaram que conseguiram rodar em configurações intermediárias sem grandes problemas, e isso reforçou a ideia de que a Embark Studios acertou ao pensar em otimização.
Arc Raiders acabou se tornando um exemplo de como um título pode ser desejado não apenas pelo estilo de jogo, mas também pela forma como conversa com a realidade dos gamers. Em um cenário onde cada vez mais lançamentos exigem máquinas poderosas, ver um jogo com visual moderno rodando bem em PCs médios foi motivo de comemoração. Esse aspecto fez com que a comunidade abraçasse o jogo e espalhasse a ideia de que ele é acessível, alimentando ainda mais a mania em torno dele.
Enfim, os jogadores consideraram Arc Raiders um jogo bonito e surpreendentemente leve, com relatos positivos de desempenho em máquinas mais simples, o que ajudou a consolidar sua popularidade e transformá-lo em um dos títulos mais desejados no PC. O jogo está disponível para PC (Steam, Epic Games Store, Microsoft Store) e os videogames PlayStation 5, Xbox Series X/S (Infelizmente fora do Xbox Game Pass).
Sobre Extraction Shooters
Os Extraction Shooters surgiram como uma resposta curiosa dentro dos jogos de tiro. Em vez de focar apenas em vencer partidas ou somar eliminações, esses jogos passaram a girar em torno de entrar em um mapa, cumprir objetivos, coletar recursos e, o mais importante, conseguir sair vivo. A ideia de perder tudo ao morrer mudou totalmente a forma como muita gente encara o gênero FPS.
Um dos marcos mais claros dessa virada aconteceu em 2017 com Escape from Tarkov, da Battlestate Games. O jogo trouxe uma mistura pesada de tiro tático, inventário detalhado, loot persistente e mapas abertos cheios de perigo. Cada raid virou uma aposta, onde armas, equipamentos e até a munição carregada tinham valor real. Isso fez muita gente repensar o que significa ganhar ou perder em um jogo de tiro.
Antes disso, já existiam ideias parecidas espalhadas por outros gêneros. Jogos como DayZ, que começou como mod de ARMA 2 lá por 2012, já brincavam com o medo de morrer e perder tudo. Mesmo não sendo exatamente um Extraction Shooter, DayZ ajudou a popularizar a tensão constante, o loot raro e a sensação de sobrevivência que mais tarde seriam absorvidos por esse novo estilo.
Com o tempo, o conceito foi ficando mais claro. Um Extraction Shooter geralmente coloca jogadores em mapas persistentes, com inteligência artificial hostil, outros jogadores reais e pontos específicos de extração. A partida não termina quando o tempo acaba, mas quando o jogador decide sair ou morre tentando. Esse simples detalhe muda tudo, desde o ritmo até a forma como as pessoas se movimentam e tomam decisões.
Em 2019, Hunt: Showdown, da Crytek, ajudou a mostrar que o gênero podia ir além do visual militar moderno. Ambientado em um pântano sombrio do século XIX, o jogo misturou armas antigas, monstros e caça a recompensas com extração. A tensão sonora, os tiroteios lentos e o foco em ouvir passos e tiros ao longe reforçaram a ideia de que informação vale tanto quanto bala.
Outro nome importante nessa evolução foi The Cycle, que começou em 2019 com uma proposta mais colorida e acabou relançado como The Cycle: Frontier em 2022. Ele trouxe uma pegada mais acessível, com ficção científica, mapas abertos e foco forte em loot e extração. Mesmo com seu encerramento em 2023, o jogo ajudou a mostrar como o gênero podia dialogar com públicos diferentes.
A influência dos Extraction Shooters começou a se espalhar para franquias grandes. Call of Duty entrou nesse território com o modo DMZ, lançado em 2022 dentro de Call of Duty: Warzone 2.0. Ali, conceitos como contratos, extração de loot e progressão fora da partida mostraram como ideias antes de nicho tinham potencial para alcançar milhões de jogadores.
Outro exemplo curioso é Marauders, lançado em acesso antecipado em 2022. Ele misturou tiroteio em primeira pessoa com batalhas espaciais, ambientação dieselpunk e invasões de naves. Mesmo com um visual simples, o jogo reforçou a essência do gênero: entrar em locais perigosos, saquear tudo que puder e escapar antes que alguém leve vantagem.
O sucesso desse estilo também está ligado ao fator psicológico. O medo de perder equipamentos caros, armas raras e progresso acumulado cria uma tensão que poucos gêneros conseguem igualar. Cada passo, cada barulho e cada confronto são pensados com cuidado. Diferente de um deathmatch tradicional, morrer aqui não é só reaparecer, é aceitar a derrota real.
Com o passar dos anos, os Extraction Shooters passaram a influenciar até jogos PvE e experiências cooperativas. Dark and Darker, por exemplo, levou o conceito para um ambiente de fantasia medieval, com classes como guerreiro e mago, mas mantendo extração, loot e risco constante. Isso mostrou que o núcleo do gênero funciona fora do tiro moderno.
Hoje, quando se fala em Extraction Shooters, já não se pensa apenas em armas realistas ou mapas urbanos. O termo passou a representar uma filosofia de design baseada em risco, recompensa e tensão constante. Seja em cenários militares, históricos, futuristas ou até medievais, a ideia de entrar, arriscar tudo e tentar sair vivo se tornou o verdadeiro coração do gênero.




