Atlus processou fãs por reviverem MMO que ela abandonou, exigindo milhares de dólares!

Todo mundo sabe que tem alguns MMOs que fecham os servidores e a coisa fica apenas nas lembranças daqueles que amavam a coisa. Jogos como Matrix Online deixam aquela curiosidade de saber como foi, e é diferente dos jogos antigos singleplayer, ou mesmo multiplayer que os jogadores podem fazer gambiarras para se conectar aos amigos. Um MMO depende de um servidor e se a criadora abandona, só se fãs bem capacitados se unirem pra fazer algo. Porém a Atlus ficou irada ao ver um jogo dela retornar sem ter seu dedo incluso.

O título "Imagine Online" foi um jogo lançado em 2007 que originalmente se chamava "Megami Tensei Online: Imagine", pois pegava elementos da franquia de jogos, Shin Megami Tensei e os reimaginava em um ambiente pós-apocalípticos. Apesar de muitos fãs terem amado, com o passar dos anos ele acabou fechando as portas em 2016, não permitindo que mais ninguém jogasse.
 
Claro que a saudade ficou pra muita gente e assim em 2020 surgiu um grupo que usa dois nomes, Rekuiemu e COM_Hack. Ele resolveu fazer alguma coisa pelos fãs e criou um launcher próprio, abrindo também seu próprio servidor e permitindo que os antigos fãs tivessem uma nova chance de se aventurar por esse universo. Eles batizaram a coisa de ReIMAGINE e não cobraram para os jogadores participarem.
Após alguns meses, a Atlus se manifestou sobre o assunto da forma mais agressiva possível, e em dezembro de 2021 ela declarou que "a iniciativa não oficial está trazendo diversos prejuízos financeiros" e abriu um processo contra os membros da comunidade que permitiu que as pessoas voltassem a jogar. Mas ela não pediu apenas que fechassem os servidores, ela exigiu também que pra cada violação detectada nos tribunais, os criadores pagassem 25 mil dólares!

A decisão também acabou assustando servidores alternativos do jogo, e os donos se manifestaram, falando que apesar de não terem sido processados, ficaram com medo de acabar tendo que enfrentar algo tão cabuloso também e assim resolveram abandonar seus projetos. A Atlus não quis dizer como é que um projeto gratuito de um jogo abandonado estava lhe causando os vários prejuízos financeiros que ela citou.
Não é a primeira vez que uma grande empresa se manifesta contra projetos independentes, mas elas costumam ser mais "amigáveis". Obviamente quando se pensa em empresa indo atrás de fãs, a mais fácil de pensar é na Nintendo, que faz isso com frequência, apesar de tudo é difícil ela tomar uma medida judicial e a maioria das vezes é um contato direto com os donos, como foi com o maravilhoso No Mario's Sky.

Mas já vimos outras coisas relacionadas a MMOs abandonados, inclusive alguns casos extremamente agressivos que conseguiram indignar a comunidade, como foi o caso da Disney mandando três fãs para a cadeia, em um caso também relacionado a servidores abertos de um jogo que já tinha sido abandonado há anos.

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