Assassin's Creed Dawn of Ragnarök | Você é Odin em uma jornada em Svartalfheim

Esse é um jogo que gerou uma certa confusão ao ser anunciado, pois veio tão depois do lançamento de Assassin's Creed Valhalla, mas claramente se passava no mesmo universo, porém usando o ambiente nórdico e com uma jogabilidade diferente, muito mais frenética. Então afinal de contas o que se tratava? Pois é... Se trata de uma expansão mesmo!

A história dessa vez apresenta Odin em busca do seu filho Baldr, que foi sequestrado e levado ao reino de Svartalfheim, o mundo dos anões. No entanto os moradores do lugar estão todos escondidos no subsolo, pois essas terras foram invadidas por seres de outros reinos conhecidos como Jotnars e Muspels. E a única forma de conseguir o apoio deles, é os ajudando a lidar com essas ameaças.

Talvez fique confuso especialmente para quem não jogou Assassin's Creed Valhalla, já que obviamente a ideia mística é algo completamente diferente da aventura no mundo real. No entanto o próprio jogo base sem nenhuma expansão já conta com partes místicas abertas à interpretação, quando Eivor usa certas ervas, vai ao mundo dos deuses e entra na pele de Odin.
Não é algo que faz parte das missões principais para zerar o jogo, mas é algo que tem sua própria história e você escolhe seguir ou não essa parte da história. Caso ache interessante ver a parte mitológica, essa foi uma forma interessante que a Ubisoft achou de colocar não apenas as histórias dos deuses, mas permitir que você as vivencie.

Na expansão Dawn of Ragnarök, temos mais um pouco disso, já que a saga dos deuses tem muitas coisas. E nesse caso em especial, temos Baldur, que é considerado o mais amado dos deuses, adorado por todos e completamente intocável. Porém do nada, Odin e sua mulher Frigga precisam perseguir, investigar e compreender o que aconteceu para alguém tão amado ser levado.

O nível recomendado para entrar nessa expansão é 340, no entanto eu não estava ainda nesse nível, apesar de ter zerado o jogo. No entanto fizeram uma forma interessante do jogador não perder tempo. Existe a possibilidade de entrar com seu nível e tentar encarar a coisa, ou você pode pegar emprestado esse nível e armas, mas só vai funcionar durante a expansão. Porém o xp ganho continua valendo, portanto se você vai pro nível 341, esse 1 nível extra vai pra você quando sair.
Assim como temos os Campos Elísios apresentados em Assassin's Creed Odyssey, em que um novo mapa é colocado para ser explorado, aqui acontece o mesmo e temos um novo mapa, o universo de Svartalfheim, com as suas próprias peculiaridades e que se torna um alívio para aqueles que não queriam apenas uma nova história em locais já explorados.

Aliás, eu sei bem que a obra de J. R. R. Tolkien foi extremamente inspirada pela mitologia nórdica, no entanto a parte visual da coisa foi em grande parte feita pelo filme A Sociedade do Anel, e é só olhar para como é diferente no design de O Hobbit de 1977. Estou falando isso porque acho que o universo de Svartalfheim foi extremamente influenciado por O Senhor dos Anéis e muitas vezes eu me sentia andando pela Terra Média.

As estátuas gigantes, as áreas devastadas cheias de magma, os inimigos Muspels extremamente parecidos com Orcs e inclusive têm atitudes que lembram muita forma de agir dos Orcs de The Lord of the Rings: Shadow of Mordor, em que ficavam fofocando sobre seu personagem. Isso sem contar com os anões e suas formas de agir que lembram bastante os Hobbits aqui. Então acho que rolou uma forte inspiração, porque você realmente percebe que é diferente do universo tão mágico de Asgard ou da Inglaterra no jogo normal.
Inclusive inicialmente achei um pouco absurdo não ser uma expansão standalone, que são aquelas que não exigem jogo base. Digo isso pois acho que funcionaria muito melhor se ao menos tivesse a opção de comprar por fora e o mundo tivesse mais elementos pra se diferenciar do jogo base. Isso sem contar que apresenta uma jogabilidade de pancadaria que sei que atrai alguns jogadores com esse gosto, mas não querem comprar o jogo base primeiro. E uma expansão de R$170 realmente acaba pesando.

Muito provavelmente a Ubisoft já estava desenvolvendo essa expansão bem antes do anúncio de God of War pra PC, no entanto acredito que ela deve ter aproveitado o momento adequado para adaptar a sua grade de lançamento. Isso porque o que temos aqui é algo que ainda pode sim usar o estilo stealth, porém é notavelmente mais tranquilo chegar fatiando todo mundo, se encaixando perfeitamente no gênero hack and slash.

E sem sombra de dúvidas o elemento que é adicionado à jogabilidade que mais acaba se destacando, é a possibilidade de roubar os poderes dos seus inimigos. Isso te permite fazer algumas coisas bem incríveis, como atirar em um local e se teletransportar pra ele, andar pelo fogo e passar por inimigos com o mesmo visual que eles, ou mesmo se transformar em uma ave e voar pelo cenário! Tudo com tempo limitado e exigindo energia, mas que dá pra se divertir muito.
Também é possível aperfeiçoar essas habilidades, portanto você pode coletar certas pedras pelo universo do jogo, que são encontradas desde minerando até abrindo baús ou saqueando inimigos. Você decide o quanto quer se arriscar para conseguir determinados minérios e assim poder ir a uma das cidades anãs e pedir para que o ferreiro aperfeiçoe o bracelete que te dá essas habilidades.

Normalmente eu gosto muito das dublagens de estúdios grandes, inclusive a Ubisoft, no entanto tenho que dizer que nessa aqui tinham algumas coisinhas que não gostei muito não. A do Odin está ótima ao meu ver, mas a da Frigga, nossa que horror... Parece que pegaram a voz da bruxa meio maluca e colocaram na personagem, ficou bem zoada. Porém felizmente isso só rola em um ou outro personagem, acredito que nem seja culpa da dubladora em si, talvez já tenham usado tantos atores em um jogo tão grande, que sobrou poucas opções adequadas.

Enfim, apesar de ser sim legal, não é uma expansão que acho que adicione coisas o suficiente para ter um destaque muito grande e tinha um potencial para ir além. Talvez tenha sido esse o motivo de preferirem que fosse apenas uma expansão e não algo standalone... É bacana, mas realmente bate aquela sensação de que só é algo a mais e não algo que tem coisas o suficiente para ser considerado uma nova experiência. Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Nuuvem antes de comprar na loja direta, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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