Ghost Recon Breakpoint | Ação coop frenética em mundo aberto

Sem sombra de dúvidas a ideia de um novo jogo da franquia Ghost Recon me animou bastante quando Breakpoint foi anunciado, e tudo isso foi graças a Wildlands, que eu não pensei que chegaria a zerar, porém acabou se tornando um dos jogos que mais joguei na vida, realmente me entretendo pra valer. Então ao saber que teria uma sequencia, não podia deixar de me animar né? E chegou a hora da review!



A história se passa em 2023 e apresenta a Skell Technology, uma empresa especializada em drones altamente tecnológicos, o que naturalmente acaba fazendo com que ela projete também drones militares. E assim compra Auroa, uma ilha no sul do Oceano Pacífico que vai servir como modelo de sua visão, com um laboratório de alta tecnologia.  No entanto, repentinamente toda a conexão do lugar com o mundo exterior é rompida e um grupo de Ghosts é enviado para investigar e logo descobrir que a ilha foi invadida por pessoas fortemente armadas com motivos desconhecidos.

Antes de tudo é melhor dar uma visão geral de Wildlands, caso você não conheça, pois esse jogo aqui é uma continuação direta, inclusive tem um personagem introduzido na última temporada de Wildlands que se tornou o grande vilão de Breakpoint, que é o Major Cole D. Walker, interpretado por Jon Bernthal, mesmo ator que fez o Justiceiro da Netflix.

Em Wildlands você tem um mundo aberto, perseguições, explosões, MUITAS bases e missões de assassinato com sniper, mas também a necessidade de invadir instalações, sequestrar, sabotar, uso de drone pra marcar inimigos, baita variação de bioma, forte foco na ação cooperativa, evolução de personagem e equipamentos e etc...

Assim como em Wildlands, rapidamente tive uma sensação de que esse é um jogo que pega todos os jogos em mundo aberto da Ubisoft e junta em um só. O que apesar de ser algo fenomenal  especialmente para aqueles que não costumam jogar os jogos da empresa, para fãs pode ser algo meio enjoado para os que já são fãs, já que cria a sensação de algo reciclado.

Porém acho que é algo que dá pra tolerar, especialmente porque depois de um tempo você acaba esquecendo disso. Tem uma hora que você começa a apenas aproveitar as possibilidades sem ficar olhando torto para coisas que já viu antes. Sim, seria muito bacana a desenvolvedora seguir o exemplo de Assassin's Creed Origins e se esforçar para criar algo totalmente inovador, mas nem tudo precisa ser inovador pra causar bons momentos né?

E temos praticamente tudo da experiência de Wildlands aqui e também coisas que a Ubisoft implementou mais tarde. É notável que esse jogo foi feito para suportar melhor aquele modelo de "jogo serviço" que ela tinha adotado no jogo anterior. Ou seja, o tempo passou, mas Wildlands continuou recebendo atualizações, eventos, conteúdos pagos e gratuitos. Aliás, bato palmas pra Ubisoft, pois o ciclo de vida daquele jogo foi muito maior do que imaginei, o tempo passava e eu continuava jogando.

Porém sinto que Wildlands foi pego meio que de surpresa nessa onda de jogos com temporada da empresa e que Breakpoint já veio preparado, por exemplo já trouxe o modo Ghost War, que é o PvP que tinha sido introduzido depois, e muito provavelmente sua programação já estava com uma visão mais evoluída para receber atualizações.

A própria ideia de comunidade pode ser vista mais claramente com o fato de que agora existe um lugar onde você se reúne com outros jogadores. É aquela ideia tão frequente em Far Cry em que tem uma base de sobreviventes, porém ao invés de serem todos NPC's, aqui temos pessoas mesmo. É exatamente a mesma fórmula de The Division.

