Durante décadas, a Marvel manteve o passado de Wolverine cercado de mistério. Isso fazia parte do charme do personagem, já que suas lembranças eram fragmentadas e muitas vezes contraditórias. Em 2001, a editora decidiu finalmente mostrar quem Logan era antes de se tornar um dos X-Men mais famosos. Assim nasceu Origin, publicada no Brasil como Wolverine: Origem, uma minissérie em seis edições escrita pelo britânico Paul Jenkins, com arte de Andy Kubert e participação de Bill Jemas e Joe Quesada na criação da história.
Em vez de mostrar o Wolverine que o público já conhecia, a HQ volta ao fim do século XIX para apresentar James Howlett, um garoto frágil que vive em uma rica propriedade no Canadá. Aos poucos, acontecimentos marcantes mudam completamente sua vida e colocam em movimento a transformação que levará ao surgimento do personagem conhecido pelos fãs. A narrativa evita entregar tudo de uma vez e prefere desenvolver o drama familiar antes de aproximar James da figura que se tornaria Logan.
Paul Jenkins já era conhecido por histórias focadas no lado humano dos personagens, como seu trabalho em Inhumans e Hellblazer. Essa experiência aparece claramente em Wolverine: Origem, que dedica bastante espaço aos conflitos pessoais e às relações entre os personagens. Já Andy Kubert entrega uma arte detalhada, reforçada pela pintura digital de Richard Isanove, criando um visual que se destaca entre muitas HQs da Marvel do início dos anos 2000.
Quem gosta de histórias como Arma X, de Barry Windsor-Smith, ou Demolidor: A Queda de Murdock provavelmente vai encontrar aqui um foco parecido na construção do personagem. A diferença é que Wolverine: Origem não aposta tanto na ação. Grande parte da história é formada por diálogos, tragédias e momentos que explicam como certos traços da personalidade de Logan começaram a surgir muito antes de ele entrar para os X-Men.
Um dos maiores atrativos da HQ é justamente responder perguntas que durante muitos anos pareciam não ter resposta. O leitor descobre detalhes sobre a infância do personagem, sua família, a origem de algumas características marcantes e o contexto histórico em que tudo aconteceu. Ao mesmo tempo, a história preserva parte do mistério, sem explicar absolutamente todos os acontecimentos da vida de Wolverine.
A obra também teve impacto dentro da própria Marvel. A primeira edição vendeu mais de 130 mil exemplares nos Estados Unidos, mostrando o enorme interesse dos leitores em conhecer o passado de Wolverine. Anos depois, a história ainda ganhou uma continuação chamada Origin II (Origem II), escrita por Kieron Gillen e desenhada por Adam Kubert, irmão de Andy Kubert. Parte dos elementos apresentados na HQ também serviu de inspiração para o filme X-Men Origens: Wolverine, embora a adaptação siga um caminho diferente em vários momentos.
Ao mesmo tempo, Wolverine: Origem nunca foi unanimidade. Muitos leitores gostaram de finalmente conhecer o passado de Logan e elogiaram o desenvolvimento dos personagens. Outros preferem a fase em que Wolverine tinha um passado completamente misterioso, acreditando que revelar sua origem diminuiu parte do fascínio em torno dele. Essa discussão acompanha a HQ desde sua publicação e continua sendo um dos assuntos mais comentados quando se fala na cronologia do personagem.
Enfim, Wolverine: Origem é indicado para quem gosta de histórias centradas nos personagens e quer entender melhor a construção de Logan dentro do universo da Marvel. Também é uma boa leitura para fãs dos X-Men que têm curiosidade sobre o passado do mutante, desde que saibam que encontrarão uma HQ mais voltada ao drama e à formação do personagem do que às batalhas que normalmente marcam suas aventuras.
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Em vez de mostrar o Wolverine que o público já conhecia, a HQ volta ao fim do século XIX para apresentar James Howlett, um garoto frágil que vive em uma rica propriedade no Canadá. Aos poucos, acontecimentos marcantes mudam completamente sua vida e colocam em movimento a transformação que levará ao surgimento do personagem conhecido pelos fãs. A narrativa evita entregar tudo de uma vez e prefere desenvolver o drama familiar antes de aproximar James da figura que se tornaria Logan.
Paul Jenkins já era conhecido por histórias focadas no lado humano dos personagens, como seu trabalho em Inhumans e Hellblazer. Essa experiência aparece claramente em Wolverine: Origem, que dedica bastante espaço aos conflitos pessoais e às relações entre os personagens. Já Andy Kubert entrega uma arte detalhada, reforçada pela pintura digital de Richard Isanove, criando um visual que se destaca entre muitas HQs da Marvel do início dos anos 2000.
Quem gosta de histórias como Arma X, de Barry Windsor-Smith, ou Demolidor: A Queda de Murdock provavelmente vai encontrar aqui um foco parecido na construção do personagem. A diferença é que Wolverine: Origem não aposta tanto na ação. Grande parte da história é formada por diálogos, tragédias e momentos que explicam como certos traços da personalidade de Logan começaram a surgir muito antes de ele entrar para os X-Men.
Um dos maiores atrativos da HQ é justamente responder perguntas que durante muitos anos pareciam não ter resposta. O leitor descobre detalhes sobre a infância do personagem, sua família, a origem de algumas características marcantes e o contexto histórico em que tudo aconteceu. Ao mesmo tempo, a história preserva parte do mistério, sem explicar absolutamente todos os acontecimentos da vida de Wolverine.
A obra também teve impacto dentro da própria Marvel. A primeira edição vendeu mais de 130 mil exemplares nos Estados Unidos, mostrando o enorme interesse dos leitores em conhecer o passado de Wolverine. Anos depois, a história ainda ganhou uma continuação chamada Origin II (Origem II), escrita por Kieron Gillen e desenhada por Adam Kubert, irmão de Andy Kubert. Parte dos elementos apresentados na HQ também serviu de inspiração para o filme X-Men Origens: Wolverine, embora a adaptação siga um caminho diferente em vários momentos.
Ao mesmo tempo, Wolverine: Origem nunca foi unanimidade. Muitos leitores gostaram de finalmente conhecer o passado de Logan e elogiaram o desenvolvimento dos personagens. Outros preferem a fase em que Wolverine tinha um passado completamente misterioso, acreditando que revelar sua origem diminuiu parte do fascínio em torno dele. Essa discussão acompanha a HQ desde sua publicação e continua sendo um dos assuntos mais comentados quando se fala na cronologia do personagem.
Enfim, Wolverine: Origem é indicado para quem gosta de histórias centradas nos personagens e quer entender melhor a construção de Logan dentro do universo da Marvel. Também é uma boa leitura para fãs dos X-Men que têm curiosidade sobre o passado do mutante, desde que saibam que encontrarão uma HQ mais voltada ao drama e à formação do personagem do que às batalhas que normalmente marcam suas aventuras.
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