O cirurgião que deixava a assinatura no fígado dos pacientes e se lascou

De vez em quando vemos algumas coisas em obras de ficção e geram aquelas histórias emocionantes, mas que sabemos que é louco demais e só acontece em fantasias. Bom... Ou ao menos talvez esse pensamento ingênuo fosse mais sólido antigamente, quando não tinha internet e a informação era limitada. Mas hoje em dia, qualquer bizarrice corre o mundo rapidamente, e uma delas rolou com o cirurgião Simon Bramhall, que tinha uma mania peculiar, digna de estar nas páginas do Medicina Macabra.
 
O médico tinha uma mania muito egocêntrica, durante as operações, ele aproveitava para deixar também a assinatura dele, usando feixe de argônio, que é um instrumento que queima pra fazer cauterizações. E assim deixava registrado nos órgãos dos pacientes, que foi ele que fez o procedimento. No entanto em uma das vezes, um segundo médico foi olhar o paciente e não tinha cicatrizado, permitindo que ele enxergasse o que tinha sido feito.
 
E assim rolou uma denúncia e a investigação começo, o que não demorou muito para comprovarem um enorme "S. B" deixado lá. Mas algo ainda mais bizarro, é que o doutor estava imitando um personagem que ele mesmo criou! Ele escreveu uma série de livros chamada “Histórias de Bisturi”, que tinham contos e um dos contos era sobre um médico que deixava a assinatura no fígado de um paciente transplantado e isso gerava um escândalo na área médica.

Apesar do caso ter acontecido em 2013, levou quase 9 anos para que finalmente as medidas legais fossem tomadas, sendo que apenas no final de 2021 é que rolou a condenação. A burocracia foi imensa e o hospital em que ele trabalhava o protegeu com tudo, afirmando que não tinha nada demais em um médico deixar a sua assinatura, se isso não iria prejudicar o paciente.

Da mesma maneira, gerou um grande debate geral, com alguns protetores, como foi o caso de um neurocirurgião, que escreveu um artigo sobre o tema e foi publicado no jornal "The Guardian" em 2017. No texto, ele falava sobre os detalhes da coisa e a condenação por agressão física. Mas explicava que as pessoas estavam pegando muito pesado com algo assim e que deveria ser considerado como "bobo".

É bizarro quando algo assim acontece, não? Ainda mais com o lance dos livros, parece algo meio "Dexter", mas se você for olhar o mundo real, vê o quanto coisas bizarras acontecem, é só olhar bem para o passado e ver que dá pra achar figuras como o enigmático caso de "Jack, o Estripador", ou mesmo ver coisas dignas de vilão do Batman, como o psicopata Graham Young.

O resultado é que ele perdeu a licença dele como médico no final do longo processo. E vocês, o que acham? Consideram que ele violou o corpo de outra pessoa sem autorização e aquilo vai ficar marcado nela pra sempre, sem que ela deseje, portanto foi adequado perder a licença? Ou creem que apesar do que fez, tirar um médico capacitado de circulação por algo que não vai prejudicar o fígado do paciente, é um exagero?

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