Acho que esse elemento é algo que acaba dividindo opiniões. Por um lado é inegável que deixou a experiência multiplayer mais presente. Você entra no lugar e do nada vê outro jogador ali, por outro assumo que estou no grupo que não se agradou. Primeiro porque gosto da experiência singleplayer (A primeira vez que zerei Wildlands foi sozinho), e segundo porque algo tão semelhante a The Division faz parecer demais com "The Division no Matagal".

Outra coisa é que retiraram os bots do singleplayer, sendo assim aquelas estratégias de marcar inimigos e atirar todo mundo junto simplesmente desapareceu, além da própria jogabilidade mudar um bocado com essa mecânica. Você é um lobo solitário e tem que pensar nisso, não tem ninguém pra te ajudar e a mecânica de stealth é muito mais importante. Eu li que a Ubisoft lançaria depois o modo com bots e que precisava de mais tempo porque estava trabalhando nisso. Mas sem sombras de dúvidas bate um vazio, pois apesar de ser acostumado jogar coisas com um personagem só, eu esperava essa herança de Wildlands, então me decepcionei.

Em relação ao toque futurístico, quando foi anunciado eu não gostei muito disso, pois adorei tanto a ideia de um ambiente natural e as cidadezinhas de Wildlands, achava tão atmosférico viajar pra aqueles locais simples, com pessoas simples e a forte presença da natureza. Daí veio drones que pareciam exagerados e uma coisa que parecia mais ficção científica e fiquei com um pé atrás.

Mas a verdade é que não é bem assim... O negócio é que se pensarmos nas empresas do Vale do Silício, meio que é o que temos aqui. Uma super corporação que investe pe sado em tecnologia, uma Tesla da vida, só que em uma ilha. O que acaba tendo uma certa lógica, pois uma grande empresa ter uma ilha tecnológica é algo que se torna atração, é simbólico.

Existem algumas pequenas alterações na mecânica que dão um toque maior de survival também e somado ao lance de você ser apenas um jogador solitário, acaba combinando bem. Por exemplo para curar feridas, o personagem faz todo o movimento de se abaixar e enrolar faixas e você tem que segurar até ele terminar. Isso dá um certo realismo em tiroteios que você sai mancando e procura cobertura pra ter tempo de se curar.

Também existe um sistema de classes agora, o que dá uma certa variada no modo online do jogo e talvez tenha sido esse o motivo do atraso dos companheiros NPC's, pois em Wildlands todo mundo é igual, mas aqui você pode escolher uma especialidade e focar nela. Os jogadores online também vão ter suas próprias classes e a experiência de jogo pode dar uma variada com isso.

Algo que adorei pra caramba é que adicionaram aquele elemento de Assassin's Creed Odyssey, de você receber informações sobre o lugar onde deve ir, porém não ser algo exato. Você vai com algumas referências e deve localizar exatamente a parte em que está. É possível desativar isso, mas se você gosta de explorar, acho que dá uma satisfação pessoal muito maior do que só estar marcado.

O mundo também é bem maravilhoso, não sei se essa ilha existe, mas dei uma pesquisadinha e é quase 100% de certeza que é fictícia, se alguém aí souber. Mas existe variação de bioma e é muito bem detalhada, indo desde áreas com gelo até áreas vulcânicas, então descobrir um ambiente novo é sentir uma emoção nova.

Enfim, apesar de eu ainda preferir Wildlands muito mais, ele é um jogo bem bacana e pode ser atraente especialmente para quem começar por esse. É um jogo robusto e pode gerar uma bela diversão para variados tipos de pessoas, seja na campanha, seja no coop, seja no PvP (Que não é minha praia, pois sou uma desgraça). Recomendo sempre dar uma olhadinha no preço dele na Greenman Gaming antes de comprar na loja direta, algumas vezes os preços deles estão bem abaixo do normal, e sempre lembre de olhar os cupons de desconto que eles espalham pelo site, que deixa a coisa mais barata ainda, dê uma conferida aqui.

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