A ascensão do trap nos games

Imagem de RODNAE Productions em Pexels

A Loud, startup de games, anunciou em abril de 2021 que o seu novo influenciador seria o músico Guxta. O artista já havia participado de várias produções da empresas, como “Não cheguei”, “Joga esses caras no trap” e “Zero farpas”.

Mas, afinal, por que contratar alguém da música para se juntar ao universo dos games? A resposta é bastante simples: há muito tempo tempo que esses dois cenários seguiam unidos. A Betway, site de esports bets, fez um levantamento sobre o tema. Veja só!

Quando o trap se uniu aos games

Primeiramente, vale a pena entender o que é o trap. O ritmo surgiu no começo dos anos 2000 em Memphis, no Tennessee - Estados Unidos. Porém, ele só estourou de vez em 2013 e conquistou o público adolescente em 2017.

A mistura de hip hop, dirty south e eletrônica nasceu no lifestyle de quem vivia no gueto e queria compartilhar as próprias experiências, incluindo temas como violência, racismo e política. Aos poucos, o estilo passou a representar também os jogos eletrônicos.

Nos games de tiro, por exemplo, o rap sempre esteve presente. A inclusão do trap, que é um subgênero do rap, foi, portanto, bastante natural.

Em 2018, o Emicida fez a abertura do CBLOL cantando “É só um joguinho”. Era o que faltava para consolidar a música como companheira dos eSports. Já em 2019, Travis Scott brilhou nas telas do lançamento de Fortnite, durante o evento Astronomical. Mais de 27 milhões de pessoas participaram do evento - um dos maiores até então.

No mesmo ano, o Brasil também surpreendeu por unir MC Jottapê e Mano Brown na Liga Brasileira de Free Fire. A final do game chegou a ter 1,2 milhões de espectadores!

Diferentemente do que acontecia há anos, que os jogos usavam músicas já populares, os artistas de trap estão criando sons para os games. Veja só estes que a Betway apurou:
 

  • Duzz: Contra Todos x MIBR (CS:GO e Rainbow Six Siege) e 2ALL ft. Scoppey;
  • Gusta: Então faz o L (Lol), Rei da AWM (Free Fire) e Zero Farpas (Free Fire);
  • Pedro Qualy: Irmão DQuebrada! - Haikaiss (Lol), Role Play ft. Kant (GTA RP) e Somos um só ft. Vintage Culture (Lol);
  • Yung Buda: Fé no jogo ft. Rincon Sapiência (Rainbow Six Siege), Califórnia (CS:GO) e Riders ft. Chábazz, ManoWill & Kado (Overwatch);
  • Travis Scott: Astronomical (Fortnite);
  • Emicida: É só um joguinho (Lol).

A escolha recente da LOUD e de outras empresas de games por músicos de trap só reforça o quanto o estilo ainda irá crescer. Até porque, os jogos ficam ainda mais interessantes quando há um som capaz de envolver o público alvo, né?

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