Shadow Warrior 3 | Mitologia Oriental e um banho de sangue no mesmo lugar

Acredito que a franquia Shadow Warrior é uma franquia que acabou ganhando o seu charme próprio, graças ao seu estilo todo próprio. Certamente acaba sendo um jogo semelhante a obras como Serious Sam, que o negócio é andar e explodir uma tonelada de inimigos durante aquele estilo de ação frenético. Mas esse estilo de cultura Oriental é algo naturalmente interessante.

Você assume de  Lo Wang, um guerreiro que viu o mundo se tornar um verdadeiro caos, graças a um dragão ancestral que foi solto sem querer. No entanto, ele acaba vendo uma forma de dar fim a tudo isso, com um ritual que uma poderosa feiticeira é capaz de executar. Mas para isso, terá que enfrentar um exército incalculável de Yokais, demônios da cultura japonesa, prontos para destruir tudo à sua frente.
Assumo que achei um tanto esquisito a desenvolvedora abandonar a fórmula de Shadow Warrior 2, que chamou a atenção por ser um cooperativo pra quatro pessoas, com elementos de personalização de personagens, contendo armas, baús e tudo mais. Ao invés disso ela usou o estilo que pudemos ver no Shadow Warrior 1, focando em um modo campanha e na fatiação de tudo que estiver pela frente.
 
Isso é algo que com certeza pode causar diferentes impactos, já que ao mesmo tempo que pode agradar os fãs do 1, pode decepcionar os fãs do 2. Ou para os fãs da franquia no geral, pode simplesmente ser ok. Porém acho que abriu espaço para os três conviverem juntos, já que o primeiro tem muita coisa no mundo real, e esse aqui a coisa é mais algo surreal. Já o segundo jogo é obviamente bem diferente dos dois, portanto pode ser que isso permita que três tenham sua própria cara.
A jogabilidade aqui é direto ao ponto, você deve atravessar as áreas e fatiar ou atirar em qualquer coisa que ver por aí. Tem aquele estilo de personagem cabuloso, extremamente rápido e capaz de usar tanto armas de curto e longo alcance, quanto poderes. Então é possível deslizar no ar em direção a algo, dar pulo duplo e usar isso a seu favor, com a tela facilmente virando um banho de sangue.

As armas tem estilos bem próprios, não são inovadoras, mas você vai destravando aos pouquinhos. Enquanto a pistola e a katana são as armas básicas, você aos poucos vai liberando coisas como lança granadas e uma arma que você segura o botão para carregar e soltar um disparo poderoso, capaz de explodir inimigos. Aos poucos você vai achando essas armas pelo caminho.
Além de melhorar o personagem com armas novas, você também pega pontos de experiência que poderá gastar nas habilidades que já têm, como o empurrão, que normalmente só joga um inimigo pra longe e atualizando ele pode jogar mais ou até fazer com que caia vida deles. Não é uma árvore de habilidades muito impressionante não, é bem minúscula, mas ao menos dá liberdade ao jogador do que ele quer pegar primeiro.

Os inimigos são bastante originais, tendo toda uma movimentação própria, como a broca que anda embaixo da terra e do nada surge na superfície, ou os inimigos presos em balões, que ficam te infernizando enquanto atiram em você do ar. No entanto o jogo é tão rápido e com tanta coisa acontecendo na tela, que acaba sendo um pouco difícil observar de verdade as coisas.
Os gráficos são bonitos pra caramba! Super bem detalhados e charmosos, além de que existem aspectos que fica difícil não notar. Por exemplo, se você for atirando em um personagem gigante, vai vendo a carne saindo e ficando exposto cada vez mais, até ficar um baita de um buraco. A coisa é bem sangrenta, mas não acho que chega a ser gore, porque tem um toque meio cartunesco.

Também existem algumas interações nos cenários que fazem a movimentação entre uma área e outra ser muito mais agitada do que normalmente são em um jogo onde o foco é só atirar. E como um bom ninja, além de deslizar para passar rapidamente por descidas, você também pode andar por paredes, escalar alguns locais e lançar um gancho para se pendurar em determinados pontos.
Apesar de tudo, infelizmente o jogo causa frequentemente a sensação de algo um tanto apertado. Se você pegar por exemplo Serious Sam: Siberian Mayhem, o jogo pode até ser só tiroteio sem parar, mas as áreas são enormes, isso sem contar com obras como Bulletstorm, que mesmo com foco no tiroteio é um jogo bem robusto mesmo. Enquanto aqui, são todos ambientes bem pequenos pra rolar a matança. É o suficiente, mas é basicamente andar e então você fica preso em uma pequena área e começa. Talvez tenha sido a forma que acharam de fazer um gráfico tão bonito.
Enfim, esse é um daqueles jogos pra passar o tempo, oferecendo algo bastante atmosférico e com certeza frenético, mas sendo também limitado e focado mais em uma jogabilidade rápida de espadada e tiros do que uma história ou puzzles. Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Greenman Gaming antes de comprar na loja direta, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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