The Anacrusis | O irmão de Left 4 Dead em versão futurística dos anos 70

Esse jogo inicialmente me chamou a atenção por ver em destaque em algum lugar e rapidamente ler que tinha sua semelhança com Left 4 Dead, e ao ver a estética diferenciada, quis dar uma olhadinha, já que o jogo da Valve continuou fazendo sucesso por tanto tempo exatamente por seu estilo viciante de jogabilidade.

A história se passa em um futuro em que grandes corporações levam a humanidade em naves gigantes com moradia, áreas de lazer e todo um ambiente feito para dar conforto a quem vive ali. Mais de dez mil sistemas solares são explorados e não acham vida, até que encontram e ela é completamente hostil, destruindo qualquer humano que surja.
De fato o jogo usa exatamente a mesma fórmula de Left 4 Dead, colocando quatro jogadores para atravessar áreas enquanto atiram pra todo lado com criaturas surgindo sem parar. Inclusive são usadas as mecânicas de sala segura, em que é preciso chegar até um certo ponto do cenário onde terão armas, munição e vida, além de servir de ponto para o próximo mapa carregar.

A diferença está especialmente no fato de que aqui, existe uma temática "Disco", parecendo que os personagens saíram diretamente de alguma discoteca dos anos 70 que tivesse temática futurística. Isso porque é exatamente o que temos aqui, uma versão futurística da década de 1970, como se fosse a forma que as pessoas daquela época imaginavam o futuro.
Isso dá um certo charme à coisa, com ambientes muito coloridos de uma maneira elegante e animada, não infantil. É algo semelhante ao que vemos em Fallout, que se por um lado é fofinho em certos aspectos, por outro é notável que é uma história de ficção científica com seu toque de seriedade. E aqui temos algo meio assim. É meio zoado ser um tipo de anos 70, mas o foco não é ser engraçado.

O jogo conta com diversas armas e munição limitada, portanto você precisa sempre ficar preocupado em coletar mais munição, que ficam em distribuidores pela fase, ou substituí-las por outras. Sempre se conta com uma pistola infinita e uma arma secundária. Mas às vezes é possível achar armas especiais super poderosas, indo desde canhões de plasma até torres que atiram automaticamente.
Infelizmente uma das coisas que menos gostei no jogo, foi a sensação que as armas passam. Elas parecem muito serem de brinquedo e você não sente que acertou direito nos inimigos. É como se fossem armas com muito pouca potência. Entendo que é porque são futurísticas, mas tem jogos como Star Wars: Jedi Outcast, conseguem passar uma firmeza maior.

Uma mecânica diferenciada presente, é no mesmo estilo do que temos no modo roguelike presente no jogo Warhammer Vermintide 2, onde às vezes vocês acham terminais que oferecem bônus permanentes aleatórios. Vão desde uma vida maior, até não tomar dano em certas condições, e isso dá uma ótima variação em cada partida, especialmente porque cada um escolhe uma entre três vantagens.
Achei os inimigos um tanto genéricos, especialmente os comuns, vêm de montão te bater. Não dá pra ver nenhuma diferença muito marcante, diferente por exemplo de Left 4 Dead 2, em que mesmo sendo só zumbis, conseguem ter cara de ser algo diferente, só com uma corzinha aqui e ali. Já os inimigos especiais, embora tenham os clones de Left 4 Dead, tem uns interessantes, como os que rolam, semelhante a Droidekas de Star Wars: Episódio 1, ou o "Flasher", que solta uma luz que cega geral e atrai uma multidão ao mesmo tempo. 

Enfim, apesar de não ser um jogo inovador, ele consegue gerar uma diversão em grupo. Então se você tiver três amigos pra dar uma olhada, certamente vai ser algo interessante com muita gritaria e uma dificuldade desafiadora. Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Greenman Gaming antes de comprar na loja direta, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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